“Os mártires revolucionários antijaponeses, tanto por seus méritos quanto por seu espírito de luta, são modelos de revolucionários e exemplos de heroísmo que nosso povo deve seguir de geração em geração.”
Os mártires revolucionários antijaponeses, que, nos primórdios da Revolução Coreana, atravessaram com o grande Líder os incontáveis campos de sangrentas batalhas da luta antijaponesa e trouxeram a libertação da pátria a esta terra, deram também, durante a Guerra de Libertação da Pátria, um verdadeiro exemplo de fidelidade que todas as gerações da República devem tomar como modelo.
Então, de que maneira os mártires revolucionários antijaponeses serviram ao grande Líder, benfeitor de suas vidas e destino da pátria e da revolução?
Encontramos a resposta a essa pergunta na luta dos 39 combatentes revolucionários antijaponeses, que vivem eternamente como exemplos dos heróis da primeira geração da República e como heróis entre os heróis, no Salão dos Heróis da República do Museu Comemorativo à Vitória na Guerra de Libertação da Pátria.
A posição do combatente que cumpre as ordens do líder é sempre a da linha de frente
No livro "Memórias dos Participantes da Guerrilha Antijaponesa", que consideramos um precioso manual para nossa luta e nossa vida, encontram-se numerosas histórias que mostram quão pura e imaculada era a lealdade ao Líder dos revolucionários da primeira geração de nossa revolução. Quanto mais se lê essa obra, mais se compreende que a lealdade cristalina daqueles mártires revolucionários se expressava de forma concentrada em sua postura e atitude inabaláveis diante das ordens do Líder, bem como em seu infinito senso de responsabilidade na execução delas.
A ordem do comandante era a própria lei, e o lugar do combatente que recebia uma ordem do Líder era sempre a linha de frente!
Essa firme convicção e essa vontade, profundamente gravadas no coração dos combatentes revolucionários durante os dias da luta antijaponesa, permaneceram absolutamente inabaláveis mesmo no fogo da feroz Guerra de Libertação da Pátria. Assim como o aço é temperado no fogo, o espírito de cumprir as ordens até o fim tornou-se ainda mais firme sob a chuva de projéteis da guerra.
Ao observar atentamente os retratos dos combatentes revolucionários expostos no Salão dos Heróis da República do Museu Comemorativo à Vitória na Guerra de Libertação da Pátria, percebe-se que, em menos de três meses após o início da guerra, quatro combatentes revolucionários antijaponeses receberam o título de Herói da República.
Esse único fato já nos faz compreender profundamente o quanto os combatentes revolucionários antijaponeses combateram corajosamente à frente da seta do avanço traçada pelo grande Líder.
O combatente revolucionário antijaponês camarada Kang Kon, que recebeu o título de Herói da República no significativo dia do 2º aniversário da fundação da República..
Desde o dia em que foi nomeado chefe do Estado-Maior do Comando da Frente, por grande confiança do grande Líder, foi um fervoroso comandante militar que dedicou tudo de si para cumprir fielmente a concepção operacional do Comandante Supremo, dirigindo constantemente as unidades combinadas da frente diretamente na linha de frente. Graças à sua hábil e impecável capacidade de comando operacional, à sua extraordinária força de execução e à sua coragem incomparável ao cumprir a vontade do Comandante Supremo em quaisquer circunstâncias, numerosas batalhas terminaram em vitória.
Ele tombou heroicamente durante o avanço para o sul, com apenas 32 anos de idade.
Sobre ele, o grande Líder afirmou que era um homem que dedicara completamente à revolução até a última gota de seu sangue. Nessa suprema e mais elevada avaliação estão contidos os méritos e a vida eterna de um combatente que permaneceu sempre fiel às ordens do Líder.
Durante os dias da luta antijaponesa, o camarada Ryu Kyong Su, que avançava sem hesitação através da tempestade de fogo inimiga com a firme determinação de cumprir rigorosamente o horário e o local determinados pelo Comandante, sem permitir sequer um minuto ou um palmo de diferença, costumava dizer aos oficias e soldados de sua unidade:
"A ordem e as instruções do Comandante Supremo são a própria lei. A verdade que descobrimos no mar de fogo da luta revolucionária antijaponesa é que o segredo da vitória reside precisamente em aceitar de maneira absoluta as suas ordens e cumpri-las até o fim."
