quarta-feira, 1 de julho de 2026

Para realizar com eficiência o ensino encaminhado a regularizar a gestão empresarial

Discurso proferido pelo grande Líder camarada Kim Il Sung no ato comemorativo pelo 20º aniversário da fundação da Universidade da Economia Popular em 30 de junho de 1966.

Hoje gostaria de falar sobre algumas questões relacionadas à realização de um ensino eficaz na Universidade da Economia Popular, a fim de melhorar a gestão econômica do país.

Esta universidade tem a importante missão de formar satisfatoriamente os dirigentes da economia necessários para a construção do socialismo. Somente quando esta instituição formar um grande contingente de quadros competentes por meio de um trabalho docente eficiente será possível administrar adequadamente as fábricas e empresas dos diversos setores da economia nacional e acelerar a construção do socialismo.

A economia socialista, baseada na propriedade social dos meios de produção, é uma economia coletiva e planificada, administrada de acordo com um plano, mediante a força e a capacidade conjuntas de seus dirigentes e das massas produtoras. Por isso, para administrá-la corretamente, é necessário fazer com que estes trabalhem com elevado grau de consciência e senso de responsabilidade, elevando seu nível de formação ideológica, e que suas atividades sejam regulamentadas segundo normas estabelecidas, implantando uma rigorosa disciplina e ordem na administração econômica. A realidade atual, em que a economia nacional cresce consideravelmente em dimensão e a produção se desenvolve em ritmo acelerado, exige de forma imperiosa a regularização da gestão empresarial.

Alcançar esse objetivo por meio do aperfeiçoamento da administração econômica apresenta-se hoje como uma questão de suma importância para a construção econômica socialista de nosso país.

Até agora obtivemos enormes êxitos na construção da economia socialista e, nesse processo, registramos um progresso notável na gestão empresarial. No entanto, o nível da administração da economia nacional em geral ainda não é muito elevado, e observam-se não poucos defeitos na gestão das empresas. Alguns dirigentes da economia não administram as empresas de maneira científica, conforme as exigências das leis da economia socialista e, por conseguinte, não utilizam eficazmente as máquinas e os equipamentos, desperdiçando enorme quantidade de materiais e força de trabalho.

O baixo nível da gestão empresarial entre os dirigentes da economia de nosso país decorre de determinadas causas.

Isso está relacionado, antes de tudo, com o fato de que eles não possuíam experiência anterior na administração de fábricas.

A maioria dos diretores de fábricas e empresas, bem como dos demais dirigentes da indústria, é de origem operária. No passado, os operários de nosso país, empregados pelo imperialismo japonês e pelos capitalistas e submetidos à humilhação e ao desprezo, foram obrigados a realizar trabalho escravo e sequer podiam pensar na administração das fábricas. Não apenas eles, mas também os intelectuais que possuíam conhecimentos técnicos não participavam da administração, servindo apenas como subordinados dos imperialistas japoneses.

O baixo nível da gestão empresarial entre os dirigentes da economia também está relacionado com o fato de que eles não receberam uma formação prática adequada.

De fato, eles não receberam essa formação de maneira sistemática. Nem mesmo os graduados da Universidade da Economia Popular receberam uma formação prática eficiente, quanto mais aqueles que nunca estudaram nessa instituição. Até agora, neste estabelecimento de ensino, os alunos receberam apenas conhecimentos teóricos, baseados no manual de administração, sem que lhes fossem ministradas instruções práticas e concretas que pudessem aplicar com proveito na gestão das fábricas e empresas. Como resultado, embora muitos dirigentes da economia tenham se formado ali, eles não administram corretamente as empresas.

É verdade que, até o presente, esses dirigentes deram grandes contribuições à construção da economia socialista e que, graças à sua atuação, as fábricas e empresas dos diversos setores econômicos do país continuam funcionando. Contudo, não podemos nos dar por satisfeitos com isso. Devemos elevar decisivamente o nível da gestão empresarial dos dirigentes da economia.

Para cumprir essa tarefa, é necessário melhorar e fortalecer o ensino na Universidade da Economia Popular.

