quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Discurso comemorativo do estimado camarada Kim Jong Un por ocasião do Ano-Novo de 2026

Queridos cidadãos de Pyongyang,

Inovadores do trabalho e outros beneméritos que foram convidados a esta cerimônia significativa de Ano-Novo como representantes do povo trabalhador e patriótico,

Oficiais e soldados fiéis e valentes do Exército Popular da Coreia,

Nossas crianças, jovens estudantes e artistas que ampliam a alegria desta noite,

Camaradas:

Feliz Ano-Novo!

Aproveitando esta ocasião, dirijo meu primeiro cumprimento de Ano-Novo aos trabalhadores de diversos setores, como operários, agricultores diligentes e intelectuais, e a todo o povo que, com grande orgulho e esperança, vive este momento significativo em seus locais de trabalho, avenidas, aldeias e lares.

Da mesma forma, felicito os generais, oficiais e soldados do nosso exército heroico que acolhem a aurora do novo ano cheios do orgulho de terem adornado o ano passado com méritos valiosos e com a firme decisão de continuar seu serviço sagrado, e presto minha homenagem militante aos oficiais e soldados das unidades de operações no exterior que, em terras estrangeiras distantes, celebrarão o Ano-Novo com intensa saudade da pátria.

Envio também minha cordial saudação aos compatriotas no exterior que realizam com sinceridade o trabalho patriótico, desejando a prosperidade da pátria-mãe.

Camaradas:

Acabamos de nos despedir, com profunda emoção, de um ano inesquecível.

O ano de 2025 foi um ano de ardente desejo e de imensos esforços.

Com todo orgulho, podemos afirmar que, nesse ano, tornamos a pátria mais forte e mais prestigiosa.

Em cada uma de suas páginas registramos acontecimentos transcendentes e concluímos tudo de forma cabal.

A civilização da capital promoveu mudanças em outras localidades, a transformação destas acelerou o desenvolvimento da capital e, assim, todas as regiões, setores e unidades do país progrediram de maneira competitiva, equilibrada e simultânea. Nesse processo, a causa histórica do desenvolvimento integral da construção socialista superou com êxito sua primeira etapa.

Com toda certeza, trata-se de uma glória alcançada com nosso ideal, convicção, força e empenho e, ao mesmo tempo, de uma prova irrefutável de que seguimos pelo caminho correto.

O ano de 2025 coroou a valiosa existência do nosso povo e de seus excelentes filhos com acontecimentos e transformações relevantes e delineou o amanhã do nosso Estado, que será mais poderoso e mais belo, com a abundante demonstração de amor e inteligência do povo.

Todos e cada um neste país trabalharam muito ao longo do ano.

Os oficiais e soldados do Exército Popular, que estão sempre na linha de frente da nossa causa, alcançaram êxitos inéditos como vanguardas da criação e da transformação, superando sofrimentos indescritíveis, e escreveram uma crônica heroica e memorável com a valiosa vitória conquistada à custa da própria vida.

Recordaremos para sempre que a glória desta noite encerra o grande sacrifício e a façanha dos grandes filhos da pátria e esculpiremos, como estrelas brilhantes, seus nomes e suas figuras sobre nossas vitórias contínuas.

No alvorecer do ano, foi extremamente difícil dar início a tudo diante da magnitude das tarefas que assumíamos, mas confiamos apenas na lealdade do povo à pátria, cuja força foi o verdadeiro motor da luta sem precedentes que caracterizou todo esse período.

Os trabalhadores de Sangwon, os primeiros a elevar a produção em resposta ao propósito do Partido, infundiram-nos infinita confiança. Agradecemos de coração aos trabalhadores agrícolas que derramaram o suor do patriotismo nos campos, colhendo safras abundantes. Foram dignas de louvor as jovens futebolistas que alcançaram o lugar mais alto do pódio e fizeram tremular a bandeira da República em competições internacionais.

Todos, sem distinção de profissão ou local de trabalho, sejam as minas subterrâneas, as usinas em construção, as fábricas ou os centros de pesquisa científica, demonstraram o orgulho, a engenhosidade, a energia e a paixão dos coreanos, dedicaram-se plenamente ao fortalecimento e à prosperidade da pátria e preencheram com suas marcas cada página do ano.

Uma crônica tão louvável só pode ser escrita por um povo grandioso para a época e para a história.

Graças a esse grande povo, que liga seu destino ao da pátria e considera mais honrosa e feliz a vida dedicada à sua vitória e glória, nosso Partido é indestrutível e nosso socialismo prospera.

Por nada neste mundo trocaria o orgulho e a dignidade de viver e fazer a revolução por esse grande povo. Também neste ano responderei às esperanças de todo o povo com fidelidade inabalável ao socialismo por ele escolhido, ao ideal sagrado de sua primazia e à dignidade, aos direitos e aos interesses da República Popular Democrática da Coreia.

Camaradas:

Há poucos minutos, o ponteiro dos segundos de 2026 começou a avançar.

Uma luta mais prolongada e uma vitória ainda maior nos chamam.

Iniciemos todos uma nova marcha com a confiança renovada.

Podemos realizar qualquer sonho, porque estamos convencidos e orgulhosos de viver e prosperar de cabeça erguida e porque possuímos um espírito de luta e uma criatividade que forjamos e consolidamos.

