terça-feira, 7 de julho de 2026

Novas tendências de desenvolvimento da indústria pesqueira

A pesca é um setor mais econômico do que a pecuária, com custos menores e produtividade muito superior. Também do ponto de vista da proteção ambiental, a pesca é incomparavelmente mais vantajosa do que a pecuária.

Muitos países do mundo estão aumentando os investimentos na indústria pesqueira.

De modo geral, a indústria pesqueira é composta pela pesca, que obtém diretamente os recursos pesqueiros; pela maricultura, que cria artificialmente os recursos aquáticos e produz pescados de forma planejada; e pela indústria de processamento de produtos pesqueiros, que utiliza esses recursos como matéria-prima para produzir diversos alimentos e rações para animais.

Nos últimos anos, a indústria pesqueira vem apresentando novas tendências de desenvolvimento.

Em primeiro lugar, está sendo promovida ativamente a pesquisa e a adoção de métodos e sistemas científicos de pesca para enfrentar o aquecimento global.

Segundo os dados disponíveis, com o aumento da temperatura das águas oceânicas provocado pelo aquecimento global, o ambiente das áreas de pesca vem sofrendo mudanças perceptíveis em escala mundial, como o deslocamento de peixes sedentários e a alteração dos ciclos migratórios das espécies migratórias. No Mar do Norte, por exemplo, a área de distribuição das principais espécies deslocou-se dezenas de quilômetros para o norte ao longo de algumas décadas. Também houve uma grande redução das espécies que preferem águas frias. Estima-se que, em muitas áreas marítimas, a quantidade de pescado capturado diminuirá significativamente.

O setor de maricultura também sofre muitos prejuízos, como a queda da produtividade provocada pelas mudanças no ambiente em que vivem as espécies cultivadas.

Por essa razão, diversos países vêm adotando métodos de pesca mais eficientes com base em dados científicos de observação oceanográfica.

Também desenvolvem ativamente programas de monitoramento oceânico, introduzindo modernos equipamentos de observação para acompanhar continuamente as mudanças nas condições do ambiente marinho.

Com base nessas informações, elaboram mapas ecológicos dos peixes que refletem as mudanças nos recursos pesqueiros e nas rotas de migração das espécies, aumentando a eficiência e o caráter científico das atividades pesqueiras.

Outra tendência é orientar as atividades e os métodos de pesca para equipamentos multifuncionais e de baixo consumo de energia.

Nos últimos anos, diversos países vêm desenvolvendo ativamente artes de pesca de baixo consumo energético, que aumentam a eficiência da captura, oferecem menor resistência na água e tornam o trabalho menos penoso.

Outra nova tendência da indústria pesqueira mundial é o amplo desenvolvimento da piscicultura e da aquicultura com base na criação de variedades superiores e em tecnologias ecológicas.

À medida que os recursos pesqueiros se esgotam gradualmente em consequência do aumento da temperatura das águas provocado pelo aquecimento global, muitos países vêm concentrando grandes esforços na produção de pescado por meio da piscicultura.

Em escala mundial, a produção aquícola aumentou de forma explosiva nos últimos 30 anos e já responde por mais da metade da demanda por produtos pesqueiros. As previsões indicam que, até 2030, dois terços do consumo mundial de produtos pesqueiros serão supridos pela aquicultura.

Também são pesquisadas e produzidas em larga escala, por meios artificiais, variedades superiores que possuem alto valor alimentício, forte resistência imunológica e rápido crescimento.

Em alguns casos, a piscicultura pode causar poluição do ambiente de cultivo devido aos restos de ração e aos dejetos, além de aumentar o risco de doenças nos peixes. Para evitar esses problemas, vêm sendo desenvolvidas e amplamente introduzidas tecnologias aquícolas ecologicamente corretas, como a criação conjunta de diferentes espécies aquáticas.

A construção e a operação de fazendas marinhas também vêm se tornando uma importante tendência.

As fazendas marinhas são áreas de cultivo no mar sem cercas ou estruturas de contenção.

Elas são construídas mediante a instalação de recifes artificiais e outras estruturas no fundo do mar para atrair cardumes. Em seguida, são introduzidas espécies sedentárias para serem criadas nesse ambiente.

Para proteger essas fazendas marinhas, são estabelecidas zonas de proibição da pesca e, durante a alimentação, são emitidos determinados sinais sonoros para fazer com que os peixes que se afastaram retornem. Além disso, tecnologias científicas de ponta vêm sendo amplamente adotadas em sua operação, como o monitoramento contínuo da temperatura e do nível de poluição das águas marinhas. 

Rodong Sinmun

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