Doravante, essa instituição deverá intensificar o ensino prático voltado para capacitar os alunos nos métodos de gestão empresarial por meio de atividades práticas.

Somente assim eles poderão administrar corretamente as empresas de acordo com regulamentos uniformes quando forem designados para os diversos setores da economia nacional. Esse estabelecimento de ensino não deve apenas receber e formar muitos jovens como dirigentes da economia, mas também admitir e requalificar os diretores, engenheiros-chefes e vice-diretores em exercício. Somente quando todos os dirigentes da economia atuarem de acordo com os regulamentos aprendidos nessa instituição será possível regularizar a gestão empresarial.

Realizar adequadamente o ensino voltado para a regularização da gestão empresarial constitui hoje a tarefa mais importante com que se defronta a Universidade da Economia Popular.

Para cumpri-la, é indispensável preparar os meios e as condições correspondentes. Atualmente, não existe um manual bem elaborado para ensinar aos alunos a prática da administração, nem um regulamento de gestão que possa servir de modelo para a administração das empresas, tampouco uma fábrica-modelo ou salas de estudo devidamente equipadas para preparar os alunos nas atividades correspondentes. Nessas condições, é impossível formar dirigentes da economia capazes de regularizar a gestão empresarial.

Antes de tudo, é preciso estabelecer regulamentos corretos para a administração das fábricas e empresas.

Sem regulamentos uniformes, não é possível regularizar a gestão empresarial. Embora a teoria econômica contida nos livros seja fácil de memorizar, aplicá-la nas atividades práticas para conduzir a economia com competência não é tarefa simples. Sobretudo, não é nada fácil assegurar a unidade na administração das numerosas fábricas e empresas do país. Por isso, são indispensáveis regulamentos administrativos que sirvam de modelo para a gestão das empresas.

Atualmente, como as fábricas e empresas não asseguram uniformidade na administração dos equipamentos, materiais, força de trabalho e outros aspectos, os professores universitários que nelas realizaram atividades falam aos alunos cada um à sua maneira, ainda que tratem dos mesmos temas. Dessa forma, não é possível instruí-los corretamente na prática da administração, nem o trabalho docente pode contribuir para a regularização da gestão empresarial.

O mais importante na criação das condições de ensino para essa regularização é preparar adequadamente os materiais didáticos.

Ao cumprir essa tarefa, devem ser incluídos principalmente no manual de administração os temas referentes aos princípios estabelecidos pela política do Partido e pela teoria econômica, enquanto os regulamentos de administração das empresas devem tratar dos aspectos práticos de sua gestão. Uma vez elaborados de forma adequada, esses regulamentos servirão como excelentes materiais para o ensino destinado à regularização da gestão empresarial.

Agora, como devemos elaborá-los?

Ninguém escreveu um livro sobre esse assunto nem criou um modelo. Devemos elaborá-los de maneira jucheana e científica, em conformidade com a natureza do regime socialista, baseando-nos na política do nosso Partido e na experiência prática da construção socialista de nosso país.

Para elaborá-los adequadamente, é necessário que os professores dessa instituição permaneçam cerca de seis meses nas fábricas e empresas, onde, atuando como auxiliares de chefes de brigada, chefes de oficina e diretores, experimentem diretamente o cumprimento das respectivas funções. Até agora, eles apenas leram livros em seus escritórios e nunca exerceram esses cargos. Portanto, não os conhecem de maneira aprofundada nem possuem domínio da prática. Por isso, não podem redigir os regulamentos para a administração das empresas e, mesmo que os elaborassem, eles não seriam satisfatórios. Assim, devem ir às fábricas e empresas, experimentar o exercício das funções de chefe de brigada, chefe de oficina e diretor, reunir aquilo que possa servir de modelo, debatê-lo amplamente e somente depois elaborar esses regulamentos. Somente dessa forma será possível redigir regulamentos corretos para a gestão empresarial.