Unamo-nos todos ainda mais firmemente com amor à pátria e avancemos com maior ânimo e coragem rumo às novas metas que serão traçadas pelo Nono Congresso do Partido.

Meus melhores votos de amor, harmonia, alegria e felicidade para todos os lares do país no Ano-Novo.

Queridos camaradas:

Proponho um coro de vivas para manifestar mais uma vez o ilimitado afeto, respeito e orgulho do nosso Estado.

Viva a nossa grande pátria, a República Popular Democrática da Coreia!

Realizada com solenidade apresentação artística pelo Ano-Novo de 2026

Chegou o Ano-Novo de 2026, repleto de esperanças, na Coreia que avança vigorosamente com a ambiciosa meta de longo alcance de alcançar o desenvolvimento integral do socialismo e a promoção do bem-estar do povo, sob a orientação do Partido do Trabalho da Coreia (PTC).

Ao despedirem-se de um ano significativo de vitórias e mudanças que serão registradas em letras maiúsculas nos anais da pátria, os coreanos sentem absoluta confiança e fervorosa veneração pelo grande PTC.

Realizou-se solenemente, no Estádio Primeiro de Maio da capital, o espetáculo artístico em homenagem ao Ano-Novo de 2026, proporcionando grande júbilo ao país às vésperas do percurso do novo ano, que será mais impetuoso e grandioso.

Antes do início da apresentação artística, houve uma apresentação-modelo de taekwondo, que demonstra a sabedoria e a bravura do povo coreano.

O estimado camarada Kim Jong Un, Secretário-Geral do PTC e Presidente de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia, assistiu ao espetáculo artístico.

Quando o estimado camarada Kim Jong Un surgiu no camarote ao som da música de boas-vindas, todos os espectadores e artistas renderam a mais sublime reverência e eterna glória, a ele, destacado dirigente da revolução do Juche e generoso pai do povo, que transforma o Estado socialista no eterno paraíso do povo e abre o futuro maravilhoso da pátria poderosa.

O Secretário-Geral enviou uma saudação cordial a todos os queridos habitantes do país, respondendo com a mão erguida às entusiasmadas aclamações das massas.

Entre os espectadores destacavam-se os membros do Presidium do Bureau Político do Comitê Central do PTC e outros quadros do Partido, do Governo e das instituições das forças armadas, funcionários de ministérios e órgãos centrais, inovadores do trabalho e beneméritos, oficiais e soldados das unidades de operações no exterior e os familiares de seus comandantes, oficiais e soldados do Exército Popular, professores, funcionários e alunos das escolas revolucionárias, construtores da capital, bem como os cidadãos da capital.

Também estiveram presentes os compatriotas residentes no exterior que visitam a pátria socialista.

Foi hasteada a bandeira nacional da RPDC.

Todos os participantes prestaram a mais sublime homenagem à sagrada bandeira nacional, com o desejo de contribuir substancialmente para a prosperidade da pátria, dedicando sua paixão patriótica, inteligência e suor.

O espetáculo teve início com as canções “Amamos” e “Pátria radiante”.

Foram apresentadas canções de tema patriótico e outras célebres, que retratam o sentimento de ardente amor do povo pela pátria, que ostenta sua dignidade e glória na grande era de Kim Jong Un.

Os artistas retrataram, por meio de canções e danças, o verdadeiro aspecto da Coreia poderosa, país do povo que garante a vida independente e a felicidade genuína da população e avança sem qualquer vacilação pelo caminho da autoestima e da prosperidade, superando todos os desafios da história.

Comoveram profundamente o público as cenas alusivas às honras e aos momentos inesquecíveis registrados em cada página do ano de 2025 pelos cidadãos deste país e por seus excelentes filhos que compartilham o mesmo destino da pátria.

Emocionou intensamente a audiência a canção “Somos coreanos”, que descreve o fervor patriótico de todo o povo em dar firme continuidade à marcha impetuosa rumo à vitória e à glória, apoiando-se no espírito revolucionário da autossuficiência e da autodeterminação, bem como na coragem indomável.

À zero hora do dia primeiro de janeiro, soaram as badaladas anunciando o Ano-Novo, acendeu-se a tocha festiva e foram lançados fogos de artifício.

Crianças entregaram buquês de flores ao Secretário-Geral e lhe apresentaram as saudações de Ano-Novo.

O ambiente festivo se aqueceu ainda mais com a interpretação da canção “Que caia a neve do Ano-Novo”.

O Secretário-Geral proferiu um discurso significativo por ocasião do Ano-Novo de 2026.

Ele dirigiu uma saudação combativa a todos os trabalhadores de diversos setores, como operários, agricultores diligentes e intelectuais, e a todo o povo que vive com grande orgulho e esperança este momento significativo do Ano-Novo; aos generais, oficiais e soldados do heroico exército, cheios do orgulho de terem adornado todo o ano que passou com méritos valiosos e da firme decisão de continuar seu serviço sagrado; e aos oficiais e soldados das unidades de operações no exterior, que, em terras estrangeiras distantes, celebrarão o Ano-Novo com intensa saudade da pátria. Saudou também calorosamente os compatriotas no exterior que realizam com sinceridade o trabalho patriótico, desejando a prosperidade da pátria-mãe.

