Os Estados Unidos, surgidos como um foco permanente de ameaça à paz mundial, desencadearam inúmeras guerras de agressão desde o seu aparecimento no cenário histórico e, em todas elas, alcançaram “vitórias” com relativa facilidade. Os alvos escolhidos pelos Estados Unidos eram sempre países incomparavelmente mais fracos do que eles. Por isso, o imperialismo estadunidense travou, repetidas vezes, guerras de agressão e de conquista cuja “vitória” julgava garantida de antemão. Nas duas guerras mundiais, também foi assim: somente depois de calcular as perspectivas de vitória e derrota dos beligerantes, e quando o desfecho da guerra já estava praticamente decidido, os Estados Unidos se juntaram ao lado vencedor e colheram facilmente os frutos da condição de “nação vencedora”.
Confiante em seu próprio poder, o imperialismo estadunidense provocou a Guerra da Coreia acreditando que, combinando sua superioridade numérica e técnico-militar com os mais brutais métodos de combate, poderia facilmente subjugar e conquistar a Coreia. Por isso, MacArthur, conhecido como o “general assassino”, vangloriava-se diante dos correspondentes de guerra, afirmando que as tropas estadunidenses encerrariam a Guerra da Coreia em 72 horas.
Entretanto, na Guerra da Coreia, a tradição de “vitórias” do imperialismo estadunidense e o mito de sua “invencibilidade” foram completamente destruídos.
A superioridade técnico-militar do imperialismo estadunidense ruiu por completo, e a teoria da onipotência das armas transformou-se em uma ilusão.
Durante os três anos da Guerra da Coreia, os Estados Unidos empregaram todos os equipamentos militares mais modernos de que dispunham na época. Porém, nem as tão exaltadas “fortalezas do céu”, como o bombardeiro B-29, nem numerosos navios de guerra, entre eles o encouraçado Missouri, conseguiram demonstrar a eficácia que tanto proclamavam nos campos de batalha.
Diante do Exército Popular, que combatia com coragem empregando táticas jucheanas, como contra-ataques imediatos, ataques sucessivos, rápidas manobras de flanqueamento e cerco, combates noturnos e ataques surpresa, todo esse arsenal revelou-se impotente. A principal força do exército títere da República da Coreia, com cerca de 100 mil soldados, que os Estados Unidos exaltavam como “o melhor exército da Ásia”, foi praticamente aniquilada com a libertação de Seul. O Exército Popular rompeu com facilidade as posições defensivas do rio Kum, que o inimigo proclamava serem uma “linha inexpugnável” e “a melhor defesa em profundidade”, tal como afirmaram analistas militares estrangeiros, dizendo que “as posições fortificadas e consideradas intransponíveis das forças da ONU foram atravessadas tão facilmente quanto o vento de outono atravessa um campo de sorgo”, e destruiu em pouco tempo a 24ª Divisão estadunidense, que ostentava o título de “divisão invencível”.
A chamada “Operação Kean” (Operação Taemul-dong), na qual os Estados Unidos tentaram deter o avanço de uma única divisão do Exército Popular utilizando uma superioridade de três vezes em efetivos e cinco vezes em tanques e artilharia, terminou com a esmagadora derrota da 25ª Divisão estadunidense. Já a “Ofensiva Geral de Natal”, lançada com a mobilização de cinco corpos de exército sob a propaganda de que poria fim à Guerra da Coreia, foi derrotada pelas táticas da segunda frente do Exército Popular, sendo descrita como “a maior derrota já sofrida pelo Exército dos Estados Unidos”.
Após a transição para a guerra de posições, a teoria estadunidense da supremacia das armas tornou-se ainda mais insustentável diante das táticas de guerra em túneis empregadas pelo Exército Popular. Embora as forças estadunidenses disparassem uma quantidade astronômica de projéteis e munições, não conseguiram conquistar posições como a Altitude 1211. Depois de Eisenhower assumir a presidência, até mesmo a chamada “batalha-modelo”, travada com enorme emprego de recursos militares para capturar a Altitude Jonghyong, terminou igualmente em fracasso.
A superioridade técnico-militar estadunidense também se mostrou ineficaz nos céus.
Os inimigos mobilizavam diariamente seus aviões para lançar bombas e realizar metralhamentos, mas não conseguiam destruir as posições do Exército Popular.