Ao elaborá-los, não se deve seguir cegamente as opiniões de determinados quadros nem tomar suas atividades como modelo absoluto. Nem tudo o que eles dizem pode ser considerado correto, nem todas as suas práticas são perfeitas. Por isso, suas experiências devem servir apenas como referência.

É preciso elaborar esses regulamentos tomando como unidades a brigada, a oficina e a empresa.

Primeiramente, devem ser definidos os deveres e o papel da brigada; em seguida, os da oficina; e, por fim, os da empresa. Além disso, é necessário regulamentar, por áreas, as atividades da gestão empresarial, tais como o trabalho com o pessoal, a manutenção técnica, a administração de materiais, a gestão da força de trabalho e outros aspectos.

O conteúdo dos regulamentos para a gestão das empresas deve possuir, ao mesmo tempo, caráter geral e concreto.

Não é possível elaborar regulamentos separados para cada setor da economia nacional, nem preparar apenas um regulamento e impor rigidamente sua observância a todos os demais setores. Portanto, eles devem ser elaborados de forma que tenham um caráter geral, aplicável às fábricas e empresas de todos os setores, e que definam concretamente os procedimentos a serem seguidos pelos trabalhadores na gestão empresarial. A indústria divide-se em indústria pesada e indústria leve, sendo que a primeira se subdivide em mineração, metalurgia, indústria mecânica, indústria química e outros ramos com características específicas. Entretanto, isso não significa que existam diferenças essenciais nos métodos de manutenção dos equipamentos, de garantia do fornecimento de materiais ou de organização da força de trabalho. Por isso, se forem elaborados regulamentos adequados, será possível utilizá-los nas fábricas e empresas dos diversos setores.

Esses regulamentos não devem ser extensos, mas sim compactos e de fácil manuseio, para que os trabalhadores possam levá-los consigo.

Depois de elaborado o projeto desses regulamentos, nós o examinaremos e o submeteremos a uma ampla discussão de massas, com vistas ao seu aperfeiçoamento.

Por outro lado, é necessário preparar fábricas-modelo para os diversos setores da economia nacional.

Se forem selecionadas algumas fábricas e preparadas como modelo para cada um desses setores, dirigindo-as eficientemente de acordo com as exigências dos regulamentos administrativos, não apenas será possível generalizar sua experiência em todo o país, como também a Universidade da Economia Popular poderá ensinar eficazmente aos alunos os métodos de gestão empresarial, utilizando essas fábricas como bases para a prática.

Essa instituição pretende preparar salas de estudo da economia nacional por setores. Contudo, por mais bem equipadas que elas estejam, jamais poderão igualar-se às fábricas reais, pois se limitarão a exibir fotografias, diagramas, maquetes e outros recursos semelhantes.

É claro que esses recursos podem auxiliar no ensino prático. Entretanto, somente com eles não é possível ensinar corretamente aos estudantes os procedimentos para dirigir as empresas. Ainda que a universidade lhes ministre aulas e os faça participar de diversas formas de discussão e de atividades práticas, eles não conseguirão desempenhar adequadamente suas funções depois de formados se não lhes for proporcionada a experiência real de atuar nas fábricas de acordo com as exigências dos regulamentos administrativos.

Por isso, o melhor é estabelecer excelentes fábricas-modelo e fazer com que os alunos realizem nelas um longo período de prática.

Criar modelos e fazer com que deles se aprenda é um método extremamente eficaz para instruir e educar as pessoas. Durante o período da Luta Armada Antijaponesa, incorporamos às guerrilhas tropas de guerrilheiros sob a bandeira da frente unida. No início, seus integrantes eram indisciplinados e viviam de maneira desorganizada. Preparavam a comida separadamente; ao acampar, dormiam em pequenos grupos de dois ou três homens que tinham afinidade entre si; faziam suas necessidades em qualquer lugar e nem sequer se lavavam regularmente. Nessas condições, que capacidade combativa ou que aparência militar poderiam ter?

