No dia 11, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da República Popular Democrática da Coreia publicou a seguinte declaração:
Durante a recente Cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), os Estados Unidos e suas forças seguidoras tornaram ainda mais explícita sua intenção de promover a confrontação entre blocos por meio do aumento do armamentismo da OTAN e do fortalecimento da conivência militar com os países aliados da região da Ásia-Pacífico, qualificando como "ameaça" o justo exercício dos direitos soberanos da RPDC.
Realizando separadamente uma conspiração trilateral, os Estados Unidos, o Japão e a República da Coreia defenderam a "completa desnuclearização da RPDC" e a "resposta à ameaça cibernética".
Por sua vez, o secretário-geral da OTAN expôs sua intenção de intensificar a intervenção da OTAN na região da Ásia-Pacífico ao questionar maliciosamente o desenvolvimento normal das relações entre Estados soberanos, incluindo a RPDC.
Durante toda a referida cúpula, os países aliados da OTAN, liderados pelos Estados Unidos, juntamente com seus seguidores, insistiram em fomentar um ambiente de confronto. Esse fato evidencia claramente que a OTAN é um aparato de guerra e confrontação que atua na contramão da preservação da paz e da segurança internacionais, tanto na Europa quanto na região da Ásia-Pacífico, buscando interesses geopolíticos de caráter chauvinista.
O Ministério das Relações Exteriores da RPDC expressa sua séria preocupação com os atos dos Estados Unidos e de seus aliados, que agravam ainda mais a situação internacional por meio do aumento do armamentismo em larga escala, entregando-se a uma infundada e maliciosa campanha de difamação política contra Estados soberanos e ao fortalecimento de um bloco militar de caráter agressivo, e os denuncia e rejeita categoricamente.
A "desnuclearização da RPDC" é uma questão definitivamente encerrada e irreversível, tanto no plano teórico quanto no prático.
Tal insistência, desprovida de atualidade e de qualquer possibilidade real, não pode exercer nenhuma influência sobre a posição do nosso Estado, e a realidade enfrentada hoje pelas forças que a negaram durante várias décadas constitui, por si só, uma resposta suficiente.
O conceito de desnuclearização deve ser aplicado, antes de tudo, às intenções do Japão e da República da Coreia de se dotarem de armas nucleares, processo que avança para uma fase extremamente perigosa sob o ativo amparo dos Estados Unidos, bem como à ambição de confrontação nuclear dos países membros da OTAN que compartilham as armas nucleares estadunidenses.
Jamais será tolerada a conduta provocativa da OTAN, que deteriora sistematicamente o ambiente de segurança da Europa por meio de sua imprudente expansão para o Oriente e do reforço da ajuda às forças neonazistas, a fim de manter seu pretexto ilegítimo de existência, que deveria ter desaparecido com o fim da Guerra Fria, ao mesmo tempo em que cria instabilidade na região da Ásia-Pacífico atribuindo essa responsabilidade a outros países.
A imprudência das forças de confrontação, que a cada momento geram ameaças destrutivas contra a estrutura mundial de segurança, confirma a necessidade absoluta de renovar e fortalecer o poder dissuasório físico para enfrentá-las.
A RPDC preservará com toda firmeza a soberania, os interesses de segurança do Estado e a paz e a tranquilidade regionais mediante o exercício responsável de seus direitos soberanos e o acelerado fortalecimento da capacidade necessária para conter a confrontação coletiva, cada dia mais agravada, dos países inimigos e suas ameaças militares.

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