O estimado camarada Kim Jong Un disse:
“O exército e o povo que, sob a direção do grande líder, se levantam para defender a pátria confiando na justeza de sua causa e em suas próprias forças não podem ser derrotados por nada. Esta é precisamente a verdade e a lei da história.”
No momento da deflagração da Guerra da Coreia pelos imperialistas estadunidenses, os armamentos e equipamentos militares dos EUA encontravam-se em elevado nível, e sua capacidade econômica era incomparável à de qualquer outro país.
Entretanto, nossa República havia se libertado do domínio colonial e ingressado no caminho da construção de uma nova sociedade havia apenas cinco anos; sua força armada regular existia há somente dois anos, e a indústria bélica dava apenas os primeiros passos. A diferença de forças entre o inimigo e nós, em termos de população, extensão territorial, capacidade econômica e armamentos, ultrapassava dezenas e até centenas de vezes.
Os imperialistas estadunidenses lançaram na frente coreana um enorme contingente de mais de 2 milhões de soldados, incluindo um terço de seu Exército, um quinto de sua Força Aérea, a maior parte da Frota do Pacífico e as tropas dos países satélites mobilizadas sob o nome da ONU. Além disso, despejaram mais de 73 milhões de toneladas de material bélico, quantidade equivalente a onze vezes a consumida durante a Guerra do Pacífico. Os custos diretos da guerra chegaram a 15 bilhões de dólares, enquanto os indiretos alcançaram 150 bilhões.
Os imperialistas estadunidenses recorreram aos métodos mais bárbaros de assassinato e destruição, substituindo sucessivamente os infames generais conhecidos por sua vasta experiência em combate e lançando, com obstinação, toda espécie de ofensivas.
Pela densidade do poder de fogo empregado pelas forças imperialistas lideradas pelos EUA e pela barbárie dos métodos de guerra utilizados, a Guerra da Coreia não encontrava paralelo com qualquer conflito anterior.
Para nosso povo, essa guerra foi, de fato, uma luta extremamente árdua contra um inimigo brutalmente poderoso.
Ninguém imaginava que o povo coreano pudesse vencer uma guerra que podia ser descrita como um confronto entre fuzis de infantaria e bombas atômicas.
Entretanto, como posteriormente reconheceram correspondentes estrangeiros, a “luta entre um touro e uma vespa” contrariou todas as expectativas. Ao longo dos três anos de guerra, quem saiu completamente destroçado foi justamente os EUA, o país mais arrogante, que desde sua fundação se vangloriava de jamais ter sido derrotado em qualquer guerra, grande ou pequena.
Em terra, divisões consideradas “invencíveis” foram cercadas e completamente aniquiladas; nos céus, aviões de combate vistos como “o símbolo da supremacia aérea” eram abatidos um após o outro.
O bombardeiro pesado B-29, equipado com dois motores de alta potência em cada asa, capaz de transportar 9 toneladas de bombas e armado com oito metralhadoras, conhecido como “Leão dos Céus” e “Fortaleza do Céu”, do qual os EUA se orgulhavam afirmando que jamais havia sido abatido durante a Segunda Guerra Mundial, foi reduzido a pedaços pela Força Aérea do Exército Popular da Coreia apenas quatro dias após o início da guerra, surpreendendo o mundo.
O cruzador pesado estadunidense Baltimore, que havia navegado livremente pelos oceanos Pacífico e Atlântico como se fosse seu dono, encontrou um fim miserável no Mar Leste da Coreia diante do ataque de apenas quatro lanchas torpedeiras do Exército Popular.
Nosso exército combateu empregando táticas militares originais, jamais vistas na história das guerras mundiais, como contraofensivas imediatas, operações de cerco e aniquilamento, defesa ativa de posições, o movimento dos grupos caçadores de aviões, dos grupos de atiradores de elite e dos grupos caçadores de tanques, empurrando os invasores para o abismo da derrota.
Os imperialistas estadunidenses não tiveram outra alternativa senão sofrer derrotas esmagadoras a cada passo.
As perdas militares sofridas pelos EUA na Guerra da Coreia chegaram a cerca de 2,3 vezes aquelas registradas durante a Guerra do Pacífico.
Um correspondente estrangeiro escreveu em destaque: “O ‘grande punho’ dos Estados Unidos, espancado a tal ponto que quase deixou de existir, e o ‘pequeno punho’ da Coreia, que subiu ao pódio da vitória sob os olhares de admiração do mundo! Por que o grande era fraco e o pequeno era forte?”
Um comentarista militar ocidental também expressou sua admiração, afirmando que, como demonstrou o desenrolar da guerra, embora a Coreia fosse inferior em armamentos, era uma potência militar graças à sua estratégia singular, às suas táticas e aos métodos de combate imprevisíveis.
A força da Coreia era uma poderosa força político-ideológica que nenhuma grande potência poderia possuir. Nem a superioridade numérica e técnica dos imperialistas estadunidenses, nem sua crueldade e brutalidade conseguiram superar a força político-ideológica de nosso povo e de nosso exército, firmemente decididos a cumprir até o fim, sem o menor desvio, as ordens do Líder e a defender, sob sua direção, sua ideia, sua causa, seu sistema e sua vida feliz.
A direção extraordinária do líder forma um povo e um exército armados com a grande ideia revolucionária, a convicção inabalável e a estratégia e táticas invencíveis, realizando o milagre de esmagar a superioridade numérica e técnica do inimigo.
Embora nossas armas fossem inferiores, nosso povo e nosso exército possuíam a firme convicção de que venceriam inevitavelmente porque eram conduzidos pelo grande General Kim Il Sung, comandante de aço invencível.
Pelo Partido e pelo Líder, para cumprir até o fim o juramento feito ao Líder, os soldados do Exército Popular lançaram-se sem hesitação às batalhas decisivas e, mesmo diante da morte, voltaram seus olhos para o Quartel-General Supremo, demonstrando uma coragem indomável que deu origem a feitos de vitória que maravilharam o mundo.
Nem as atrocidades bestiais dos imperialistas estadunidenses, nem sua desesperada chantagem atômica puderam intimidar nosso povo e nosso exército. A teoria da onipotência da força e da superioridade técnico-militar, propagandeada incessantemente pelos EUA, foi completamente destruída diante do povo e do exército heroicos, dotados de infinita fidelidade ao Partido, ao Líder e à pátria.
A grande vitória de nosso povo, que defendeu firmemente, no extremo oriental do planeta, a linha de frente mais avançada da luta anti-imperialista, foi a vitória dos defensores sobre os invasores, da justiça e do progresso sobre a injustiça e a reação, uma vitória de significado histórico para toda a humanidade, que demonstrou a verdade de que, por mais brutal que seja um invasor, ele jamais poderá vencer um povo e um exército erguidos na guerra de resistência de todo o povo.
Ho Yong Min

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