Designamos uma unidade diretamente subordinada ao Comando para educá-los, dando-lhes o exemplo ao conviver com eles. Naquela época, nós, guerrilheiros, mesmo quando permanecíamos apenas uma noite em determinado lugar, delimitávamos a área do acampamento, cavávamos fossas e construíamos locais específicos para lavar-se e para as necessidades sanitárias. Todas as manhãs nos lavávamos e mantínhamos sempre uma aparência asseada. Ao observarem nosso comportamento, os integrantes dessas tropas foram, pouco a pouco, convencendo-se de que aquele era o modo correto de agir. Em pouco tempo abandonaram seus antigos hábitos, passaram a preparar a comida em um único local, a lavar-se regularmente e a viver de maneira organizada.

No começo, eles também não sabiam combater. Assim que avistavam o exército japonês, abriam fogo mesmo quando ele ainda se encontrava muito distante e, em seguida, fugiam. Naquela época, um metralhador dessas tropas veio pedir-me autorização para abrir fogo contra o inimigo quando este ainda estivesse a uma distância de 700 ou 800 metros, dizendo que, se deixasse os soldados se aproximarem mais, seu coração disparava e ele já não conseguia manejar a metralhadora. Então mostrei-lhe como os guerrilheiros deixavam o inimigo aproximar-se antes de abatê-lo com disparos certeiros. Posteriormente, pouco a pouco, ele recuperou a coragem e passou a combater com eficiência.

Esse é precisamente o método de educação por meio de exemplos práticos.

Esse método de instrução também é o mais eficaz no ensino dos alunos. É muito melhor levá-los às fábricas-modelo e mostrar-lhes os fatos na prática do que mantê-los em sala de aula e explicar-lhes as mesmas coisas cem vezes.

Aos quadros responsáveis pelos departamentos econômicos do Comitê Central do Partido e do Conselho de Ministros foi atribuída a tarefa de preparar essas fábricas, mas eles não a estão executando de maneira satisfatória. Juntamente com os professores da Universidade da Economia Popular, deverão prepará-las adequadamente.

Seria conveniente selecionar e preparar como fábricas-modelo, para cada setor da economia nacional, algumas fábricas de Pyongyang e de seus arredores, como as dos ramos da indústria mecânica, metalúrgica, indústria leve, mineração e outros. No setor da indústria mecânica, poderia ser preparada como fábrica-modelo a Fábrica de Aparelhos Elétricos de Taean; na indústria de metais não ferrosos, a Fundição de Metais Não Ferrosos de Nampho; na indústria têxtil, a Fábrica Têxtil de Pyongyang; e, na mineração, a Mina de Carvão de Anju.

É importante preparar adequadamente a fábrica-modelo da indústria mecânica. Esse setor constitui o núcleo da indústria pesada e a base do desenvolvimento de todos os setores da economia nacional e do progresso tecnológico. Contudo, como a história do desenvolvimento da indústria mecânica em nosso país é relativamente curta, o nível da engenharia mecânica ainda é baixo, assim como o da gestão dos funcionários desse setor. Para desenvolver rapidamente a indústria de maquinaria nessas circunstâncias, é necessário preparar devidamente a fábrica-modelo do setor e generalizar sua experiência em todas as demais fábricas semelhantes.

Uma vez estabelecidas as fábricas-modelo, é preciso levar os estudantes para realizarem nelas extensas atividades práticas.

O principal defeito de que padecem atualmente nossos dirigentes da economia é que aqueles que dominam a teoria carecem de experiência na administração das fábricas, enquanto os que possuem experiência prática desconhecem a teoria. O fato de não reunirem capacidade teórica e prática constitui uma grave deficiência. Portanto, depois de ensinar aos alunos a teoria econômica e os regulamentos administrativos, a instituição deve organizar numerosas atividades práticas. Somente assim será possível formar dirigentes da economia competentes, dotados tanto de capacidade teórica quanto de experiência prática.

Quanto aos estudantes do curso para diretores, é necessário que, após aproximadamente um ano de aulas na universidade, realizem pelo menos seis meses de prática nas fábricas-modelo. Durante sua permanência nessas fábricas, deverão assimilar completamente todas as atividades diárias de um diretor, desde sua chegada ao local de trabalho até o encerramento do expediente. Além disso, durante esse período de prática, deverão exercitar a elaboração do plano de produção e do seu próprio plano de trabalho.