Por ter compreendido, por experiência própria durante a luta antijaponesa, a verdade de que somente uma fidelidade absoluta à vontade do grande Líder tornava possível derrotar qualquer inimigo poderoso, o camarada Ryu Kyong Su conduziu pessoalmente um tanque e entrou em Seul, fortaleza do inimigo, à frente de sua unidade, hasteando a bandeira da República.
Não apenas o camarada Ryu Kyong Su, mas todos os combatentes revolucionários antijaponeses se lançavam, sem hesitação, ao fogo e à água na linha de frente para cumprir até o fim as ordens do Comandante Supremo.
Quando a unidade do combatente revolucionário antijaponês camarada Han Chang Bong recebeu a missão de atravessar o rio Kum na direção principal do ataque da divisão, ele imediatamente conduziu os comandantes até o rio para realizar o reconhecimento de sua profundidade.
Lançando-se sem hesitação nas águas sob uma chuva de projéteis inimigos, examinou minuciosamente a profundidade, a correnteza e as condições do leito do rio. Com base nessas informações, elaborou cuidadosamente o plano de travessia e, empunhando pessoalmente uma metralhadora leve, liderou sua unidade, abatendo impiedosamente os inimigos.
O camarada Kim Jung Dong também, quando o grande Líder ordenava realizar a guerra de túneis, forjava imediatamente ferramentas na oficina de campanha e abria galerias; quando recebia a ordem de arrastar canhões de tiro direto para o topo das altitudes, puxava as cordas ao lado dos soldados mesmo sob uma chuva de projéteis.
O combatente revolucionário antijaponês camarada Ri Yong Ho, célebre comandante da Divisão de Infantaria de Guardas Seul nº 3, também liderou sua unidade na dianteira do avanço, contribuindo grandemente para repelir os invasores imperialistas estadunidenses até a linha do rio Rakdong.
Pela posição que ocupavam, eles eram comandantes de divisão e de regimento. Ninguém os teria censurado se, como responsáveis por grandes unidades, não tivessem ido pessoalmente à linha de frente, onde explodiam balas e bombas, para dirigir os combates.
No entanto, correram junto aos soldados pelos campos de batalha, onde projéteis e bombas caíam como granizo, conduzindo à vitória cada operação e cada combate concebidos pelo Comando Supremo.
A convicção inabalável gravada no coração dos combatentes revolucionários antijaponeses durante a guerra era que as ordens do Comandante Supremo deviam necessariamente ser cumpridas com vitória e que, para alcançá-la, comandantes de corpo de exército, de divisão e de regimento deveriam oferecer sem hesitação seu sangue e sua vida.
É amplamente conhecido entre nosso povo o fato de que o camarada Choe Chun Guk, gravemente ferido enquanto dirigia o combate numa linha de frente situada a apenas 500 metros das posições inimigas para cumprir as ordens do Comandante Supremo, suplicou ao médico militar:
"Prolongue minha vida por apenas mais cinco minutos."
Os últimos cinco minutos de vida que o combatente tanto desejava não eram, de forma alguma, para si próprio. A força de vontade sobre-humana do combatente revolucionário antijaponês, que acreditava não ter o direito de morrer antes de cumprir a ordem do Líder, fez cintilar um milagre na vida que se apagava, permitindo-lhe transmitir à divisão sua última missão para cumprir as ordens do Comando Supremo antes de fechar os olhos.
Nos relatórios de vitória das operações e batalhas que criaram milagres na história das guerras do mundo estão profundamente impregnados, como marcas de sangue, o excepcional espírito dos combatentes revolucionários de defender o Líder até a morte e de cumprir suas ordens até o fim.
De fato, nos dias ferozes e sangrentos da guerra, o lugar dos combatentes revolucionários antijaponeses que recebiam as ordens do Líder era sempre a linha de frente e, embora seus cargos e patentes militares fossem diferentes, todos eram combatentes do Comandante Supremo.
Foi precisamente essa lealdade ilimitada dos combatentes revolucionários antijaponeses ao seu líder que lançou o mais sólido alicerce da grande história da vitória na guerra.
