sábado, 14 de fevereiro de 2026

África busca desenvolvimento contínuo

Nos últimos anos, a África vem sendo avaliada como um continente que avança rumo ao desenvolvimento contínuo.

Em 2024, a taxa de crescimento econômico da África foi de 3,7%, relativamente alta. No ano passado também se alcançou um rápido desenvolvimento, sendo estimado que a taxa de crescimento econômico da região ao sul do Saara tenha alcançado 4,1%. Várias organizações internacionais preveem que, também neste ano, a taxa de crescimento econômico dessa região ultrapassará 4%. Isso supera amplamente a média mundial e figura entre as mais altas das principais regiões.

Estão sendo obtidos progressos substanciais no trabalho para fortalecer a Área de Livre Comércio Continental Africana. Quarenta e oito países ratificaram o respectivo acordo.

A Comissão Econômica das Nações Unidas para a África declarou no “Relatório Econômico da África-2025” que, por volta de 2045, as exportações dentro da África crescerão 45% e o volume do comércio transfronteiriço aumentará em 275,7 bilhões de dólares.

Após o lançamento da Área de Livre Comércio Continental Africana, se o volume do comércio inter-regional era de 192,2 bilhões de dólares em 2023, prevê-se que crescerá para 520 bilhões de dólares em 2030.

Também se estima que, até 2035, as importações em toda a África aumentarão 7% e 30 milhões de pessoas poderão sair da extrema pobreza.

O número de usuários de internet na África era de 181 milhões em 2014, mas em 2024 aumentou drasticamente para cerca de 646 milhões. Em 2029, prevê-se que ultrapasse 1,1 bilhão.

Os países africanos estão fortalecendo os investimentos em inovação tecnológica e formação de talentos. Estão criando diversos fundos de pesquisa e estabelecendo zonas tecnológicas para promover o desenvolvimento industrial.

Hoje, o desenvolvimento da indústria de energia limpa tornou-se uma tendência mundial. Diz-se que, por volta de 2030, o mercado mundial de baterias realizará transações no valor de 250 bilhões de dólares e o setor de energia natural crescerá rapidamente.

Entretanto, essa indústria depende muito dos recursos africanos. Por exemplo, na República Democrática do Congo encontram-se 70% das reservas mundiais de cobalto; na África do Sul, 75% da platina e 50% do paládio; em Madagáscar e Zimbábue, enormes quantidades de grafite e césio. Todos são indispensáveis para a produção de automóveis elétricos, painéis solares e turbinas eólicas.

Os países africanos estão incentivando a exportação desses valiosos recursos após processamento, e não como matéria-prima. Estão melhorando as tecnologias de mineração e processamento e mudando da atual estrutura de exportação de matérias-primas para uma estrutura de produção de produtos processados.

O Zimbábue anunciou que, a partir de janeiro de 2027, proibirá a exportação de concentrado de lítio. O país está construindo bases para produzir por conta própria materiais de lítio para baterias.

Em novembro passado, o presidente de Gana, discursando numa conferência internacional, apelou aos países africanos para reforçar o controle sobre os recursos naturais. Ele afirmou que chegou o momento de o continente africano utilizar eficazmente seus recursos naturais para alcançar o desenvolvimento.

Os países africanos estão se levantando contra a interferência e a política de coerção dos imperialistas. Recentemente, quando os Estados Unidos impuseram severas restrições de vistos a vários países africanos como Burkina Faso, Mali e Níger, esses países tomaram rápidas medidas de resposta, incluindo restrições à entrada de cidadãos estadunidenses.

Em vários países africanos ainda continuam guerras civis e também surgem conflitos entre países. As ações de elementos terroristas também se tornam mais cruéis. Há pouco tempo, no estado de Kwara, no centro de Nigéria, homens armados não identificados mataram mais de 160 civis inocentes.

Para enfrentar tudo isso, os países africanos estão eliminando divergências por meio de canais de diálogo e negociação e, ao mesmo tempo, reorganizando a estrutura de segurança regional.

A União Africana busca fazer da África “um continente integrado, próspero e pacífico, impulsionado pelos próprios povos do continente e que represente uma força poderosa no cenário mundial”.

Ho Yong Min

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