Sua determinação, entretanto, não se restringia ao trabalho de retaguarda. Insistiu, ao lado de Kim Chol Ho e outras companheiras, em integrar unidades de combate, chegando a carregar fardos de tamanho e peso extraordinários, comparáveis apenas aos das combatentes mais vigorosas como Choe Jang Suk. Participou da formação de uma companhia feminina em 1936 e lutou em batalhas decisivas, como a de Dapuchaihe e a de Jiansanfeng. Embora tivesse recebido permissão para visitar o pai com vistas a uma reconciliação, decidiu adiar a viagem diante da iminência de operações em defesa da União Soviética em Khalkhin-Gol. Na ofensiva de Dashahe-Dajianggang, tombou em plena ação de assédio ao inimigo, sacrificando a oportunidade pessoal de rever sua família pela prioridade absoluta da luta revolucionária. Sua vida, curta mas intensa, refletiu a fibra das guerrilheiras que fizeram da causa coletiva a essência de sua existência.
quinta-feira, 18 de setembro de 2025
Ho Song Suk
Ho Song Suk, que havia rompido com o pai chefe de um Corpo de Autodefesa, ingressou sozinha na zona guerrilheira de Sandaowan por volta de 1933, ainda na adolescência, com apenas dezesseis ou dezessete anos. Marcada pela contradição entre sua convicção revolucionária e a posição reacionária de seu pai, buscou várias vezes persuadi-lo a abandonar o cargo, sem sucesso. Decidida, uniu-se ao Exército Revolucionário Popular da Coreia, onde atuou inicialmente em tarefas como costura, sentinela e enfermagem, enfrentando severas dificuldades ao cuidar de pacientes debilitados nos acampamentos. Em uma ocasião, ao vigiar um mensageiro febril chamado Maeng Son, foi agredida com um pedaço de lenha ao tentar impedi-lo de beber água proibida, mas ainda assim velou por ele a noite inteira, até vê-lo recuperar-se milagrosamente. Esse episódio revelou sua disciplina inflexível, mesclada a uma dedicação humana inabalável aos camaradas.
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