O maior dos méritos legados à pátria e à revolução
Ainda hoje, há um relato que os veteranos da guerra costumam contar em uníssono às novas gerações ao recordarem a vitória na guerra.
Eles dizem que, ao presenciarem os combatentes revolucionários antijaponeses, que depositavam confiança unicamente no grande Líder em quaisquer circunstâncias, fortaleceram sua convicção revolucionária de permanecer fiéis às ordens do grande Líder e consolidaram a vontade indomável de aniquilar completamente os inimigos.
Os Heróis da República dentre os combatentes revolucionários antijaponeses não se tornaram heróis apenas por extraordinárias qualidades militares ou por feitos isolados realizados em determinado momento.
O valor excepcional de seus feitos heroicos reside no fato de que, no período mais difícil da história de nossa pátria, demonstraram pelo exemplo prático qual deve ser a postura de um combatente que serve ao líder e transmitiram firmemente às gerações seguintes o bastão da lealdade.
O mártir revolucionário antijaponês camarada Kim Chaek, o mais fiel companheiro do grande Líder, sacrificou sua preciosa vida durante a guerra. Contudo, se ainda hoje nosso povo jamais esquece sua existência, não é apenas porque, como comandante da frente, prestou grandes contribuições para a vitória na guerra, mas também porque deixou a todos, por meio de seu próprio exemplo, um verdadeiro modelo de como servir ao grande Líder.
Quando, durante a retirada estratégica temporária, o inimigo rompeu a linha de Sariwon, o camarada Kim Chaek estabeleceu uma linha defensiva de Pyongyang nas regiões de Junghwa, Sangwon e Kangdong e conclamou os soldados do Exército Popular à luta decisiva com estas palavras ardentes:
"Soldados! Que todos nós nos transformemos em lanças e espadas para defender Pyongyang e permaneçamos cravados neste caminho! Os inimigos jamais conseguirão passar por aqui sem antes pisar em cada uma dessas lanças e espadas. Ainda que nossa carne seja dilacerada e restem apenas nossos ossos, façamos esses ossos arderem em chamas e lancemo-nos contra as fileiras inimigas!"
Em seguida, deslocou-se de Junghwa para a região de Sangwon e, dali, para Kangdong, dirigindo pessoalmente, na linha de frente, a batalha pela defesa de Pyongyang.
Ele não era comissário político nem comandante de unidade. Contudo, para um combatente revolucionário que vagara por longos anos em busca do verdadeiro dirigente capaz de conduzir a Revolução Coreana, conclamar os combatentes para a guerra sagrada em defesa do grande Líder, destino e futuro da pátria, era um direito de sua própria vida que não podia ser cedido a ninguém.
O camarada Choe Hyon, veterano invicto que fez tremer dois exércitos imperialistas invasores, costumava repetir constantemente aos comandantes de suas unidades:
"Se lutarmos segundo a tática guerrilheira de nosso Líder, venceremos sem falta."
Também permanece profundamente gravada em nossos corações a declaração que esse combatente revolucionário antijaponês, então comandante de corpo de exército, fez ao entregar a um comandante de esquadra, que realizara grandes feitos nas operações atrás das linhas inimigas, um retrato do grande Líder que guardava junto ao peito desde a libertação:
"Isto vale mais do que uma condecoração... Se você conservar este retrato consigo, nenhuma bala atravessará seu coração."
Não é preciso explicar que juramento de lealdade fervia no coração desse combatente que recebera a mais valiosa das distinções, incomparável a qualquer medalha ou condecoração. A imagem de um combatente revolucionário cuja fidelidade ao Líder havia se tornado parte de sua própria natureza e cuja firme convicção e coragem jamais vacilavam mesmo em território ocupado, cumprindo as ordens do Comando Supremo, fez dos comandantes e soldados das unidades que operavam atrás das linhas inimigas verdadeiros tigres que espalhavam terror e desespero entre os adversários.
No rigoroso outono de 1950, o combatente revolucionário antijaponês camarada Kim Jae Min, que trabalhava na administração do interior em regiões libertadas e só mais tarde iniciou a retirada, encontrou numa floresta montanhosa uma formação de aproximadamente 500 soldados do Exército Popular.
