Enquanto o mundo enfrenta uma intensa onda de calor, grandes inundações e tempestades tropicais voltam a atingir diversos países.
Recentemente, sucessivos tufões vêm se formando na Ásia, enquanto inundações inesperadas atingem vários países e regiões da Europa, da África e das Américas. Os danos provocados por esses fenômenos também são graves.
Em maio, chuvas torrenciais persistentes causaram grandes prejuízos em várias regiões da China. Entre os dias 18 e 19, mais de 300 mm de chuva foram registrados em cinco localidades da província de Hainan. Em algumas áreas da província de Guizhou, o volume de precipitação ultrapassou 250 mm no dia 19, e enchentes e deslizamentos de terra deixaram nove mortos ou desaparecidos. Na província de Hunan, cinco pessoas morreram, onze desapareceram e mais de 103.200 moradores de 23 comunidades foram afetados. No distrito de Yongchuan, na cidade de Chongqing, chuvas torrenciais excepcionais caíram entre a noite do dia 23 e a madrugada do dia 24, deixando 17 desaparecidos e três mortos. Entre 2h e 4h da manhã do dia 24, uma área do distrito registrou 296,6 mm de chuva em apenas duas horas.
Desde 13 de junho, fortes chuvas sucessivas atingiram a Região Autônoma Zhuang de Guangxi, a província de Guangdong e outras localidades, onde, em algumas áreas, o volume de precipitação ultrapassou 600 mm.
Há pouco tempo, as autoridades anunciaram que, devido à influência de uma depressão tropical no Mar Sul da China, chuvas intensas atingiriam a maior parte do sul da China, bem como a província de Hunan, o sul de Guizhou e o leste de Yunnan. Em algumas áreas de Hainan, Guangdong e da Região Autônoma Zhuang de Guangxi, eram previstas chuvas torrenciais.
Diversas regiões do Paquistão também foram atingidas por enchentes e ventos fortes, provocando perdas humanas e materiais. Na província de Khyber Pakhtunkhwa, raios, enchentes e ventos intensos causaram a morte de várias pessoas, entre elas uma mulher e três crianças, além de deixarem numerosos feridos. No distrito de Attock, na província de Punjab, duas crianças morreram e três pessoas ficaram feridas. Já no distrito de Zhob, na província do Baluchistão, o desabamento do telhado de uma residência matou três pessoas e feriu outras cinco.
Especialistas afirmam que, devido ao aumento da temperatura da superfície do mar neste ano, as tempestades tropicais tendem a ser mais intensas do que em anos anteriores. O aquecimento da superfície oceânica cria condições favoráveis para a formação e o desenvolvimento de ciclones tropicais, fenômenos que costumam ser acompanhados por temperaturas elevadas e fortes inundações, provocando danos ainda mais severos.
A situação na América do Norte demonstra claramente essa realidade.
Recentemente, a maior parte do Canadá enfrentou calor extremo, enquanto algumas regiões sofreram com chuvas intensas e inundações.
Em partes das províncias de Ontário e Quebec, bem como nas regiões oeste e noroeste do país, as temperaturas máximas diurnas e a umidade superaram amplamente as médias habituais. Ao mesmo tempo, em Ottawa, tempestades e enchentes levaram ao cancelamento de todos os eventos programados. Também em diversas áreas da região central da província de Manitoba, chuvas torrenciais provocaram inundações.
Em meados de junho, fortes tempestades acompanhadas de granizo atingiram o estado estadunidense de Illinois, interrompendo o fornecimento de energia para cerca de 40 mil residências e causando danos a veículos e casas. Segundo informações, as pedras de granizo eram maiores que bolas de beisebol. No estado de Kentucky, quatro pessoas morreram em consequência das enchentes. Diante das chuvas contínuas e das enxurradas repentinas provocadas por elas, foi declarado estado de emergência no estado.
Na África, países como Costa do Marfim e Gana também sofreram consideráveis prejuízos em decorrência das chuvas intensas e das enchentes, demonstrando que praticamente todas as regiões do mundo vêm enfrentando severos desastres climáticos.
A gravidade dos danos exige que os governos de todos os países elaborem, com ainda maior urgência e precisão, medidas para enfrentar os fenômenos climáticos extremos que voltam a atingir o planeta.

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