Para uma minúscula camada de ricos é como um paraíso, mas para a esmagadora maioria dos trabalhadores é um inferno onde apenas a desigualdade social e a pobreza são impostas — essa é precisamente a sociedade capitalista.
Esse sistema antipopular gera incessantemente diversos males sociais.
Em um mundo infeliz, as pessoas sofrem com todo tipo de infortúnio e dor.
Aumentam as famílias em ruína
No início deste ano, no centro da cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos, viu-se a cena de inúmeros pobres formando longas filas para receber alimentos de ajuda. Entre eles havia muitas pessoas que antes tinham empregos fixos. Não eram poucos os que pertenciam à antiga classe média. Todos são pessoas que, após perderem repentinamente o emprego ou sofrerem uma doença grave, ficaram atoladas em dívidas e foram lançadas na rua.
Neste país, “ter bens limitados e renda apertada, mas ainda ter emprego” tornou-se a linha mínima de sobrevivência. Quase metade de todas as famílias nem sequer alcança esse nível. Se surgir qualquer imprevisto na vida, como um doente grave na família ou a impossibilidade de pagar o aluguel a tempo, caem imediatamente na pobreza ou na extrema pobreza.
Para os estadunidenses, o maior fardo são as despesas médicas. É porque não podem arcar com custos de tratamento enormes. Há incontáveis pessoas que desistem do tratamento por falta de dinheiro. Chegam até a temer ir ao hospital.
Inúmeras famílias sofrem com dívidas. No terceiro trimestre de 2025, a dívida total das famílias estadunidenses saltou para o recorde histórico de 18 trilhões e 600 bilhões de dólares, um aumento de 197 bilhões de dólares em relação ao trimestre anterior.
As pessoas que não conseguem pagar as dívidas têm até seus poucos bens confiscados. O problema não termina aí. Elas passam a ser rejeitadas ao procurar emprego, não conseguem alugar casa nem obter empréstimos, caindo numa situação sem saída.
Nos Estados Unidos, as pessoas que caem numa crise extrema de sobrevivência são chamadas de “próximas da linha da morte”.
Analistas avaliam que a raiz disso está na lógica de funcionamento do capitalismo ao estilo estadunidense, que pratica o lucro acima de tudo.
Enquanto, de um lado, a grande maioria das pessoas não pode ir ao hospital mesmo estando doente por falta de dinheiro e respira com dificuldade sob o peso esmagador das dívidas, do outro, uma minoria riquíssima gasta dinheiro como água para satisfazer seus desejos vulgares e perversos.
Numa sociedade tão cruel, é inevitável que inúmeras famílias trilhem o caminho da ruína.
Pessoas com deficiência maltratadas
Em qualquer país existem pessoas que, por uma ou outra razão, ficaram incapacitadas. Essas pessoas são chamadas de pessoas com deficiência.
Na sociedade capitalista, as pessoas com deficiência muitas vezes tornam-se alvo de desprezo e zombaria. No máximo, não passam de objeto de pena. É porque o próprio clima social é assim duro e impiedoso.
Recentemente, no Japão, o ex-diretor de uma instituição para pessoas com deficiência na cidade de Kashiwa, na prefeitura de Chiba, foi preso pela polícia por agredir um homem com deficiência intelectual até a morte. Diz-se que ele agredia habitualmente pessoas com deficiência.
Em 2022, também foi revelado que, numa instituição para pessoas com deficiência em Hokkaido, funcionários deixavam pessoas com deficiência nuas ou as trancavam em quartos. Na época, a direção apressou-se em fazer pedidos de desculpa e alardeou que criaria um órgão para prevenir reincidências, mas tudo não passou de encenação.
No mesmo ano, numa instituição para pessoas com deficiência na prefeitura de Hiroshima, veio à tona que vários funcionários haviam maltratado pessoas com deficiência.
Segundo dados, o número de casos de abuso contra pessoas com deficiência nesse país chegou a 3.770 em 2024, renovando o recorde histórico. No ano anterior, 2023, já havia sido 3.447, também um recorde.
No fim, o abuso contra pessoas com deficiência nesse país continua batendo novos recordes.
No Japão capitalista, onde dominam relações frias de lei da selva e não relações calorosas de amor e justiça, não se pode esperar de modo algum confiança e cooperação entre as pessoas.

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