Ultimamente, a conivência militar entre o Japão e a República da Coreia (RC) tornou-se mais aberta do que nunca, fato que coloca em maior perigo a situação de segurança da Península Coreana.
No início deste ano, uma aeronave da Força Aérea da RC recebeu abastecimento de combustível por parte das "Forças de Autodefesa Aérea" do Japão em uma base militar situada naquele país insular. Em junho passado, foi retomado, após nove anos, o treinamento de busca e salvamento entre os dois países, e o ministro da Defesa do Japão visitou Seul para discutir a cooperação bilateral na área de segurança.
Não é por acaso que, dentro desses países, ouvem-se vozes afirmando que a cooperação militar bilateral atingiu um novo e mais elevado estágio.
O que não pode ser ignorado é que a cooperação de segurança entre o Japão e a RC caminha para a celebração de um "tratado de assistência militar", consistente no fornecimento mútuo de munições e outros materiais bélicos em caso de emergência.
Os meios de comunicação japoneses divulgaram que a reunião consultiva sobre a política de segurança Japão-RC, realizada em maio passado, tinha como objetivo alcançar progressos concretos para a assinatura do referido "tratado", enquanto o governante da RC falou publicamente da necessidade de sua assinatura.
Desde antes, a comunidade internacional já advertia sobre o caráter e a perigosidade da celebração desse "tratado", qualificando-o como a fase final da estruturação da aliança militar e da unificação efetiva do sistema militar.
É evidente o objetivo da conivência militar que ocorre justamente no momento em que a ambição dos Estados Unidos de estabelecer sua hegemonia na região da Ásia-Pacífico torna-se cada vez mais manifesta, e em que os belicistas da RC recorrem freneticamente ao aumento dos armamentos, à modernização das forças armadas e aos exercícios de guerra de agressão contra a RPDC, proferindo sem hesitação palavras provocativas de que "o governo da RPDC e o Exército Popular da Coreia são inimigos".
A cooperação entre o Japão e a RC na esfera da segurança constitui precisamente um confronto com a RPDC e faz parte da estruturação do "sistema de cooperação nuclear tripartite", destinado a conter os países vizinhos ao somar-se à estratégia hegemônica dos Estados Unidos.
Isso também é comprovado pelo fato de que o Japão e a RC defendem em uníssono a "importância da cooperação tripartite Estados Unidos-Japão-RC" e procuram implantar mísseis com alcance superior aos seus territórios nacionais, bem como adquirir submarinos nucleares.
A realidade demonstra, mais uma vez, que o fortalecimento incessante de nossas forças armadas nucleares e o pleno exercício da posição de país possuidor de armas nucleares constituem o único caminho para enfrentar de forma proativa a aguda e imprevisível situação internacional e preservar a paz e a segurança da Península Coreana e da região.
Façam o que fizerem o Japão e a RC, jamais mudarão a irreversível estrutura de forças da Península Coreana estabelecida pelo país possuidor de armas nucleares.
A imprudente conspiração militar dos países inimigos, desenvolvida diante de um país possuidor de armas nucleares, será uma insensatez estúpida que acelerará sua própria destruição.
Kang Chol Su, chefe de seção do Instituto de Estudos do Estado Inimigo

Nenhum comentário:
Postar um comentário