Os diretores devem saber elaborar corretamente os planos mensais, trimestrais e anuais. A economia socialista não pode avançar um único passo sem planejamento. Na sociedade socialista, constitui uma lei que a economia se desenvolva de maneira planificada e equilibrada. Na gestão empresarial, o trabalho de planejamento representa o ponto de partida de todas as demais tarefas e a questão fundamental que determina seu conjunto. Entretanto, atualmente os diretores não sabem elaborar planos de maneira adequada. Alguns limitam-se a assinar, sem qualquer exame, os planos elaborados de forma burocrática pelos chefes das seções de planejamento em seus escritórios e os encaminham aos ministérios. Estes, por sua vez, sem submetê-los a uma análise concreta, apenas os reúnem e os enviam ao Comitê Estatal de Planificação. Em consequência desse formalismo na elaboração dos planos, eles não são devidamente cumpridos e ocorrem inúmeros casos em que o Estado sofre grandes prejuízos por realizar aquilo que não deveria ser feito e deixar de executar o que era necessário. Portanto, a Universidade da Economia Popular deve ensinar corretamente os diretores a elaborar e analisar os planos de produção.

Além disso, é necessário organizar adequadamente as salas de estudo da economia nacional para cada setor.

Se essa tarefa for cumprida, será possível realizar o trabalho docente com eficiência, e os alunos poderão consolidar os conhecimentos adquiridos por meio de recursos visuais, como painéis gravados, painéis em alto-relevo e maquetes.

Essas salas devem ser bem equipadas e possuir características próprias como instalações destinadas ao ensino visual.

Antes de tudo, devem ser adequadas ao treinamento dos alunos nos procedimentos administrativos.

Os painéis gravados, os painéis em alto-relevo e as maquetes devem funcionar como objetos reais, de modo que os estudantes possam praticar de forma simulada e repetida os procedimentos administrativos até adquirirem habilidade. Somente assim terão valor como recursos didáticos e prestarão auxílio efetivo ao aprendizado dos alunos. Se as salas de estudo forem preparadas apenas como uma exposição, não servirão para nada.

Além disso, elas devem ser organizadas de modo que permitam mostrar comparativamente o que é correto e o que é incorreto na gestão empresarial.

Devem demonstrar concretamente por que é importante administrar as empresas de acordo com os regulamentos e quais são os resultados de observá-los ou violá-los. Por exemplo, a sala de estudo da indústria mecânica deve mostrar como as máquinas devem ser mantidas e limpas, em que intervalos de tempo devem ser lubrificadas e quais são as consequências de não realizar essa tarefa no momento oportuno. A sala de estudo sobre manutenção térmica deverá apresentar o princípio de funcionamento de seus equipamentos, a forma correta de conservar o calor e os resultados obtidos quando essa tarefa é bem executada ou, ao contrário, quando é negligenciada. A sala de estudo da indústria elétrica, por sua vez, deve demonstrar quanta eletricidade pode ser economizada quando sua administração é realizada adequadamente e quanto se desperdiça quando isso não ocorre.

Nas salas de estudo também devem ser expostos diversos dados.

Em especial, devem ser apresentados numerosos exemplos positivos e negativos observados na gestão empresarial. Esses materiais deverão servir de referência tanto para os professores durante as aulas quanto para os alunos durante seus estudos.

Também é necessário produzir um grande número de filmes científicos.

Se forem utilizados adequadamente, os alunos poderão conhecer a situação do desenvolvimento econômico de nosso país mesmo na sala de projeção de filmes e aprofundar seus conhecimentos em estreita relação com a realidade concreta. Por isso, deve-se dedicar a devida atenção à produção e à utilização de filmes científicos.

Cabe a nós produzir muitos filmes científicos que reflitam a situação atual do desenvolvimento econômico de nosso país.

