Todos os dias dos 365 dias do ano são assim, mas, a cada julho, um sentimento particularmente intenso brota com ainda mais força no coração do povo.
É a saudade do grande Líder camarada Kim Il Sung, que dedicou toda a sua vida ao caminho da devoção e da abnegação pelo povo, enfrentando todas as tempestades e nevascas do tempo.
Nas páginas de sua liderança, sempre ao lado do povo, compartilhando com ele seus sentimentos e discutindo juntos os assuntos do Estado, ficaram também registradas as marcas de suas orientações no terreno em prol do desenvolvimento da agricultura do país.
Em 7 de junho de 1947, ele dirigiu-se aos campos de Mirim para participar do transplante de mudas de arroz. Disse aos funcionários que todos transplantassem alegremente as mudas nas parcelas de terra que lhes haviam sido distribuídas.
Em seguida, tomou um feixe de mudas e preparou-se para entrar imediatamente no arrozal recém-gradeado. Nesse momento, um idoso de barba branca correu apressadamente até ele e lhe disse que o soberano do país não deveria segurar um feixe de mudas, pedindo-lhe que apenas observasse os agricultores realizando o transplante.
Então, ele respondeu que não era o soberano do país, mas uma pessoa que servia ao povo e acrescentou que, naquele dia, o avô deveria sentar-se ali e assistir aos jovens transplantando as mudas de arroz.
Pouco depois, entrando no arrozal, lavou cuidadosamente o feixe de mudas na água, alinhou bem suas raízes e transplantou a primeira muda.
Assim, desde os primeiros dias da pátria libertada até o último período de sua grande vida, durante quase cinquenta anos, ele visitou repetidas vezes os campos das cooperativas agrícolas.
Desde a planície de Yonbaek e os campos de Namuri, em Jaeryong, na costa oeste da Coreia, até a terra do Paektu coberta pelo mar de flores de batata e as aldeias agrícolas das remotas regiões montanhosas, não houve lugar onde houvesse trabalhadores agrícolas que ele deixasse de visitar.
Voltava frequentemente às cooperativas prósperas porque se alegrava ao ver suas condições de vida melhorarem, e retornava repetidas vezes às que enfrentavam dificuldades porque elas jamais saíam de seus pensamentos.
Ele costumava dizer que, na agricultura, os verdadeiros mestres eram os camponeses e que estava sempre aprendendo com eles. Foi durante os dias em que se reunia com os trabalhadores agrícolas, sentando-se frente a frente para ouvir atentamente até mesmo suas palavras mais simples, que foram promulgadas a Lei da Reforma Agrária, a política de cooperativização da agricultura, o Espírito de Chongsan-ri, o Método Chongsan-ri e também as Teses sobre a Questão Rural Socialista em Nosso País.
São incontáveis as histórias lendárias de seu amor gravadas em cada uma de suas orientações no terreno.
Certo dia de junho de 1960, ele realizou uma orientação no terreno no condado de Onchon para conhecer a situação da recuperação de terras costeiras.
Após parar o carro na entrada do caminho que conduzia ao terreno recuperado, desceu e percorreu a estreita e acidentada estrada até subir ao dique onde começava a área em recuperação.
Contemplando por longo tempo a vasta extensão das terras recuperadas, sem conseguir desviar o olhar, disse aos funcionários que fossem um pouco mais adiante.
Os funcionários tentaram impedi-lo, dizendo que dali em diante já não era possível prosseguir, pois não havia mais caminho.
Ele respondeu que, sendo um caminho para o povo, nada deveria impedi-los e que, se não havia caminho, eles próprios abririam o primeiro naquela terra recuperada. Então deu os primeiros passos sobre o terreno lamacento.
Pouco depois, já no meio do lodaçal, disse que seria excelente recuperar aquelas terras e que suas perspectivas eram extraordinariamente promissoras.
Alimentar bem o povo e fazer com que ele desfrutasse de uma vida sem nada a invejar aos outros foi o desejo que ocupou toda a sua vida dedicada à agricultura. Foi por isso que ele deixou mais orientações no terreno justamente no setor agrícola.
Certa vez, recordou emocionado que havia pouquíssimos lugares do campo de nosso país que não tivesse visitado e que, somente para orientar a economia rural, percorrera centenas de milhares de ri visitando cooperativas agrícolas, tendo conversado pessoalmente com dezenas de milhares de cooperativistas.
Mesmo aos oitenta anos de idade, nunca descansou sequer por um dia.
Também em agosto de 1993, preocupado com a agricultura, dirigiu-se à província de Hwanghae Sul. Sem sequer descansar da longa viagem, desde a madrugada até perto do meio-dia orientou no terreno cinco cooperativas agrícolas em vários condados e, na hora do almoço, adiou o descanso para realizar uma reunião com os principais funcionários do Conselho Administrativo (na época) e da província de Hwanghae Sul.
As palavras que dirigiu enquanto deixava marcas de sua dedicação à produção agrícola do país continuam ainda hoje comovendo profundamente o coração do povo.
"Como sempre digo, o arroz é precisamente o socialismo. Sem resolver o problema dos cereais, não é possível elevar rapidamente o nível de vida do povo nem construir o socialismo com êxito. …"
Foi com esse elevado ideal que o grande Líder dedicou toda a sua vida ao trabalho incansável.
Nosso povo jamais esquecerá, ainda que passem milhares e milhares de anos, sua figura paternal, que se dedicou sem descanso para trazer os abundantes outonos de rica colheita, quando amadurecem os cinco cereais e centenas de frutos.
Pyon Jin Hyok
Naenara

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