Durante o percurso até ali, eles haviam travado dezenas de combates contra o inimigo, perdido muitos companheiros e até seus comandantes, enquanto os alimentos praticamente se esgotavam e as munições eram escassas.
Ao contemplar aqueles soldados, o camarada Kim Jae Min perguntou a si mesmo o que deveria fazer naquela situação. Concluiu que, acontecesse o que acontecesse, sua elevada obrigação como comandante revolucionário antijaponês e comandante era conduzir todos aqueles homens, sem deixar sequer um retardatário, de volta ao amparo do General.
"Camaradas, estamos atrás das linhas inimigas. Mas, como somos dirigidos pelo grande General, não estamos sozinhos.
...Ainda que as mais duras provações bloqueiem nosso caminho, avancemos até o fim... e retornemos ao amparo do General Kim Il Sung."
Com esse espírito revolucionário e essa confiança, o camarada Kim Jae Min conduziu a formação, derrotando os inimigos por onde passava e infundindo ao povo a certeza da vitória.
Também aquece profundamente nossos corações a figura do combatente revolucionário antijaponês camarada Ri Chol Su, que, até o último instante de sua vida, transmitiu aos combatentes a verdade de que, seguindo unicamente o grande Líder, a Revolução Coreana venceria inevitavelmente.
Em julho de 1950, quando o batalhão que comandava, destacado na linha do rio Rakdong, travava uma dura batalha contra forças inimigas equivalentes a uma divisão inteira na altitude 267,5, ele foi gravemente ferido por estilhaços de morteiro inimigo, a ponto de mal conseguir sustentar o próprio corpo. Mesmo assim, apertou firmemente sua metralhadora leve e continuou disparando contra o inimigo.
Depois de ouvir o relatório de que o ataque inimigo havia sido repelido, disse, respirando com dificuldade:
"...Camaradas, quanto mais severa for a situação, não vacilem, aconteça o que acontecer. Vivam e lutem apenas de acordo com as ordens e instruções do Comandante Supremo. Se fizerem isso, a Revolução Coreana vencerá inevitavelmente... Deixo estas palavras porque esta é uma verdade que aprendi na própria luta."
Em seguida, propôs que todos gritassem: "Viva o General Kim Il Sung!". Todos os comandantes e combatentes acompanharam o camarada Ri Chol Su, bradando em alta voz esse viva.
Durante a Guerra de Libertação da Pátria, centenas de Heróis da República foram condecorados, numerosas unidades receberam a Ordem da Bandeira Nacional e a Ordem da Liberdade e Independência, e muitas conquistaram a honrosa designação de Guardas. Em cada uma dessas condecorações, medalhas e títulos honoríficos brilham como estrelas os feitos dos combatentes revolucionários antijaponeses que conduziram suas unidades movidos por uma ardente lealdade ao grande Líder.
Há dois anos, por ocasião do 71º aniversário da vitória na grande Guerra de Libertação da Pátria, ao visitar o Cemitério dos Mártires Revolucionários do Monte Taesong, o estimado camarada Secretário-Geral afirmou calorosamente que o maior dos méritos legados pelos mártires à pátria e à revolução foi elevar a tradição vitoriosa da luta antijaponesa à tradição de vitória na luta anti-imperialista e anti-EUA, eterna tradição das vitórias da Coreia, e ampliar extraordinariamente o espírito revolucionário de Paektu, transformando-o no espírito ideológico de todo o povo.
As figuras dos combatentes revolucionários antijaponeses, que ainda hoje resplandecem como estrelas em torno das fotografias e documentos históricos do grande Líder no Salão dos Heróis da República do Museu Comemorativo à Vitória na Guerra de Libertação da Pátria, ensinam-nos o seguinte:
A verdadeira lealdade reside na postura e na atitude de ser sempre o primeiro a atender às ordens do líder, na luta para cumpri-las até o fim com espírito de decisão absoluta e no exemplo prático que transmite firmemente às novas gerações o bastão da lealdade.
Legando às gerações futuras a preciosa verdade de que o caminho da lealdade ao líder é precisamente o caminho da defesa da pátria, do avanço da revolução e da vitória, os brilhantes méritos e a nobre vida dos combatentes revolucionários antijaponeses permanecerão eternos juntamente com a gloriosa história da vitória na guerra.


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