Referiu-se aos preciosos resultados e às notáveis mudanças de 2025, que engrandeceram a força e o prestígio da pátria graças ao ardente anseio e aos imensos esforços. Destacou com grande orgulho que isso é uma glória alcançada por meio do ideal, convicção, força e dedicação e, ao mesmo tempo, uma prova irrefutável de que seguem pelo caminho correto.

Acrescentou que o ano de 2025 delineia o amanhã do Estado, que será mais poderoso e belo, com a abundante demonstração do amor e da inteligência do povo.

Conclamou fervorosamente todos a se unirem ainda mais com amor à pátria e a avançarem com maior ânimo e coragem rumo às novas metas que serão traçadas pelo Nono Congresso do Partido.

E propôs um coro de vivas para expressar mais uma vez o ilimitado afeto, respeito e orgulho pelo Estado.

Todos os presentes gritaram em alta voz: Viva a República Popular Democrática da Coreia, nossa grande pátria!

O local do espetáculo transbordava da grande glória e felicidade do povo, que recebeu a bênção do grande pai generoso e seu chamado patriótico, convencendo-se de um futuro ainda mais radiante para a pátria.

Também foram apresentadas novas canções que expressam o desejo ardente pelo novo ano e os esforços vigorosos em prol de vitórias ainda maiores.

O espetáculo chegou ao auge com a interpretação da canção “Que seja eterna a bandeira nacional”, que retrata a vontade patriótica de todos os habitantes de fazer tremular ainda mais alto no céu a sagrada bandeira nacional, defendida como a própria vida juntamente com a gloriosa história da República.

Encerrada a apresentação, irromperam novamente estrondosas aclamações e foram disparadas salvas, embelezando magnificamente o céu noturno da capital.

O Secretário-Geral respondeu cordialmente às fervorosas aclamações dos participantes e desejou que o carinho e a felicidade se estabeleçam em todas as famílias do país que acolheram o Ano-Novo.

O espetáculo, que declarou o início de 2026, prometendo a prosperidade incessante do Estado e a felicidade infinita do seu povo, tornou-se um momento significativo que redobrou o ímpeto entusiástico de todos os habitantes do país para acelerar vigorosamente a marcha geral do Ano-Novo, de acordo com o grandioso projeto de construção da potência próspera que será apresentado pelo IX Congresso do PTC, e reforçou sua convicção na vitória.

Estimado camarada Kim Jong Un fotografa-se com familiares dos comandantes das unidades de operações no exterior

O estimado camarada Kim Jong Un, Secretário-Geral do Partido do Trabalho da Coreia e Presidente de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia, reuniu-se no dia primeiro com os familiares dos comandantes das unidades de operações no exterior, que participaram das festividades do Ano-Novo de 2026.

Aqueles que tiveram a honra de se encontrar com o querido Marechal Kim Jong Un dirigiram-lhe, com infinita gratidão, votos a esse grande homem que os atende com amor especial, como um pai que dedica ainda mais atenção aos filhos mais distantes.

O Secretário-Geral disse que, neste momento significativo em que todo o país celebra o Ano-Novo de esperanças, despedindo-se da noite do ano que passou com preciosas recordações e orgulhos, sente saudades dos comandantes e combatentes das unidades de operações no exterior, que no distante campo de batalha imaginariam essas festividades desejando a eterna prosperidade da pátria e a felicidade da família.

Disse ainda que, também neste momento, os comandantes celebrarão o Ano-Novo na zona de operações no exterior, sentindo saudades de seus amados pais, esposas e filhos, e que recobrarão força e ânimo ao imaginar, até mesmo em sonho, os rostos de seus familiares que os aguardam ansiosamente para que regressem ilesos à pátria.

Observou que talvez os comandantes ficariam muito felizes no campo de batalha ao verem as notícias e as fotos do encontro, e convocou a todos a formularem votos unânimes pelo retorno dos entes queridos com saúde e com a missão cumprida. Em seguida, fotografou-se junto com todos os familiares dos militares das unidades de operações no exterior. 

Oferecido banquete de Ano-Novo em honra aos inovadores do trabalho e beneméritos

No dia 31 de dezembro do ano que se encerrou, foi oferecido na Casa Mokran um banquete de Ano-Novo em homenagem aos inovadores do trabalho e aos beneméritos que contribuíram para fazer de 2025 um ano de grande transformação, que gravou um marco na história do fortalecimento e do desenvolvimento da República Popular Democrática da Coreia.

Participou da recepção o estimado camarada Kim Jong Un, Secretário-Geral do Partido do Trabalho da Coreia e Presidente de Assuntos Estatais da RPDC.

Quando ele entrou no local do banquete, os participantes expressaram sua gratidão ao grande pai que convidou funcionários e trabalhadores comuns, que cumpriram sua missão e dever como cidadãos da República, para as atividades festivas de Ano-Novo, fotografou-se junto com eles e lhes concedeu o grande orgulho e a honra de serem representantes do ano de 2025, repleto de vitórias e glórias.

