sábado, 28 de fevereiro de 2026

O massacre em grande escala provocado pela política de bloqueio bárbara


A crise humanitária na Faixa de Gaza está se agravando.

Segundo organismos competentes, em janeiro havia cerca de 20 mil pacientes que necessitavam urgentemente de assistência médica na região, incluindo cerca de 4 mil pessoas com câncer.

Moradores vivem em abrigos improvisados feitos de tendas ou lonas; recentemente, uma tempestade repentina rasgou muitas tendas e várias crianças morreram.

Devido à guerra, a usina elétrica da Faixa de Gaza foi destruída e o fornecimento de energia aos hospitais foi interrompido.

Não apenas a usina, mas também todos os elementos essenciais à sobrevivência humana foram devastados.

Já em outubro de 2023, ataques aéreos de Israel fizeram com que 25 dos 38 hospitais da região deixassem de funcionar, e os restantes passaram a sofrer com grave falta de equipamentos e medicamentos.

Atualmente, nenhum hospital funciona plenamente. No ano passado, mais de 90% das padarias pararam e mais de 98% das terras agrícolas foram devastadas. Escolas, casas e lojas viraram ruínas.

Para os habitantes de Gaza, a ajuda humanitária é uma questão de vida ou morte, mas Israel implementou um bloqueio rigoroso e dificultou sua entrada.

Em maio de 2024, o exército israelense fechou as passagens de Rafah e Kerem Shalom, bloqueando completamente a entrada de ajuda. Diante das críticas, autoridades israelenses afirmaram permitir a entrada de ajuda civil, mas abriram apenas alguns pontos de forma limitada.

Em maio do ano passado, 100 caminhões de ajuda chegaram à região, quando, segundo autoridades locais, seriam necessários pelo menos 46.200 caminhões para aliviar a crise — ou seja, a quantidade entregue foi quase insignificante.

Os moradores de Gaza enfrentam fome e doenças com a destruição generalizada e a interrupção de alimentos e assistência médica.

O primeiro-ministro palestino afirmou que “mesmo sobrevivendo aos bombardeios, as pessoas morrerão de fome; e mesmo sobrevivendo à fome, morrerão sem tratamento”.

Entre outubro de 2023 e fevereiro de 2025, cerca de 61.700 pessoas morreram em Gaza, e 47.487 delas morreram sem receber tratamento hospitalar. Muitas crianças sofrem de desnutrição severa.

A situação mostra que, enquanto ataques militares causam mortes diretas, o bloqueio agrava ainda mais a tragédia humanitária.

Recentemente, Israel reabriu a passagem de Rafah apenas para pedestres, restringindo a entrada de mercadorias.

Agências internacionais afirmam que, sem a autorização para entrada de ajuda, a situação em Gaza dificilmente melhorará. Países do Oriente Médio continuam condenando as ações israelenses, e reuniões da Organização da Cooperação Islâmica pediram cessar-fogo, garantia de ajuda humanitária e fim das violações.

A condenação internacional às ações desumanas em Gaza continua aumentando.

Un Jong Chol

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