domingo, 12 de julho de 2026

A resposta firme da China à ofensiva de pressão do Ocidente

Há algum tempo, o Ministério do Comércio da China anunciou que, de acordo com as disposições pertinentes da "Lei de Controle de Exportações da República Popular da China", do "Regulamento sobre o Controle de Exportações de Itens de Duplo Uso da República Popular da China" e de outras leis e normas, incluiu dez entidades militares relacionadas aos Estados Unidos em sua lista de sanções e proibiu a exportação de itens de duplo uso para essas entidades.

Antes disso, decidiu impor uma tarifa adicional de 55% sobre a carne bovina importada da Austrália. Mais recentemente, também anunciou a inclusão de entidades empresariais japonesas em sua lista de controle e restrições à exportação.

Em resposta, os Estados Unidos e outros países ocidentais manifestaram "pesar" e passaram a exigir a revogação das medidas de controle de exportações.

A conduta do Ocidente pode ser comparada à de um ladrão que grita "pegue o ladrão".

No mês passado, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos incluiu importantes empresas chinesas, como fabricantes de veículos elétricos e grandes empresas de internet, em sua lista de sanções, alegando que cooperavam com as forças armadas chinesas.

A China reagiu energicamente à decisão do Departamento de Defesa dos Estados Unidos de incluir diversas empresas chinesas na lista de sanções. Um porta-voz do Ministério do Comércio declarou que os Estados Unidos estavam abusando do poder estatal para reprimir injustificadamente empresas chinesas e exigiu que lhes fosse garantido um tratamento justo. Advertiu ainda que, caso isso não ocorresse, seriam adotadas severas medidas de retaliação.

Antes mesmo de os Estados Unidos incluírem empresas chinesas na lista de sanções, já eram frequentes, dentro do próprio país, alegações de que a China praticava "trabalho forçado" ou "ameaçava" a segurança nacional. Também afirmavam que a China pretendia controlar a economia dos países ocidentais por meio de recursos como as terras raras, enquanto, acompanhando essa posição, países aliados como o Japão e a Austrália defendiam a adoção de contramedidas mais rigorosas.

O Japão chegou a intervir até mesmo na questão de Taiwan, considerada pela China o núcleo de seus interesses fundamentais, acusando-a de praticar uma suposta "diplomacia dos recursos".

A China rejeitou e contestou todas essas alegações. Em relação às medidas adotadas contra o Japão, afirmou que seu objetivo era impedir a remilitarização e as tentativas japonesas de adquirir armas nucleares, enfatizando que o Japão deveria abandonar o caminho equivocado que segue, corrigir suas ações, refletir sinceramente sobre seus erros e retornar ao caminho correto.

Os Estados Unidos e o Ocidente têm um objetivo ao promover sanções e intensificar a pressão contra a China.

Atualmente, os países ocidentais enfrentam uma grave crise econômica, marcada pelo aumento do desemprego decorrente da estagnação econômica crônica e pela ampliação dos déficits comerciais. Para agravar ainda mais a situação, cresce rapidamente o descontentamento da opinião pública.

Isso tornou-se um problema para os países ocidentais. Eles precisavam de alguém a quem atribuir a responsabilidade pela deterioração da situação econômica. Assim, escolheram a China.

Analistas da situação internacional avaliam que os Estados Unidos, movidos por seus interesses estratégicos, continuarão, em coordenação com seus aliados, intensificando de forma cada vez mais persistente a pressão contra a China e que, em consequência, as medidas de resposta chinesas tenderão a tornar-se ainda mais firmes.

Ri Hak Nam

Rodong Sinmun 

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