Participaram na ocasião os membros do Presidium do Bureau Político do Comitê Central do PTC e outros quadros do Partido e do Governo, juntamente com os inovadores do trabalho e os beneméritos.

O estimado camarada Kim Jong Un proferiu um discurso significativo.

Expressando sua emoção por se reunir com os inovadores do trabalho que representam o grande e querido povo e por abrir um novo caderno de notas de combate de 2026, despedindo-se do ano passado muito atarefado e bem-sucedido, enviou seus calorosos agradecimentos aos esforços e à abnegação patriótica dos presentes e de todo o povo pelos êxitos alcançados no ano em curso.

Disse que os inovadores do trabalho e beneméritos encarnam em si o caráter e o temperamento magníficos do coreano mais perseverante, mais diligente e mais inteligente do mundo, acrescentando que o local de hoje é glorioso graças àqueles dias em que, dando provas de fidelidade patriótica, vieram se esforçando para engrandecer ainda mais a pátria e impulsionar com maior vigor a marcha.

Destacou que são incontáveis no país os inovadores do trabalho e beneméritos como os presentes e que eles constituem, além do principal orgulho, a principal chave que torna mais sólidos o Partido, Estado e regime e garante que saiam sempre vitoriosos, afirmando que, graças à luta pela grande criação empreendida pelo grande povo sob a grande linha de luta, aproxima-se mais do grandioso ideal, fortalece-se mais e transforma-se mais rapidamente.

Apontou que o mais importante é ter multiplicado por cem a autoconfiança, algo que não se obtém facilmente por nenhum outro meio, e estendeu uma cordial saudação de Ano-Novo aos participantes do banquete e, por meio deles, a todos os habitantes de todas as regiões do Estado.

Desejou a todos os presentes boa saúde e que alcancem, no futuro, êxitos ainda mais orgulhosos e valiosos, e propôs um brinde, formulando votos pela harmonia, felicidade, alegria e riso de todas as famílias do país.

Todos os participantes tomaram a firme decisão de realizar méritos que fiquem gravados com o nome da época e a imagem da geração também no novo percurso de luta de 2026, que trará a maior glória e prosperidade ao grande Estado e ao povo.

Fotos

Estimado camarada Kim Jong Un envia mensagem de felicitações de Ano-Novo aos oficiais e soldados das unidades de operações no exterior

Aos oficiais e soldados das unidades de operação no exterior, por ocasião do Ano Novo,

Por ocasião do Ano-Novo

Meus queridos camaradas de armas — generais, oficiais e soldados — que estão passando o Ano-Novo nas áreas de operações no exterior!

Em nome do nosso Partido e do nosso Estado, reunindo os sentimentos do nosso povo, dos oficiais e soldados de todo o Exército e dos pais, esposas e filhos, envio saudações de Ano-Novo a todos os comandantes e combatentes das unidades de operações no exterior.

Mesmo neste momento em que todo o país está envolto no clima festivo do Ano-Novo, meus pensamentos se voltam ainda mais intensamente para vocês, que, em posições de combate em terras longínquas, acatam as ordens da pátria e enfrentam o inimigo com bravura.

Embora neste instante estejam longe da pátria, no coração do nosso Partido e do nosso povo, o primeiro lugar pertence sempre a vocês, os orgulhosos filhos da pátria.

O ano de 2025, que agora despedimos com grande orgulho e satisfação, brilha ainda mais graças à honra imortal que vocês defenderam com o próprio sangue e com a própria vida.

Todos vocês protegeram de forma heroica a dignidade e a honra da República Popular Democrática da Coreia.

Vocês demonstram plenamente com que determinação e com que espírito combativo devem ser cumpridas as ordens do Partido e da pátria; são justamente vocês a maior força, o pilar mais sólido e o orgulho incomparável do nosso Partido e do nosso Estado.

O ano de 2026, que em breve se inicia, surgirá mais uma vez como o ano da grande Coreia, juntamente com os feitos heroicos que vocês acumulam nos campos de batalha no exterior.

Sinto muita falta de todos vocês.

Espero poder, o quanto antes, reencontrar calorosamente todos os oficiais e soldados das unidades de operações no exterior.

A pátria-mãe espera ansiosamente por vocês.

Para mim, não há desejo maior do que ver todos vocês retornarem à pátria-mãe em segurança.

Peço, portanto, que compreendam este sentimento e dediquem atenção especial à segurança de cada um.

E sejam sempre corajosos.

Sejam corajosos pelo povo irmão da Rússia,

Pela coragem e pelas qualidades do nosso povo, pelo espírito e pela dignidade do povo coreano, pela honra imortal do nosso Estado,

Pela reputação invencível do nosso Exército.

Atrás de vocês estão Pyongyang e Moscou.

Graças à luta abnegada e dedicada de vocês, a amizade combativa e a fraternidade entre a RPDC e a Rússia, bem como a relação de aliança invencível, estão sendo ainda mais solidamente fortalecidas.

Oficiais e soldados de todas as unidades de operações no exterior,

Desejando, junto com todo o povo e com os pais, esposas e filhos de vocês, o dia em que todos cumprirão suas missões designadas e retornarão em segurança ao país, envio mais uma vez minhas felicitações de Ano-Novo e uma calorosa saudação combativa.

