Segundo organismos competentes, em janeiro havia cerca de 20 mil pacientes que necessitavam urgentemente de assistência médica na região, incluindo cerca de 4 mil pessoas com câncer.
Moradores vivem em abrigos improvisados feitos de tendas ou lonas; recentemente, uma tempestade repentina rasgou muitas tendas e várias crianças morreram.
Devido à guerra, a usina elétrica da Faixa de Gaza foi destruída e o fornecimento de energia aos hospitais foi interrompido.
Não apenas a usina, mas também todos os elementos essenciais à sobrevivência humana foram devastados.
Já em outubro de 2023, ataques aéreos de Israel fizeram com que 25 dos 38 hospitais da região deixassem de funcionar, e os restantes passaram a sofrer com grave falta de equipamentos e medicamentos.
Atualmente, nenhum hospital funciona plenamente. No ano passado, mais de 90% das padarias pararam e mais de 98% das terras agrícolas foram devastadas. Escolas, casas e lojas viraram ruínas.
Para os habitantes de Gaza, a ajuda humanitária é uma questão de vida ou morte, mas Israel implementou um bloqueio rigoroso e dificultou sua entrada.
Em maio de 2024, o exército israelense fechou as passagens de Rafah e Kerem Shalom, bloqueando completamente a entrada de ajuda. Diante das críticas, autoridades israelenses afirmaram permitir a entrada de ajuda civil, mas abriram apenas alguns pontos de forma limitada.
Em maio do ano passado, 100 caminhões de ajuda chegaram à região, quando, segundo autoridades locais, seriam necessários pelo menos 46.200 caminhões para aliviar a crise — ou seja, a quantidade entregue foi quase insignificante.
Os moradores de Gaza enfrentam fome e doenças com a destruição generalizada e a interrupção de alimentos e assistência médica.
O primeiro-ministro palestino afirmou que “mesmo sobrevivendo aos bombardeios, as pessoas morrerão de fome; e mesmo sobrevivendo à fome, morrerão sem tratamento”.
Entre outubro de 2023 e fevereiro de 2025, cerca de 61.700 pessoas morreram em Gaza, e 47.487 delas morreram sem receber tratamento hospitalar. Muitas crianças sofrem de desnutrição severa.
A situação mostra que, enquanto ataques militares causam mortes diretas, o bloqueio agrava ainda mais a tragédia humanitária.
Recentemente, Israel reabriu a passagem de Rafah apenas para pedestres, restringindo a entrada de mercadorias.
Agências internacionais afirmam que, sem a autorização para entrada de ajuda, a situação em Gaza dificilmente melhorará. Países do Oriente Médio continuam condenando as ações israelenses, e reuniões da Organização da Cooperação Islâmica pediram cessar-fogo, garantia de ajuda humanitária e fim das violações.
A condenação internacional às ações desumanas em Gaza continua aumentando.
Un Jong Chol

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