sábado, 4 de julho de 2026

Instrumentos musicais da frente de batalha nascidos em tempos de guerra

Quando se pensa no otimismo revolucionário demonstrado pela geração vitoriosa na guerra, a primeira coisa que vem à mente são os instrumentos musicais da frente de batalha.

Durante a Guerra de Libertação da Pátria (25 de junho de 1950 – 27 de julho de 1953), travada no século passado contra a invasão armada dos imperialistas estadunidenses, os soldados do Exército Popular, mesmo em meio às mais duras provações, derrotaram os inimigos entoando com vigor canções revolucionárias, sem o menor sinal de pessimismo ou vacilação.

A história dos instrumentos musicais criados pelos soldados do Exército Popular começou no período em que, de acordo com a intenção estratégica do Quartel-General Supremo, a guerra passou à fase de defesa ativa das posições.

No fim de abril de 1951, o grande Líder camarada Kim Il Sung orientou os comandantes do Exército Popular a ensinarem aos soldados muitas canções e danças revolucionárias, para que, em todas as altitudes e postos costeiros da pátria defendidos pelo Exército Popular, ecoassem canções de combate capazes de fazer os inimigos tremerem. Na ocasião, ensinou também que os guerrilheiros revolucionários antijaponeses haviam conseguido superar provações tão duras e severas e alcançar a libertação da pátria porque combateram com a convicção da vitória inevitável e com espírito de otimismo revolucionário.

Seguindo seus ensinamentos, as unidades do Exército Popular dedicaram-se à fabricação de instrumentos musicais para a frente de batalha.

Durante os intervalos dos combates, os soldados montaram por conta própria oficinas de fabricação de instrumentos e, talhando e polindo madeira de tília e nogueira, produziram instrumentos de cordas, como haegum, kayagum, violões, violinos e violoncelos, além de instrumentos de percussão, como janggu e tambores. Também confeccionaram cornetas e instrumentos metálicos utilizando estojos de projéteis de artilharia, fabricaram cordas para kayagum e violino com fios de comunicação e cordas de paraquedas capturados do inimigo e chegaram até a criar instrumentos feitos com garrafas cheias de água. Além disso, compuseram numerosas canções e peças instrumentais que refletiam seus próprios sentimentos e realizaram apresentações artísticas.

No outono de 1951, os imperialistas estadunidenses lançavam diariamente ataques desesperados para ocupar a altitude 1211, apoiados por grande número de peças de artilharia e tanques. Enquanto o inimigo trazia para a frente toda espécie de equipamentos de guerra, na altitude ressoavam os sons dos instrumentos musicais confeccionados pelos próprios soldados do Exército Popular.

Naquela ocasião, o veterano de guerra Paek In Su, que participou desse combate, recordou:

"... Havia violinos, violoncelos, violões e, além disso, flautas de bambu, flautas transversais, pífaros, tambores grandes e pequenos. Os tipos de instrumentos musicais da frente de batalha que fizemos com nossas próprias mãos eram variados. O som desses instrumentos emocionava profundamente o coração de todos os combatentes.

Ao som desses instrumentos, o vigoroso coro de nossos soldados ecoava por toda a altitude."

Assim, os sons dos instrumentos musicais da frente de batalha que ressoavam intensamente nas posições de combate fortaleceram a confiança dos soldados do Exército Popular na vitória e desferiram um duro golpe contra os inimigos.

Yon Ok

Naenara

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