Até os próprios generais estadunidenses foram obrigados a reconhecer esse fato. Ridgway lamentou: “Nós (a Força Aérea dos Estados Unidos) não conseguimos deter a ofensiva deles (do Exército Popular) e, na prática, tampouco conseguimos enfraquecer suas forças.” MacArthur também confessou sua frustração, afirmando: “Perdi a confiança no valor do poder aéreo estratégico.”
Ao longo dos três anos da Guerra da Coreia, mais de 12 mil aviões militares estadunidenses foram atingidos ou abatidos.
Inúmeros soldados estadunidenses e militares dos países aliados encontraram uma morte trágica. Afirma-se que a proporção de baixas em relação ao efetivo mobilizado foi a mais elevada da história das guerras. Um especialista militar japonês estimou que as forças da “ONU” sofreram entre 40% e 60% de baixas, índice correspondente a cinco a oito vezes o registrado pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial.
Não foram poucos os generais cuja carreira terminou em desastre após se envolverem na Guerra da Coreia. MacArthur, considerado um dos maiores estrategistas militares dos Estados Unidos, foi destituído do cargo; Walker, comandante do 8º Exército, e Moore, comandante do 9º Corpo de Exército, perderam a vida; e Dean, comandante da 24ª Divisão, que se autodenominava uma “divisão invencível”, foi capturado como prisioneiro.
Desde o início da guerra, o imperialismo estadunidense passou a ameaçar repetidamente o nosso povo e o nosso exército com armas atômicas, tentando reverter suas sucessivas derrotas.
Na luta decisiva, cada vez mais intensa, entre a vida e a morte, o nosso povo e o nosso exército realizaram o extraordinário feito de derrotar a bomba atômica com fuzis de infantaria.
A Guerra da Coreia deu origem à nova verdade de que, quando um fuzil de infantaria está carregado com uma convicção ideológica inabalável, ele é capaz de derrotar qualquer arma nuclear.
A natureza bestial, a degradação política e moral e as fraquezas do exército agressor imperialista estadunidense foram expostas diante do mundo inteiro.
A brutalidade e a crueldade jamais constituem a verdadeira natureza humana. Muito menos são uma expressão de coragem.
Do general ao soldado, os integrantes do exército agressor imperialista estadunidenses eram verdadeiras bestas de duas pernas.
Basta considerar o fato de que Walker, comandante do 8º Exército dos Estados Unidos, incitava seus soldados dizendo: “...Mesmo que diante de vocês estejam crianças ou idosos, suas mãos não devem tremer. Matem. Assim vocês salvarão a si mesmos da destruição e cumprirão seu dever como soldados das forças da ONU.” Isso demonstra eloquentemente o que realmente significavam a suposta “coragem” dos soldados estadunidenses e a alegada “invencibilidade” dos Estados Unidos.
Os assassinos imperialistas estadunidenses vangloriavam-se, nas regiões ocupadas, dizendo: “Não conseguimos dormir sem matar alguma coisa.” Esquartejavam pessoas, cravavam pregos em suas cabeças, abriam o ventre de mulheres grávidas e as matavam, perpetrando massacres de inocentes por métodos tão bárbaros e cruéis que ultrapassavam qualquer imaginação humana.
Os diversos centros de educação de classe espalhados por todo o país, incluindo o Pavilhão de Educação de Classe de Sinchon, continuam até hoje denunciando ao mundo inteiro que o imperialismo estadunidense nada mais é do que uma besta de duas pernas revestida de pele humana.
Depois de destruir cidades, vilas e áreas rurais da Coreia, o imperialismo estadunidense, não satisfeito, passou ainda a empregar indiscriminadamente armas bacteriológicas e químicas, numa tentativa insensata de subjugar o povo coreano e demonstrar sua suposta “invencibilidade”.
Entretanto, essas atrocidades bestiais do imperialismo estadunidense apenas estimularam intensamente o sentimento anti-EUA de todo o povo coreano, levando todos a se levantar na luta para exterminar essas bestas.
A degradação política e moral do exército agressor imperialista estadunidense manifestou-se claramente também na discriminação praticada contra as tropas dos países aliados.
Os generais estadunidenses colocavam, sem exceção, as tropas dos países aliados nas posições mais perigosas, onde era preciso arriscar a própria vida. Durante a retirada geral de dezembro, quando centenas de milhares de soldados das chamadas “forças da ONU” estavam sendo cercados e destruídos, os fuzileiros navais britânicos e a 29ª Brigada Britânica receberam a missão de proteger a retirada das tropas estadunidenses e acabaram praticamente aniquilados. Da mesma forma, as tropas francesas, encarregadas da retaguarda da operação de retirada de Wonju, sofreram golpes devastadores, enquanto as forças gregas foram destruídas. Também a brigada turca, enviada para a linha de frente da chamada “ofensiva geral” e deixada na retaguarda durante a retirada, foi aniquilada. Esses fatos demonstram que o exército agressor imperialista estadunidense tratava os soldados dos países aliados como mera bucha de canhão.
