segunda-feira, 31 de março de 2025

Um deserto de direitos humanos onde o sonho de aprender termina numa tragédia

Na sociedade capitalista, onde prevalece o mamonismo, jovens que deveriam estar aprendendo e florescendo têm seus direitos à educação negados e são forçados a um destino trágico.

No Japão, o índice de suicídio entre estudantes é mais alto no dia da volta às aulas. Certa vez, um jornal do país chegou a publicar um artigo alertando que "muitas escolas iniciam um novo semestre amanhã. Hoje é o dia em que as crianças correm maior risco de suicídio".

Por que a nova geração, que deveria ingressar na escola com esperança no futuro, está optando pelo caminho da morte?

Segundo uma pesquisa realizada por uma organização social japonesa com estudantes do ensino secundário, cerca de um quarto dos entrevistados lamentou não poder estudar tranquilamente devido ao pesado fardo financeiro imposto às suas famílias para cobrir os custos educacionais.

Somente em Tóquio, mais de 10 mil universitários trabalham na entrega de jornais para pagar suas mensalidades, representando 40% do total de entregadores do setor. O sistema educacional desse país, que transforma os seres humanos em escravos do dinheiro, está esmagando o desejo de aprendizado e empurrando os estudantes para um vórtice de desespero.

Nos Estados Unidos, já no primeiro dia de aula, muitos alunos enfrentam enorme angústia devido às exorbitantes taxas escolares. Todos os anos, mais de 1,2 milhão de estudantes do ensino secundário abandonam a escola por não conseguirem pagar os custos, enquanto cerca de 6 milhões de jovens com menos de 24 anos nunca chegam a entrar em uma instituição de ensino superior.

O jornal russo "Pravda" revelou que a dívida estudantil nos EUA já atingiu cerca de 1,3 trilhão de dólares. Com o aumento anual das mensalidades, sete em cada dez graduados saem da universidade endividados, iniciando a vida profissional presos a uma "corrente de dívidas".

No Canadá, o aumento contínuo das taxas tem levado mais estudantes universitários a abandonar os estudos ou interrompê-los. Na Alemanha, 25% dos universitários desistem da faculdade, enquanto na Austrália esse número chega a um em cada dez.

Como a educação se tornou completamente uma ferramenta de lucro para os capitalistas, sua qualidade também entrou em colapso. Muitos professores universitários afirmam abertamente que estão no ensino não para formar intelectuais, mas para ganhar dinheiro.

Certa vez, em uma universidade dos Estados Unidos, foi realizado um teste para avaliar o conhecimento geográfico dos alunos. O resultado foi alarmante: 42% dos participantes não sabiam em que país fica Londres, 39,7% desconheciam a localização do Oceano Pacífico Sul e alguns sequer conseguiam apontar no mapa a cidade onde sua própria universidade estava situada. Houve até quem escrevesse que a África era um "país latino-americano maior que os EUA".

O autor do livro "América Ignorante" lamentou: "O nível de conhecimento da nova geração estadunidense está entre os mais baixos do mundo. Enquanto o planeta caminha para a civilização, a América ignorante segue para a escuridão".

Além disso, as escolas se transformaram em focos de violência, colocando a vida de alunos e professores sob constante ameaça. Em alguns países europeus, estudantes esfaqueiam colegas e até professores dentro das escolas.

Nos Estados Unidos, apenas no período de volta às aulas de alguns anos atrás, ocorreram 30 tiroteios escolares, resultando em inúmeras vítimas – o maior número já registrado até então. No ano passado, de janeiro a meados de dezembro, foram registrados 332 incidentes de disparos dentro das instituições de ensino do país.

A realidade da sociedade capitalista, que se autoproclama promotora da "civilização moderna", é que o desejo de aprendizado dos jovens é explorado como um meio de lucro, e os espaços que deveriam cultivar esperanças para o futuro se tornam cenários de morte e violência.

Uma sociedade que destrói os sonhos e esperanças da juventude, uma sociedade sem futuro – essa é a essência do capitalismo.

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