A teoria da ancestralidade comum entre Japão e Coreia, conhecida como “mesma ancestralidade e mesma raiz” ou “mesmo tronco”, foi uma doutrina pseudo-histórica criada pelo imperialismo japonês durante a ocupação colonial da Coreia. Seu objetivo era negar a identidade nacional coreana e apresentar japoneses e coreanos como um único povo, fornecendo uma justificativa ideológica para a anexação da Coreia e para a dominação colonial japonesa.
Com base nessa teoria, as autoridades coloniais difundiram a política de que “Japão e Coreia são um só corpo”, procurando convencer os coreanos de que deveriam abandonar sua identidade nacional e assimilar completamente a cultura japonesa. Para isso, impuseram o uso da língua japonesa, obrigaram a adoção de nomes japoneses, promoveram o culto obrigatório em santuários xintoístas e difundiram, nas escolas e instituições públicas, a ideia de que ambos os povos compartilhavam a mesma origem.
Essa política fazia parte da chamada campanha de “japonização”, cujo propósito era transformar os coreanos em súditos obedientes do Império Japonês e eliminar sua consciência nacional. Ao mesmo tempo em que reprimia a língua, a história e a cultura coreanas, o regime colonial buscava justificar a suposta superioridade do Japão e legitimar seu domínio sobre a Península Coreana por meio de interpretações históricas e raciais favoráveis ao colonialismo.
Sob essa política de assimilação, o povo coreano também foi submetido a graves crimes coloniais, incluindo repressão política, massacres, trabalho forçado, escravidão sexual e intensa exploração econômica e cultural. Assim, a teoria da ancestralidade comum não foi apenas uma construção ideológica, mas um instrumento utilizado para sustentar a política de assimilação forçada e a dominação colonial japonesa sobre a Coreia.

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