quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Israel frenético em sua ambição de expansão territorial

Recentemente, Israel aprovou decisões para reforçar o controle sobre a Cisjordânia e expandir assentamentos judaicos nessa região. Essa medida arbitrária está provocando a reação da comunidade internacional.

Ministros das Relações Exteriores de vários países árabes e islâmicos condenaram duramente Israel por tentar ampliar assentamentos judaicos na Cisjordânia. Os chanceleres do Egito, dos Emirados Árabes Unidos, da Indonésia, do Paquistão, da Turquia, da Arábia Saudita e do Catar afirmaram em declaração conjunta que Israel não tem direito de soberania sobre os territórios palestinos ocupados.

Eles condenaram as medidas israelenses como flagrante violação do direito internacional e como algo que põe em risco a solução de dois Estados, insistindo que a comunidade internacional deve cumprir suas responsabilidades legais e morais e deter a perigosa expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia.

Um porta-voz da Comissão da União Europeia também classificou como equivocada a recente decisão do gabinete israelense de reforçar o controle sobre a Cisjordânia.

Quando, no fim do ano passado, Israel aprovou a construção de 19 novos assentamentos nessa região, países europeus também exigiram a revogação da decisão.

Mas Israel insistiu que a medida tem o objetivo de eliminar “ameaças à segurança” e declarou que governos estrangeiros não podem limitar o direito dos judeus de viver em sua própria terra, afirmando ainda que quaisquer exigências nesse sentido seriam moralmente erradas e constituiriam discriminação contra judeus.

O ministro das Finanças israelense, conhecido como extremista de direita, chegou a declarar abertamente que as medidas fazem parte de um amplo esforço para expandir assentamentos judaicos na Cisjordânia, que a Palestina pretende tomar como núcleo de um futuro Estado independente.

E não apenas na Cisjordânia. Israel já declarou que jamais se retirará da Faixa de Gaza ou das áreas ocupadas da Síria e que construirá novos assentamentos.

Em uma reunião realizada no fim do ano passado em um assentamento judaico na Cisjordânia, o ministro da Defesa israelense revelou planos de construir assentamentos de maior escala no norte da Faixa de Gaza. Também afirmou que não se retirará nem um milímetro da Síria.

A política de construção de assentamentos judaicos por Israel é produto de sua persistente ambição expansionista de estabelecer um “Grande Israel” no Oriente Médio.

Após ocupar a Cisjordânia e Al-Quds Oriental na Guerra do Oriente Médio de junho de 1967, Israel iniciou imediatamente a construção de assentamentos judaicos. Prendeu, expulsou e matou indiscriminadamente os que resistiram, destruindo suas moradias com tratores e tanques. Atualmente, mais de 700 mil judeus, cerca de 10% da população israelense, vivem em assentamentos judaicos na Cisjordânia ocupada e em Al-Quds Oriental. Mesmo assim, Israel continua tentando tomar completamente as terras palestinas.

Num momento em que o cessar-fogo em Gaza se revela apenas palavra vazia, a persistente expansão de assentamentos por Israel agrava ainda mais a situação.

A realidade mostra novamente que Israel é uma força agressora e destruidora da paz que, ignorando o direito internacional e as condenações da comunidade internacional, insiste na expansão territorial.

Ho Yong Min

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