Kim Jong Un

31 de dezembro de 2025, Pyongyang

Estimado camarada Kim Jong Un envia mensagem de felicitação ao Presidente do Comitê Central Permanente da Associação Geral de Coreanos Residentes no Japão

Tóquio,

Camarada Ho Jong Man, presidente do Comitê Central Permanente da Associação Geral de Coreanos Residentes no Japão

Olhando para o Ano-Novo de 2026, envio calorosas felicitações e saudações fraternas ao camarada presidente Ho Jong Man, a todos os funcionários da Chongryon e aos compatriotas coreanos residentes no Japão.

No ano passado, a Chongryon, junto com o povo da pátria, celebrou solenemente o 80º aniversário da fundação do Partido do Trabalho da Coreia e o 80º aniversário da libertação da pátria; além disso, tendo como marco o 70º aniversário da fundação da Chongryon, gravou profundamente o elevado espírito patriótico e os méritos históricos da geração fundadora e alcançou um notável novo avanço na criação de uma história e tradição ainda mais grandiosas do movimento dos coreanos no Japão.

Expresso minha profunda gratidão e palavras de encorajamento aos funcionários da Chongryon e aos compatriotas coreanos no Japão que, em terra estrangeira, suportaram com firmeza inúmeras provações e dificuldades, deixando ao longo de todo o ano as marcas sagradas do amor à pátria e à nação.

O novo ano é um ano histórico em que se realizará o 9º Congresso do nosso Partido e, para a Chongryon, é um novo ano de transição e de transformação, no qual, na 26ª Conferência Geral, deverão ser apresentados objetivos e estratégias claros para um novo período de luta rumo ao 80º aniversário de sua fundação, dando passos vigorosos para a execução bem-sucedida das tarefas patrióticas do primeiro ano.

Estou firmemente convencido de que, também no novo ano, os funcionários da Chongryon e os compatriotas coreanos no Japão alcançarão avanços reais em todo o trabalho patriótico, incluindo a defesa de direitos e a formação da nova geração, inscrevendo com certeza uma história gloriosa que brilhará eternamente nos anais do movimento dos coreanos no Japão.

No promissor Ano-Novo, desejo que nossas queridas crianças e estudantes compatriotas cresçam cheios de vitalidade, alegria e retidão, e que a felicidade habite em todas as famílias dos funcionários da Chongryon e dos compatriotas.

Kim Jong Un,

Pyongyang, 1 de janeiro de 2026

Estimado camarada Kim Jong Un envia mensagem de felicitação ao Primeiro-Secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e Presidente da República de Cuba

Havava,

Camarada Miguel Mario Díaz-Canel Bermúdez, Primeiro-Secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e Presidente da República de Cuba,

Por ocasião do 67º aniversário da vitória da Revolução Cubana, envio-lhe, bem como ao Partido, ao Governo e ao povo de Cuba, felicitações, desejando êxitos na luta do povo cubano para defender a soberania do país e as conquistas da revolução.

Kim Jong Un, Secretário-Geral do Partido do Trabalho da Coreia e Presidente de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia

Chade no Anuário da RPDC (1991)


Chade

(República do Chade)

Área 1.284.000 km²

População 5,4 milhões (1988)

Capital Djamena (500 mil habitantes)

País sem litoral localizado na região central do continente africano. Um terço do território é deserto.

A temperatura média anual é de 30 °C, e a precipitação média anual é de 100 a 250 mm.

Política

Parlamento: dissolvido em dezembro de 1990

Presidente: Idriss Déby (desde dezembro de 1990)

Conselho Nacional (governo): formado em dezembro de 1990, primeiro-ministro Jean Alingué Bawoyeu (desde março de 1991)

Partidos e organizações sociais: presidente do Movimento Patriótico de Salvação, Idriss Déby

Em 11 de agosto de 1960, tornou-se independente dentro da Comunidade Francesa.

Desde a independência, conflitos e confrontos entre facções étnicas e religiosas continuaram por mais de 20 anos, resultando em guerra civil.

Em junho de 1982, Habré, de orientação anticomunista, expulsou Goukouni e, em outubro, assumiu a presidência, sendo reeleito em 1º de dezembro de 1989. Em 1990, a situação política interna tornou-se muito complexa devido à guerra civil.

O Movimento Patriótico de Salvação, liderado por Idriss Déby, ex-comandante do exército do Chade, atacou o país a partir do Sudão em 25 de março, ocupando Tina e Bahaï, a 20 km da fronteira.

Durante o ano, ocorreram vários combates entre as forças governamentais e o Movimento Patriótico de Salvação ao longo da fronteira entre o Sudão e o Chade.

Em novembro, o Movimento Patriótico de Salvação lançou uma ofensiva em grande escala na região de Iriba-Tina, ampliando seus êxitos, e no dia 30 ocupou a cidade de Abéché, no leste da capital Djamena.

Em 4 de dezembro, o Comitê Executivo do Movimento Patriótico de Salvação nomeou Déby como presidente, estabeleceu um Conselho Nacional Provisório para exercer as funções governamentais, dissolveu o parlamento, invalidou as eleições parlamentares realizadas em julho e aboliu o único partido legal, a União Nacional para a Independência e a Revolução.

