sexta-feira, 17 de julho de 2026

A insensata histeria belicista pode provocar uma segunda derrota

O Japão continua acelerando sua transformação em um Estado de guerra, aproveitando como uma oportunidade ideal a situação em que o mundo mergulha no caos devido à ganância desenfreada e aos atos arbitrários de imposição das forças hegemônicas.

Entraram em produção em massa mísseis de longo alcance que podem ser lançados de terra, do mar e debaixo d'água, enquanto o desenvolvimento de um novo míssil balístico entrou em uma fase plena.

O míssil guiado superfície-navio Tipo 12, cujo alcance foi ampliado para cerca de 1.000 km, e o projétil planador hipersônico Tipo 25 já foram implantados em posições avançadas. Diz-se que, em breve, o míssil guiado superfície-navio Tipo 12 será aperfeiçoado para poder ser lançado também do mar e do ar, sendo adicionalmente implantado até o próximo ano, enquanto o projétil planador hipersônico Tipo 25 deverá ter seu alcance ampliado para cerca de 3.000 km. Também já foram concluídos os preparativos para operar, a partir de contratorpedeiros equipados com o sistema Aegis, centenas de mísseis de cruzeiro estadunidenses Tomahawk, com alcance de 1.600 km.

Já teve início a entrega de mísseis de cruzeiro destinados aos caças F-35A da Força Aérea de "Autodefesa". Os navios Izumo e Kaga, que as autoridades japonesas insistiam em chamar de contratorpedeiros porta-helicópteros, foram convertidos em porta-aviões capazes de operar caças F-35B.

Também entrou em fase de estudos o desenvolvimento e a introdução de submarinos não tripulados dotados de capacidade de ataque contra embarcações.

É tão evidente quanto o fogo que essa intensa movimentação de modernização e implantação de armamentos, centrada em meios de ataque de longo alcance, destina-se a realizar ataques preventivos contra os países vizinhos.

O mesmo se aplica ao fato de que as forças armadas e seu sistema de comando e operação estão evoluindo rapidamente para um modelo voltado à condução da guerra.

O Comando Conjunto de Operações, recém-criado como um verdadeiro Estado-Maior de guerra, vem aprimorando sua capacidade de comando por meio de exercícios conjuntos entre as forças terrestres, navais e aéreas. Está sendo concluído um sistema para mobilizar instalações civis, como aeroportos e portos, em caso de contingência, e os exercícios conjuntos entre as "Forças de Autodefesa" e a Guarda Costeira do Japão tornaram-se mais frequentes. Como demonstrou o recente exercício militar conjunto entre Estados Unidos e Japão "Resolute Dragon", o Japão vem se esforçando para ampliar o papel das "Forças de Autodefesa" em diversos exercícios bilaterais e multilaterais de guerra liderados pelos Estados Unidos. O objetivo é fazer do Japão um elemento central do bloco de guerra estadunidense.

As provocações militares e os ataques preventivos do Japão contra os países vizinhos deixaram de ser uma hipótese e se aproximam da realidade.

As autoridades japonesas continuam alegando que o fortalecimento de seu poderio militar visa aumentar a "capacidade de dissuasão" e a "capacidade de resposta". No entanto, isso não passa de um pretexto para ocultar sua ambição e suas intenções de adquirir, a qualquer custo, capacidade de ataque preventivo.

O fato de as forças governantes japonesas afirmarem que é preciso estar preparadas para uma guerra prolongada, construindo mais de uma centena de novos depósitos de munições em todo o país e transferindo importantes centros de comando militar para instalações subterrâneas, nada mais é do que uma tentativa de transformar o Japão em um Estado de guerra.

O fato de as forças conservadoras de direita, que herdaram de geração em geração os genes da agressão, estarem empurrando o Japão pelo caminho da guerra constitui, de fato, um ato insensato de autodestruição.

Se as forças governantes japonesas continuarem se apegando a essa insensata histeria belicista, poderão provocar uma segunda derrota.

Jang Chol

Rodong Sinmun

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