O Japão, que se entrega freneticamente ao fortalecimento de seu poderio militar voltado para a agressão ao exterior, voltou a dar um passo perigoso, despertando sérias preocupações na região e na comunidade internacional.
Há pouco tempo, o governo japonês iniciou estudos para desenvolver e introduzir em larga escala submarinos não tripulados dotados de capacidades como o ataque a navios, sob o pretexto de fortalecer o chamado “sistema de defesa no Pacífico”.
Segundo informações, esses submarinos não tripulados, cuja aquisição o Japão pretende concretizar, podem transportar torpedos ou minas e deslocar-se por longas distâncias durante períodos prolongados.
Caso esse plano seja concretizado, o Japão passará a dispor de condições para ocultar, sob as águas, monstros de uma nova agressão.
Em outras palavras, o objetivo do Japão é esconder meios de ataque, como submarinos não tripulados, nas proximidades das costas dos países vizinhos, incluindo o nosso Estado, e, em caso de conflito, lançar ataques preventivos contra embarcações adversárias, ampliando assim as chamas da agressão.
Trata-se de um grave acontecimento que demonstra que o Japão abandonou abertamente o princípio da chamada “defesa exclusiva”, do qual tanto gosta de falar.
Na realidade, nos últimos anos, o poderio militar japonês vem evoluindo rapidamente não para fins de “defesa”, mas para um caráter claramente ofensivo e agressivo.
O Japão já acelera a produção em massa de mísseis nacionais de longo alcance lançados de diferentes plataformas, incluindo sistemas terrestres, submarinos e embarcações, além de intensificar o desenvolvimento de um novo míssil balístico com alcance de 3.000 quilômetros. Ao mesmo tempo, também acelera a introdução de dois tipos de mísseis estrangeiros, entre eles o míssil de cruzeiro estadunidense Tomahawk.
Nesse contexto, em março deste ano, o Japão posicionou pela primeira vez em seu território a versão modernizada do míssil antinavio terrestre Tipo 12, de alcance significativamente ampliado, nas prefeituras de Kumamoto e Shizuoka, bem como o projétil planador hipersônico Tipo 25, capaz de voar em grandes altitudes a velocidade supersônica. Mais recentemente, também deslocou para uma de suas ilhas no Oceano Pacífico lançadores do míssil antinavio terrestre Tipo 12 e aeronaves de reconhecimento não tripuladas destinadas à identificação de alvos.
Assim, o poderio militar japonês está sendo configurado cada vez mais para uma implantação avançada e operacional, de modo a estar apto a conduzir uma guerra a qualquer momento.
Além disso, o fato de o Japão ter adquirido numerosas armas e equipamentos de fabricação israelense desde o início da crise na Faixa de Gaza demonstra que as forças das chamadas “Forças de Autodefesa” estão sendo equipadas com armamentos letais cuja eficácia foi comprovada em combate.
O rápido avanço na obtenção e implantação de meios de ataque preventivo e de longo alcance, bem como a aquisição em larga escala de armas letais empregadas nas guerras modernas, confirma mais uma vez que o caminho do Japão rumo à agressão continental não é uma hipótese, mas uma realidade concreta.
Em outras palavras, as forças de agressão japonesas já retiraram o seu “dispositivo de segurança”, restando apenas puxar o gatilho em direção ao objetivo de uma nova invasão.
Entretanto, qual será o resultado disso é algo tão evidente quanto ver o fogo.
Quem não aprende as lições da história está condenado a repetir os mesmos erros.
Se o Japão, país derrotado e responsável por crimes de guerra, optar pelo caminho revanchista da agressão ao exterior, o futuro do país insular acabará inevitavelmente em ruína.

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