O novo presidente Déby declarou que garantiria as liberdades de associação, expressão de opinião, sindicatos, imprensa e religião, a fim de construir um Chade baseado na democracia e no pluralismo.

O conflito entre o Chade e a Líbia em torno da região de Aouzou continua. O antigo governo de Habré acusou a Líbia e o Sudão de intervirem nos combates fronteiriços de 25 de março e, em 12 de maio, apreendeu dez veículos líbios e suas escoltas dentro do território sudanês. Em relação a isso, o governo líbio anunciou em 15 de maio um ultimato ao Chade.

Reuniões do Comitê Conjunto Chade–Líbia foram realizadas em maio e junho, mas não houve progresso.

Após Déby assumir o poder, a Líbia apoiou o novo governo do Chade, e o Chade libertou prisioneiros líbios e sudaneses.

O presidente Déby declarou que o Chade manteria, na política externa, os princípios do não alinhamento, da luta contra o neocolonialismo e da defesa da paz.

Economia e sociedade

85% da população dedica-se à agricultura, que representa 46,2% do produto interno bruto.

A base da agricultura é o cultivo do algodão, amplamente produzido no planalto interior e ao redor do Lago Chade. O algodão representa 20% da produção social total e 80% das exportações.

Na safra de 1987–1988, foram produzidas 121.300 toneladas de algodão, 501.000 toneladas de milheto e sorgo, 42.000 toneladas de arroz e 28.000 toneladas de milho. Em 1988, a produção total de grãos foi de 947.000 toneladas.

A pecuária também ocupa um lugar importante. Em 1988, havia 4,8 milhões de cabeças de gado bovino e 5,6 milhões de ovinos e caprinos.

A indústria inclui o processamento de produtos agropecuários, usinas termelétricas, refinarias de petróleo bruto, fábricas têxteis, curtumes e fábricas de processamento de carne.

Os principais recursos são tungstênio, urânio, cobre, ferro e zinco.

Não há ferrovias.

Os principais produtos de exportação são algodão, amendoim, animais de carga, carne e couro; os principais produtos de importação são alimentos, tecidos, bens de consumo diário, meios de transporte e máquinas.

Há cerca de 700 escolas primárias e cerca de 80 escolas secundárias.

A população é composta por árabes, hauçás, sara, maba e outros grupos. As línguas oficiais são o árabe e o francês.

50% da população segue religiões tradicionais tribais, 45% é muçulmana e o restante é cristã.

Relações com o nosso país

Em 8 de maio de 1969, foram estabelecidas relações diplomáticas em nível de embaixada com o nosso país.

Anuário da República Popular Democrática da Coreia de 1991 (página 400)

Emirados Árabes Unidos no Anuário da RPDC (1972)

Emirados Árabes Unidos

É composta por sete emirados localizados no Golfo Pérsico (Abu Dhabi, Dubai, Fujairah, Sharjah, Ajman, Umm al-Quwain, Ras al-Khaimah).

Área: 83.600 km²

População: cerca de 220 mil habitantes

Capital: Abu Dhabi

Presidente: Zayed bin Sultan Al Nahyan (desde dezembro de 1971)

Governo: Primeiro-ministro Maktoum bin Rashid Al Maktoum (desde dezembro de 1971), ministro das Relações Exteriores Ahmed Khalifa Al Suwaidi, ministro da Defesa Mohammed bin Rashid Al Maktoum

Política

Em 1892, os sete emirados tornaram-se um “protetorado” da Grã-Bretanha.

Os imperialistas britânicos impuseram acordos exclusivos que impediam cada emirado de manter relações com qualquer país que não fosse a Grã-Bretanha, mantendo assim o domínio colonial.

Em 1º de dezembro de 1971, seis emirados criaram a federação e, no dia 2, proclamaram a independência. Em fevereiro de 1972, o emirado de Ras al-Khaimah aderiu à federação.

Em 2 de dezembro de 1971, foi assinado um novo tratado com a Grã-Bretanha.

Em 6 de dezembro de 1971, ingressou como o 18º Estado-membro da Liga Árabe, e no dia 9 aderiu às Nações Unidas.

Economia e sociedade

De 10 a 15% da população é nômade.

Nas regiões desérticas cria-se muito camelo, e nas áreas costeiras a principal atividade é a coleta de pérolas.

Há grandes reservas de petróleo. Após a descoberta, em 1960, do campo petrolífero de Murban (a oeste da cidade de Abu Dhabi), imperialistas da Grã-Bretanha, Estados Unidos, França, Japão e outros países passaram a explorar e retirar o petróleo.

Em 1967, a produção de petróleo de Abu Dhabi era de 10,8 milhões de toneladas.

O porto de Dubai tornou-se um centro de comércio de entreposto.

Não há ferrovias.

A educação é realizada principalmente de forma autônoma pelas autoridades locais.

Anuário da República Popular Democrátida da Coreia de 1972 (página 435)

Bangladesh no Anuário da RPDC (1983)

Bangladesh

(República Popular de Bangladesh)

Área

143.998 km²

População

90 milhões de habitantes (março de 1981)

Capital

Daca (3,45 milhões de habitantes, 1981)

Cidade importante

Chittagong (1,39 milhão de habitantes)

Natureza e população

Situa-se no sul da Ásia, fazendo fronteira com a Birmânia e a Índia. Noventa por cento do território é constituído por planícies, e as bacias dos rios Ganges e Brahmaputra formam um fértil delta.

