Recentemente, o site da Organização Mundial da Saúde publicou um guia de recomendações para enfrentar o calor extremo. O guia aconselha evitar atividades ao ar livre durante as horas mais quentes do dia, permanecer em locais frescos por duas a três horas diariamente e ingerir entre 2 e 3 litros de água por dia.
Isso ocorre porque o fenômeno das altas temperaturas está se tornando extremamente preocupante em escala mundial. Especialistas em meteorologia manifestam profunda preocupação, afirmando que uma onda de calor como a atual é a primeira em mais de cem anos.
Na França, entre os dias 22 e 28 de junho, registraram-se 2.025 mortes em todo o país apenas durante essa semana. Segundo informações, isso representa um aumento de 29,1% em comparação com a semana anterior. Como a onda de calor chegou de forma precoce, muitas pessoas sofreram graves consequências antes mesmo de conseguirem se adaptar às altas temperaturas.
Na Espanha, o calor extremo provocou 1.029 mortes durante o mês de junho. No dia 23 de junho, a temperatura média nacional atingiu 38,2°C, tornando-se o dia mais quente já registrado em junho desde o início das observações meteorológicas. Nesse dia, cerca de 73% da população sofreu efeitos adversos à saúde provocados pelo calor.
Na Alemanha, os recordes de temperatura máxima vêm sendo superados dia após dia.
Em 28 de junho, a temperatura no estado de Brandemburgo atingiu 41,7°C, ultrapassando mais uma vez os recordes máximos registrados nos dois dias anteriores.
Na Hungria, também foram registradas altas temperaturas em diversas regiões. Em Budapeste e Budakalász, por exemplo, as temperaturas atingiram respectivamente 39,8°C e 40°C no dia 27 de junho. O país emitiu o mais alto nível de alerta para ondas de calor e impôs limitações de velocidade nas linhas ferroviárias.
No mesmo dia, também foi emitido um alerta de onda de calor na Bósnia e Herzegovina, onde a temperatura estava prevista para alcançar 40°C. O serviço hidrometeorológico do país recomendou que a população, especialmente idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas, evitasse atividades ao ar livre.
Em muitos países da Europa, os sistemas de energia elétrica e de saúde estão chegando ao limite de sua capacidade.
Enquanto isso, em grande parte do Canadá, verifica-se o fenômeno conhecido como "domo de calor", mantendo intenso calor em todo o país. As autoridades emitiram alertas de altas temperaturas para algumas regiões das províncias de Ontário e Quebec, bem como para as regiões oeste e noroeste. Nessas áreas, a temperatura máxima diurna e a umidade superaram em muito os níveis médios.
Ontário, em particular, vem sendo a província mais afetada pelo calor extremo. Na região sudoeste da província, as temperaturas diurnas continuam subindo e permanecem elevadas mesmo após o pôr do sol. Na capital, Ottawa, importantes eventos chegaram a ser cancelados.
A combinação entre o calor sufocante e as condições atmosféricas instáveis também está aumentando o risco de fortes tempestades acompanhadas de trovões e dos prejuízos indiretos por elas provocados em diversas regiões.
O fenômeno das altas temperaturas também está provocando graves desastres naturais.
Em Tessalônica, na Grécia, um incêndio florestal ocorrido em 30 de junho causou vítimas fatais e feridos. Enquanto as operações de combate ao fogo prosseguiam, as autoridades locais emitiram ordens de evacuação de emergência para os moradores.
Segundo informações, a seca severa, a persistente onda de calor e os ventos fortes provocaram, em apenas um dia, 48 incêndios florestais em todo o país.
Na província espanhola de Huesca, até 26 de junho, os incêndios florestais haviam consumido cerca de 4.000 hectares e aproximadamente 200 moradores foram evacuados. Além disso, incêndios continuam se espalhando em diversas outras regiões, incluindo Saragoça.
Na Sérvia, o contínuo aumento das temperaturas também está elevando o risco de incêndios florestais.
Especialistas alertam que o rápido aumento da temperatura da superfície dos oceanos em todo o mundo está intensificando o risco de desastres naturais.
Os oceanos têm absorvido cerca de 90% do calor acumulado na Terra em decorrência do uso de combustíveis fósseis e de outros fatores. Por isso, o aumento da temperatura da superfície do mar não é, por si só, algo inesperado. No entanto, segundo os especialistas, o ritmo extremamente acelerado desse aquecimento é motivo de grande preocupação.
Atualmente, o aquecimento global tornou-se um dos principais fatores que ameaçam gravemente a saúde e a sobrevivência da humanidade.

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