quinta-feira, 16 de julho de 2026

"RIMPAC": um ensaio de guerra que traz as ondas da escalada das tensões ao Pacífico — comentário da Agência Central de Notícias da Coreia

O "RIMPAC", o maior exercício naval multinacional do mundo, iniciado em 24 de junho sob a liderança dos Estados Unidos, atingiu seu auge e está trazendo ao Pacífico as ondas da escalada das tensões.

O exercício, realizado até o dia 31 deste mês em amplas áreas marítimas do Havaí e do oceano Pacífico, conta com a participação de mais de 30 navios de superfície de diversos tipos, cinco submarinos, mais de 200 aeronaves de combate e 30 mil militares.

Os Estados Unidos definiram este exercício como uma "oportunidade especial de treinamento" para fortalecer a força conjunta dos países aliados em prol de um "Indo-Pacífico livre e aberto".

Isso equivale a admitir abertamente que o "RIMPAC" não é um exercício rotineiro realizado contra um adversário hipotético, mas sim um ensaio de guerra especialmente conduzido pelos Estados Unidos e seus seguidores contra os países da região considerados o principal obstáculo à concretização de sua estratégia para a Ásia-Pacífico.

Isso pode ser claramente constatado apenas pelos países participantes e pela dimensão do exercício.

Nesta edição, pela primeira vez, os títeres da República da Coreia participam como força principal, enquanto antigos países derrotados na guerra, como o Japão, a Alemanha e a Itália, também foram mobilizados. Com a participação de 30 países, o exercício atingiu sua maior escala da história.

A provocação militar realizada justamente no momento em que se tornam cada vez mais explícitas a aliança militar entre os belicistas títeres da RC, que se lançam com uma intensidade sem precedentes às manobras de confronto contra nossa República, e o Japão, antigo Estado criminoso de guerra que avança rumo à condição de potência militar, bem como o fortalecimento da cooperação militar entre RC, Japão e a OTAN, não é algo que possa ser ignorado.

O mesmo vale para o conteúdo e a forma do exercício.

Os elementos de ataque preventivo que os Estados Unidos, a República da Coreia e o Japão vêm aperfeiçoando repetidamente em exercícios de guerra de agressão como o "Ulji Freedom Shield" e o "Freedom Edge" foram amplamente incorporados e executados ao longo de todo o "RIMPAC", por meio de uma sequência de etapas que inclui treinamentos terrestres e desembarques anfíbios.

Ao mesmo tempo, refletindo a experiência das guerras modernas, o exercício tem como foco principal a introdução de tecnologias de inteligência artificial e a operação integrada de sistemas de armas tripulados e não tripulados.

Em particular, o fato de que os fuzileiros navais dos Estados Unidos e da República da Coreia realizaram freneticamente, como parte do "RIMPAC", um treinamento conjunto de assalto aéreo a partir do navio de assalto anfíbio estadunidense "USS Essex", simulando uma "infiltração na retaguarda inimiga", é altamente revelador.

Outro aspecto digno de atenção é que o porta-aviões nuclear estadunidense "USS Theodore Roosevelt" assumiu o papel principal do exercício, conduzindo operações conjuntas com seus subordinados de guerra e alimentando o clima belicista.

Por isso, o Pacífico transformou-se, apesar do seu nome, em um campo de batalha impregnado pelo cheiro de pólvora.

Todos esses fatos mostram claramente quais forças estão abalando os alicerces da paz e da segurança mundiais e prenunciam que, em breve, uma situação indesejada poderá ocorrer na Península Coreana e na região.

É mais do que evidente que, quando o maior bandido do mundo atua como chefe e reúne, diante da porta de casa, não apenas seus subordinados regionais, mas também visitantes indesejados vindos do outro lado do oceano para realizar manobras militares em larga escala, os donos da casa jamais podem permanecer como meros espectadores.

As ações imprudentes desses delinquentes internacionais inevitavelmente provocarão medidas de resposta proporcionais e em cadeia por parte dos países da região, destinadas a conter e controlar firmemente tais provocações.

O fortalecimento da capacidade de dissuasão militar dos respectivos países, a fim de proteger a soberania nacional, os interesses de segurança, a paz e a estabilidade regionais contra os desafios e ameaças militares de todas as forças hostis, constitui um direito soberano que ninguém pode impedir.

Reiteramos mais uma vez que a responsabilidade pela imprevisível escalada das tensões na região recai inteiramente sobre os Estados Unidos e seus seguidores.

Agência Central de Notícias da Coreia 

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