O clima é tropical de monções, dividido em estação chuvosa (abril a outubro) e estação seca (novembro a março). A temperatura média é de 28–29°C durante a estação chuvosa e de 16–18°C na estação seca. A precipitação média anual é de 2.300 mm.

A população é composta em 93% por bengalis.

A língua oficial é o bengali; também se utilizam o bihari e o hindi.

Política

Presidente

A. F. M. Ahsanuddin Chowdhury (empossado como o 9º presidente em 27 de março de 1982)

Conselho de Ministros

Após a proclamação da lei marcial em 24 de março de 1982, foi composto por 14 membros, incluindo os comandantes da Marinha e da Força Aérea e dois generais do Exército. Presidente do conselho: Hussain Muhammad Ershad (desde março de 1982).

Partidos políticos e organizações sociais

Partido Comunista (fundado em 1948 após separar-se do Partido Comunista da Índia), Partido Nacionalista, Liga Awami (partido pró-Índia), Partido da União Popular, Partido dos Trabalhadores, Partido Democrático, Partido Socialista Nacional, Frente Democrática Islâmica, Partido Awami Nacional, Frente Nacional, Frente Nacionalista da Juventude.

Em agosto de 1947, quando a Índia e o Paquistão se separaram e se tornaram independentes, Bengala Oriental (atual Bangladesh) foi incorporada ao Paquistão, tornando-se a província do Paquistão Oriental.

Em 26 de março de 1971, o Paquistão Oriental separou-se do Paquistão e declarou independência; em 17 de abril foi proclamada a República Popular de Bangladesh.

Em maio de 1981, o presidente Ziaur Rahman (empossado em abril de 1977) foi assassinado, e o vice-presidente Abdus Sattar venceu a eleição presidencial de 15 de novembro, assumindo o cargo em substituição.

Em 11 de fevereiro de 1992, o governo de Sattar, alegando extrema corrupção e incompetência nos escalões dirigentes, dissolveu o gabinete de 18 membros e formou um novo gabinete com o mesmo número. Em março, a renúncia do vice-presidente provocou uma nova crise governamental. Em 21 de março, o chefe do Estado-Maior do Exército, Ershad, proclamou a lei marcial, proibiu as atividades partidárias e suspendeu a Constituição.

Como comandante da lei marcial, Ershad declarou em 9 de maio que descentralizaria fundamentalmente a administração e nomearia uma comissão de reforma agrária para distribuir terras aos numerosos camponeses sem terra. Anunciou também uma política econômica em cinco pontos: crescimento econômico anual de 7%, estímulo ao investimento privado, contenção dos gastos governamentais, autossuficiência alimentar e rigoroso planejamento familiar. Em outubro, Ershad prorrogou por três anos seu mandato como chefe do Estado-Maior do Exército. Em 16 de dezembro, afirmou que, após o estabelecimento de uma democracia popular, os militares transfeririam o poder para um governo eleito.

Declarou ainda que implementaria uma nova forma de democracia popular a partir das zonas rurais e que, como primeira medida até o fim de 1983, seriam realizadas eleições para escolher os presidentes dos novos distritos rurais autônomos a serem criados. Em 27 de dezembro, Ershad anunciou que elaboraria uma nova Constituição baseada no Islã e nos princípios do Alcorão.

Em novembro, reconheceu o Governo de União Nacional do Camboja. Em maio, rompeu relações diplomáticas, culturais e econômicas com o Zaire em protesto contra a decisão desse país de restabelecer relações diplomáticas com Israel. Em 1982, Bangladesh firmou um acordo cultural com o Japão (fevereiro), um acordo de delimitação da fronteira comum com a Birmânia (fevereiro), um acordo comercial com a Birmânia (março) e um acordo comercial com o Quênia (setembro).

Em outubro, Ershad visitou a Índia, onde foram assinados um memorando de entendimento sobre a partilha das águas do rio Ganges (prevendo a resolução definitiva do conflito em até dois anos), um acordo para a criação de uma comissão econômica conjunta e um acordo pelo qual a Índia concedeu permanentemente a Bangladesh um corredor para ligar enclaves de Bangladesh cercados pelo território indiano na região nordeste da Índia.

Do final de novembro ao início de dezembro, Ershad visitou a China, assinando um acordo para obtenção de empréstimos chineses e decidindo criar uma comissão econômica conjunta entre os dois países.

Economia, cultura e sociedade

Em 1980–1981, a agricultura representou 19,4% do produto interno bruto.

Juta, arroz e chá são os principais produtos agrícolas, mas a produtividade é baixa. Em 1980–1981, a produção de alimentos atingiu 14,996 milhões de toneladas, o nível mais alto até então, mas em 1981–1982 caiu para 14 milhões de toneladas.

A produção de juta, que colocava o país em primeiro lugar mundial, caiu de 1,082 milhão de toneladas para 896 mil toneladas em 1980–1981.

