quarta-feira, 8 de julho de 2026

Abrindo o livro-patrimônio nacional "História da Vitória na Guerra de Kim Il Sung" — Título de Herói da República, instituído apenas cinco dias após o início da guerra

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

"O grande Líder foi um pai benevolente que estimava e amava infinitamente os combatentes revolucionários."

Há pouco tempo, ao encontrarmos um funcionário do Presidium da Assembleia Popular Suprema, tomamos conhecimento de um fato comovente.

Tratava-se do fato de que, durante a Guerra de Libertação da Pátria, a primeira tarefa recebida pelo Presidium da Assembleia Popular Suprema foi o trabalho de concessão de condecorações aos soldados do Exército Popular.

Mas como foi possível que, quando os canhões da guerra começavam a troar nesta terra e o Presidium da Assembleia Popular Suprema certamente tinha diante de si uma enorme quantidade de tarefas, seu primeiro trabalho tenha sido justamente a concessão de condecorações aos soldados do Exército Popular?

A esse respeito, o primeiro volume da obra "História da Vitória na Guerra de Kim Il Sung" descreve detalhadamente esse episódio sob o título "Enaltecendo os feitos heroicos dos combatentes".

Enquanto as forças imperialistas coligadas, lideradas pelos imperialistas estadunidenses, avançavam contra o nosso país, os soldados do Exército Popular, sob a direção do grande Líder, demonstravam bravura, audácia e espírito de sacrifício incomparáveis, realizando feitos militares extraordinários em todas as frentes.

O combatente que, pela primeira vez desde o início da Guerra de Libertação da Pátria, bloqueou com o próprio corpo uma casamata inimiga era filho de um trabalhador comum que podia ser encontrado em qualquer lugar; o tanquista que primeiro hasteou a bandeira da República sobre a "Sede Central" do regime títere era filho de um antigo arrendatário rural e havia se alistado havia apenas um ano; e o corajoso piloto que derrubou um avião inimigo, que os Estados Unidos alardeavam como "o soberano dos céus", era um jovem oficial que só havia voado pela primeira vez depois da libertação.

Todos os dias, a cada hora, o grande Líder recebia relatórios sobre os feitos heroicos dos soldados do Exército Popular vindos da linha de frente e não conseguia conter o desejo de apresentá-los orgulhosamente ao mundo inteiro, pois combatiam oferecendo sem hesitação sua juventude e sua vida pela pátria.

Naturalmente, antes da guerra já existia um sistema de condecorações bem estabelecido.

Entretanto, o nosso Líder considerava que avaliar os heroicos feitos dos combatentes apenas com o sistema de condecorações já existente ainda era insuficiente.

Refletindo profundamente, desde o primeiro dia da guerra, sobre que distinções e condecorações deveriam ser concedidas pelos feitos heroicos dos soldados do Exército Popular, o grande Líder, após proferir seu discurso radiofônico em 26 de junho de 1950, convocou imediatamente os funcionários do Presidium da Assembleia Popular Suprema e lhes disse:

"No Presidium da Assembleia Popular Suprema deve ser instituído o Título de Herói da República, a mais alta honra que pode ser concedida a um cidadão, para distinguir os soldados do Exército Popular que demonstrem bravura e heroísmo na guerra sagrada pela liberdade e independência da pátria. O Presidium da Assembleia Popular Suprema deve elaborar o projeto e os regulamentos relativos a essa distinção, submetê-los à deliberação e, em seguida, promulgá-los por decreto..."

Naquele instante, os funcionários não puderam conter a surpresa e a emoção.

Jamais haviam imaginado que, em meio às severas circunstâncias da guerra, receberiam como primeira tarefa justamente uma questão relacionada à concessão de condecorações aos soldados do Exército Popular. Era porque, no íntimo do nosso Líder, os feitos heroicos dos combatentes ocupavam um lugar tão precioso e tão valioso.

Por ser um grande Líder que tinha como qualidade inata o amor pelo povo, desejava elevar à mais alta posição, a de Herói da República, a vida daqueles combatentes que haviam realizado feitos gloriosos na luta sagrada pela pátria e pelo povo.

Os funcionários do Presidium da Assembleia Popular Suprema não conseguiram conter o profundo sentimento de admiração pelo grande Líder, que concedia tão grandiosa benevolência, desejando oferecer aos filhos e filhas desta pátria que haviam realizado feitos heroicos o mais elevado título e as maiores condecorações do mundo.

Foi assim que, em 30 de junho de 1950, foi instituído o título de Herói da República Popular Democrática da Coreia.

Sobre isso, a edição de 1º de julho de 1950 do Rodong Sinmun informou que os agraciados com o título de Herói da República receberiam simultaneamente a Ordem da Bandeira Nacional de 1ª Classe, a mais alta condecoração da República Popular Democrática da Coreia, a Medalha Estrela de Ouro e um diploma de homenagem do Presidium da Assembleia Popular Suprema. Já a edição de 16 de julho de 1950 publicou a notícia da concessão do título de Herói da República Popular Democrática da Coreia a doze oficiais e soldados do Exército Popular, entre eles os camaradas Kim Kun Ok e Kim Ki Ok.

O título de Herói da República, instituído apenas cinco dias após o início da guerra.

Mesmo por meio dessa única história, podemos sentir profundamente quão ardentes eram o amor e a confiança do grande Líder pelos oficiais e soldados do Exército Popular.

Ri Hyon Il

Rodong Sinmun 

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