Na Áustria, em novembro, os preços da energia aumentaram 10,9% em comparação com o mesmo mês do ano passado.
Na Alemanha, desde o início deste ano, 23.900 empresas declararam falência.
Isso representa um aumento de 8,3% em relação ao ano passado, sendo o nível mais alto em mais de dez anos, segundo se informa.
Uma instituição de pesquisa do país afirmou que as falências das empresas estão relacionadas à prolongada estagnação econômica nacional.
A crise da dívida também está se agravando.
Na Finlândia, Grécia, França, Bélgica e Reino Unido, o montante da dívida pública ultrapassa o produto interno bruto.
A crise econômica que se agrava dia após dia nos países europeus foi provocada por eles próprios.
Como é sabido, após a eclosão da situação na Ucrânia, a União Europeia rompeu as relações econômicas com a Rússia e se lançou em manobras de sanções.
Proibiu a entrada de navios russos e bloqueou os gasodutos que transportavam gás para os países europeus através do território ucraniano. Alegando eliminar a dependência da energia russa, adotou também uma série de medidas para restringir a importação de petróleo russo. No passado, o gás russo representava 45% das importações de gás da União Europeia, mas em outubro deste ano essa parcela caiu drasticamente para 12%.
Era inevitável que surgisse uma crise energética.
Para suprir a escassez de energia, a União Europeia foi obrigada, a contragosto, a comprar o caro gás natural liquefeito dos Estados Unidos.
Como consequência, a economia europeia sofreu um duro golpe. Após a mudança de rumo para a importação de energia estadunidense, os preços da energia aumentaram de forma acentuada. O preço do gás disparou mais de dez vezes. Muitas empresas não tiveram alternativa senão reduzir ou interromper a produção. Algumas chegaram até a transferir suas instalações para fora da região, visando à própria sobrevivência.
Os preços do gás doméstico, dos alimentos e de outros bens também subiram de modo geral, e a taxa de inflação atingiu níveis recordes.
Muitos países europeus mergulharam num grande caos devido à queda abrupta da produção, à escalada incessante dos preços e aos milhões de desempregados que lotam as ruas.
No fim das contas, as medidas adotadas pelos países europeus não apertaram o pescoço da Rússia, mas acabaram se transformando num bumerangue que estrangula a própria respiração deles.
A maioria dos especialistas avalia que as perdas sofridas pela União Europeia com o bloqueio das importações de energia russa ultrapassam 1 trilhão de euros.
Um vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, em entrevista a um jornal, destacou que, na Europa, os preços do gás natural subiram de quatro a cinco vezes em relação aos dos Estados Unidos, enquanto os preços da eletricidade aumentaram de duas a três vezes, enfatizando que esse é o preço que a Europa tem de pagar por ter rompido todos os contatos econômicos com a Rússia.
Os governos de diversos países europeus tornaram-se alvo de críticas de seus próprios cidadãos. Em várias partes da Europa eclodiram grandes protestos, e o descontentamento com os governos cresce a cada dia.
Embora internamente haja disputas em torno da proibição das importações de petróleo russo, a União Europeia, colocando a Ucrânia como força de choque, insiste obstinadamente em tentar transformar a Rússia num derrotado estratégico.
Recentemente, a União Europeia chegou a um acordo para interromper completamente as importações de gás russo a partir do outono de 2027.
Segundo o plano, a importação de gás natural liquefeito será totalmente proibida a partir do fim de 2026, e a proibição do gás transportado por gasodutos entrará em vigor no outono de 2027. Trata-se de uma atitude ignorante, que, obcecada pelo confronto, apenas aperta ainda mais o próprio laço.
Especialistas avaliam que, com essa medida da União Europeia, os preços do gás na Europa subirão ainda mais no futuro e, consequentemente, a crise econômica se tornará ainda mais catastrófica, sem solução possível, por ter sido provocada pelos próprios países europeus.

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