domingo, 22 de fevereiro de 2026

A indenização é uma responsabilidade inevitável do Japão

Há pouco tempo, vários especialistas em direitos humanos, como o “Grupo de Trabalho sobre Discriminação contra Mulheres e Meninas” do Conselho de Direitos Humanos da ONU, enviaram conjuntamente uma carta de protesto ao governo japonês, expressando séria preocupação pelo fato de o Japão ter privado as vítimas de escravidão sexual do “exército imperial” na época da Segunda Guerra Mundial de seus direitos de exigir indenização.

Os países onde há vítimas de escravidão sexual do exército japonês também responderam fornecendo materiais, e estes foram publicados no site do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

No passado, o Japão cometeu o crime de invadir países asiáticos e transformar mulheres das regiões ocupadas em escravas sexuais do “exército imperial”. Somente em nosso país, cerca de 200 mil mulheres, desde meninas adolescentes até mulheres casadas, foram raptadas, sequestradas e levadas à força para os campos de batalha, sendo obrigadas a viver como escravas sexuais. Inúmeras mulheres coreanas morreram cruelmente em terras estrangeiras, estranhas e desconhecidas. Mesmo as sobreviventes que escaparam por um triz tiveram de sofrer com vergonha, humilhação e dor.

O crime de escravidão sexual do Japão é um crime de violação de direitos humanos de extrema gravidade que, segundo o direito internacional, não prescreve.

Entretanto, o Japão tem se esforçado durante décadas para negar e apagar a história de seus crimes de escravidão sexual. Se as coisas fossem corretas e se as autoridades tivessem ao menos um mínimo de consciência, deveriam ter reconhecido por si mesmas os crimes do passado e revelado toda a verdade. Porém, o Japão os ocultou deliberadamente, calculando ingenuamente que, com o tempo, eles ficariam para sempre enterrados na escuridão.

Mesmo depois de os crimes de escravidão sexual terem sido revelados, a atitude e a posição do Japão não mudaram nem um pouco. Documentos que comprovam que o governo foi organizador e executor dos crimes de escravidão sexual foram descobertos nos arquivos do Ministério da Defesa e do Ministério das Relações Exteriores, bem como nos Estados Unidos, seu chamado aliado, mas o Japão insistiu em negar. No início fingiu nada saber, e quando as provas foram divulgadas fez um gesto de desculpa com a palavra “lamento”. Depois voltou a zombar da comunidade internacional com jogos de palavras infantis e mesquinhos, falando em “falta de provas” ou em “vítimas de tráfico humano”. Por fim, até governantes passaram a declarar o disparate de que “não há provas de que o antigo exército japonês tenha levado mulheres à força para torná-las ‘mulheres de conforto’”. Forças conservadoras de direita acompanharam esse discurso, dizendo que “o sistema de ‘mulheres de conforto’ era necessário na época” e que “o exército e a prostituição sempre andam juntos”.

Os reacionários japoneses também eliminaram dos livros didáticos de história as expressões “mulheres de conforto do exército japonês” e “recrutamento forçado”. Não hesitaram em atos desprezíveis, chegando a oferecer dinheiro para negociar a retirada de monumentos memoriais às escravas sexuais do exército japonês erguidos em países ocidentais. Em certa ocasião criaram até um organismo privado chamado “Fundo Cívico Asiático para a Paz das Mulheres”, reuniram doações de seus próprios cidadãos e pagaram às vítimas sob o pretexto de “indenizações”, fingindo ter interesse na solução do problema das escravas sexuais.

O objetivo desse jogo mesquinho do Japão não é outro senão fugir da responsabilidade estatal e da indenização.

Ainda hoje o Japão nega obstinadamente a história de seus crimes de escravidão sexual.

Isso desperta a indignação da comunidade internacional. Países asiáticos se levantam e várias organizações internacionais questionam os crimes do Japão. A carta de protesto enviada desta vez por especialistas em direitos humanos, como o “Grupo de Trabalho sobre Discriminação contra Mulheres e Meninas” do Conselho de Direitos Humanos da ONU, é justamente uma continuação desse movimento internacional.

A história não pode ser escondida nem apagada. Por mais que o Japão tente, com todo tipo de manobra e artifício, eliminar os crimes de escravidão sexual, a história do país criminoso de guerra inevitavelmente permanecerá, e crimes desumanos de extrema gravidade jamais desaparecerão. A indenização estatal pelos crimes do passado é uma responsabilidade inevitável do Japão.

Ri Hak Nam

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