A discriminação praticada pelos militares estadunidenses contra os exércitos aliados aprofundou as contradições entre eles e teve como consequência um maior isolamento e enfraquecimento do imperialismo estadunidense.
A degradação política e moral do exército agressor imperialista estadunidense também se manifestava no fato de que muitos soldados, dominados pelo medo da morte, desertavam assim que enfrentavam uma situação de perigo.
Na época, o inspetor-geral da Marinha dos Estados Unidos, McAuliffe, declarou oficialmente que, até o final de 1952, “desde o início da Guerra da Coreia, somente na Marinha dos Estados Unidos o número de desertores já alcançava 46 mil”. Também revelou que, “no Exército dos Estados Unidos, havia em média 20 mil desertores por mês e, em certas ocasiões, até 3 mil em um único dia”. Tribunais militares destinados a julgar os desertores funcionavam diariamente, e o Departamento do Exército chegou a solicitar 2 milhões de dólares para custear a captura dos fugitivos.
Os soldados estadunidenses não participaram da Guerra da Coreia por qualquer objetivo político ou ideal. Lutavam unicamente para ganhar dinheiro.
Assim como um oficial de alta patente da 1ª Divisão de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos declarou abertamente que havia ido à frente coreana “para ganhar 700 dólares por mês”, os soldados estadunidenses eram, sem exceção, mercenários.
Movidos apenas pelos dólares, entravam no campo de batalha, deleitando-se em matar pessoas e massacrando indiscriminadamente civis indefesos; porém, no momento em que percebiam que suas próprias vidas corriam perigo, encolhiam-se e fugiam. Essa era a verdadeira e lamentável face do exército agressor imperialista estadunidense.
É evidente que um exército tão profundamente corrompido jamais poderia ser forte.
Foi por isso que o ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, Marshall, confessou:
“O mito foi destruído. Não éramos um país tão forte quanto os outros imaginavam.”
Os Estados Unidos, que afirmavam jamais ter conhecido uma derrota em toda a sua história de guerras de agressão, sofreram pela primeira vez uma humilhante derrota diante do Exército Popular na Coreia, e a tradição de “vitórias” do imperialismo estadunidense, assim como o mito de sua “invencibilidade”, foi completamente destruída.
Sobre essa derrota desastrosa na Guerra da Coreia, um estadunidense comentou:
“Somente depois que inúmeros estadunidenses morreram e mais de 20 bilhões de dólares foram gastos é que os Estados Unidos compreenderam quão forte era a determinação do povo coreano em defender aquilo que lhe pertencia. A causa mais grave da vulnerabilidade militar dos Estados Unidos não estava nas forças armadas, mas nos incompetentes formuladores de políticas em Washington. Eles não conseguiram explicar claramente aos soldados estadunidenses por que deveriam ir para a Coreia. A única frase que os soldados realmente compreenderam foi a do presidente do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, que afirmou que a Guerra da Coreia era uma guerra errada, travada no lugar errado, na hora errada e contra o inimigo errado.”
Ao revelar a fragilidade da suposta superioridade técnico-militar do imperialismo estadunidense e expor diante do mundo inteiro as vulnerabilidades do exército agressor imperialista estadunidense, a Guerra da Coreia libertou espiritualmente centenas de milhões de povos oprimidos que viviam sob a influência do medo e da admiração pelos Estados Unidos, levando-os a levantar-se sem vacilar na frente anti-imperialista.
Os povos do mundo passaram a enxergar os Estados Unidos não como a “nação mais poderosa”, mas como um “gigante de barro”, que cai quando é golpeado, e um “tigre de papel”, que é consumido quando pega fogo. Essa mudança na percepção em relação aos Estados Unidos tornou-se uma importante fonte de força para que os povos dos países coloniais e semicoloniais se engajassem ativamente na luta anti-imperialista e anti-EUA.
A vitória na Guerra de Libertação da Pátria demonstrou, na prática, a lei da história segundo a qual um povo e um exército que, sob a liderança de um grande líder, confiam na justeza de sua causa e em sua própria força, e se levantam para defender sua pátria, alcançarão inevitavelmente a vitória.

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