Atualmente, alguns quadros e estudantes não conhecem com precisão quais fábricas existem em nosso país nem quantas são. Devemos produzir algumas dezenas de filmes científicos abrangentes sobre a indústria extrativa, a metalúrgica, a química, a indústria leve e os demais setores da economia nacional, para dar a conhecer aos quadros e estudantes a situação real de seu desenvolvimento. Esses filmes devem permitir que os alunos compreendam a situação atual dos diversos setores econômicos, ampliem seus conhecimentos sobre eles e aprofundem sua compreensão da gestão empresarial.

Recentemente, os Estúdios de Documentários produziram um filme sobre a organização cuidadosa da vida econômica do país, mas nele aparecem apenas os defeitos. Um filme que mostra somente os aspectos negativos não possui valor educativo. É preciso registrar, juntamente com os defeitos, os exemplos positivos de organização cuidadosa da vida econômica do país, realizada com espírito de responsabilidade e atitude de dono.

O filme científico que apresente os métodos de gestão empresarial e os processos produtivos deve estar de acordo com o sistema e o conteúdo da disciplina de prática administrativa e tecnológica. Além disso, deve ser produzido de maneira que permita mostrar até mesmo os detalhes que os materiais didáticos e as salas de estudo não conseguem explicar. Se forem produzidos bons filmes desse tipo, eles poderão servir com grande eficácia como materiais auxiliares para as disciplinas de prática administrativa e tecnológica.

Além do ensino prático, esta universidade deve fortalecer também o ensino teórico.

Sem munir solidamente os estudantes com a linha, a política e a teoria econômica do nosso Partido, é impossível formá-los como dirigentes da economia verdadeiramente competentes.

Atualmente, alguns desses dirigentes, por não dominarem plenamente a teoria econômica, frequentemente violam as leis objetivas na direção econômica e na gestão empresarial e não cumprem satisfatoriamente as tarefas revolucionárias que lhes são atribuídas.

Os trabalhadores da planificação também cometem diversos desvios em seu trabalho por não compreenderem corretamente as leis da economia socialista e a teoria da planificação. Em especial, não aplicam adequadamente em seu trabalho a linha revolucionária de massas nem a orientação do nosso Partido para a unificação e a pormenorização do plano. Alguns chegam até mesmo a considerar impossível a pormenorização do plano e, por isso, não se esforçam com perseverança para realizá-la, continuando a elaborar os planos de maneira subjetivista e formalista, apegando-se aos antigos métodos.

Também os dirigentes da agricultura trabalham de maneira subjetivista por não compreenderem corretamente as exigências das leis econômicas objetivas.

Nos últimos anos, eles impuseram aos camponeses o cultivo da soja como cultura principal. Contudo, os camponeses não aceitaram essa medida, pois a soja apresenta baixa produtividade e baixo valor comercial. Isso demonstra que os próprios camponeses conhecem melhor a lei do valor. Como a soja produz pouco, desde a antiguidade ela nunca foi cultivada em nosso país, de reduzida superfície agrícola, como cultura principal. Mesmo na província de Hamgyong Norte, onde se dizia que seu cultivo era bem-sucedido, ela não era plantada como cultura principal, mas apenas em cultivo consorciado. Era natural, portanto, que os camponeses não aceitassem essa imposição. Para que eles cultivassem a soja como cultura principal, seria necessário aumentar sua produtividade por unidade de área mediante a introdução de métodos avançados de cultivo ou elevar seu preço.

A Universidade da Economia Popular deve fortalecer o ensino teórico para elevar decisivamente o nível dos dirigentes da economia.

Esta universidade terá muitas tarefas a cumprir no futuro. Por isso, deve estabelecer uma correta ordem de prioridades em suas atividades e concentrar suas forças no elo principal. Neste momento, deve dedicar sua atenção fundamental à criação dos meios e das condições necessários para o ensino voltado à regularização da gestão empresarial, sobretudo à elaboração dos regulamentos para a administração das empresas.

Estou convencido de que todos os professores, funcionários e estudantes desta universidade cumprirão exemplarmente as honrosas tarefas que se apresentam diante de sua instituição, promovendo, assim, uma inovação na formação dos quadros nacionais.

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