Em 1980–1981, foram produzidos 3,881 milhões de toneladas de arroz, 218 mil toneladas de trigo, 999 mil toneladas de batata, 6,599 milhões de toneladas de cana-de-açúcar e 39.700 toneladas de chá.

A indústria respondeu por 10,2% do produto interno bruto.

Na indústria, a principal atividade é o processamento de juta, com mais de 80 fábricas do setor. Entre os recursos naturais confirmados encontram-se 900 bilhões de pés cúbicos de gás natural e calcário.

Em 1980–1981, foram produzidos 589.900 toneladas de produtos de juta, 64.100 toneladas de papel, 344.800 toneladas de cimento, 1,208 milhão de toneladas de derivados de petróleo, 139.300 toneladas de aço e 2,662 bilhões de quilowatts-hora de energia elétrica.

Após a proclamação da lei marcial em março de 1982, o governo passou a dar prioridade à economia privada, implementando uma nova política industrial que devolveu empresas nacionalizadas a proprietários privados. Até o início de dezembro, cerca de 33 fábricas de juta e 45 fábricas têxteis haviam sido devolvidas.

No setor de transportes, o transporte fluvial é predominante, respondendo por 70% do volume total transportado.

A rede de canais soma 8.430 km. Os principais portos são Chittagong e Chalna. A extensão total das ferrovias é de 2.883 km.

Os principais produtos de exportação são a juta e seus derivados (70% do total das exportações), chá, couro e peixe. As principais importações são máquinas e equipamentos, alimentos, algodão, fertilizantes e cimento. No exercício fiscal de 1981–1982, devido a secas e inundações, bem como à recessão econômica mundial, a economia sofreu forte impacto, e a taxa de crescimento econômico ficou abaixo de 1%. A inflação média foi de 16%, e a moeda taka foi desvalorizada nove vezes.

Em 30 de junho de 1982, a dívida externa totalizava 4,6 bilhões de dólares.

Há seis universidades, incluindo as de Daca e Chittagong, com um total de 32 mil estudantes.

Oitenta por cento da população professa o islamismo.

Imprensa e comunicações

Agência de notícias: BSS (estatal)

Jornais: Bangladesh Times (órgão governamental), Ekota (órgão do Partido Comunista), Ittefaq, Bangladesh Observer

Radiodifusão: Rádio Bangladesh, Televisão de Bangladesh

Relações com o nosso país

Em 9 de dezembro de 1973, estabeleceu relações diplomáticas em nível de embaixada com o nosso país.

Em fevereiro de 1974 foi firmado um acordo comercial; em outubro de 1976, um acordo cultural; em novembro de 1978, um acordo de cooperação econômica e técnica. Em dezembro de 1981, foi assinado um acordo para a criação de uma comissão conjunta de cooperação agrícola.

Em 6 de março de 1977 foi fundada a Associação de Amizade Bangladesh–Coreia, e em 8 de março foi criado o Comitê de Solidariedade Bengali em Apoio à Reunificação da Coreia.

Em 1982, foram publicados em volume único os clássicos imortais do grande Líder camarada Kim Il Sung, “Que os jovens se tornem herdeiros confiáveis da causa revolucionária do Juche” e “Sobre os três princípios da reunificação da pátria”.

Também foi publicada a coletânea de poemas “O sol que se eleva alto no Oriente”.

Por ocasião do 70º aniversário do nascimento do grande Líder camarada Kim Il Sung, realizaram-se atos comemorativos organizados pelo Comitê Central da Sociedade de Estudos Juche e seus subcomitês.

Nesse mesmo ano, foram amplamente realizadas diversas atividades de solidariedade em apoio à luta do povo coreano pela reunificação da pátria.

Em apoio à declaração de 26 de janeiro do presidente do Comitê para a Reunificação Pacífica da Pátria, 16 partidos e organizações sociais divulgaram uma declaração conjunta, enquanto o presidente da Associação de Amizade Bangladesh–Coreia e o presidente do Comitê de Solidariedade Bengali em Apoio à Reunificação da Coreia divulgaram declarações separadas.

Por ocasião do mês de luta conjunta anti-EUA, em 20 de julho, 20 partidos e organizações sociais publicaram uma declaração conjunta.

Em apoio ao memorando governamental de 7 de setembro, divulgado por ocasião do 37º aniversário da ocupação do sul da Coreia pelos EUA, 25 partidos e organizações sociais emitiram uma declaração conjunta; o Partido dos Trabalhadores, a Associação de Amizade Bangladesh–Coreia e o Comitê de Solidariedade Bengali em Apoio à Reunificação da Coreia também divulgaram declarações próprias.

Para celebrar os 70 anos do grande Líder camarada Kim Il Sung, visitaram o nosso país uma delegação governamental de Bangladesh, representantes do Partido Nacionalista, do Partido Democrático, do Partido da União Popular, do Partido dos Trabalhadores, da Sociedade de Estudos Juche e o diretor da editora Haqqani.

Em fevereiro, uma delegação da Sociedade de Estudos Juche visitou o nosso país.

Nesse mesmo ano, uma delegação do Partido do Trabalho da Coreia (29 de janeiro a 2 de fevereiro) visitou Bangladesh.

Anuário da República Popular Democrática da Coreia de 1983 (páginas 484, 485 e 486)

Trindade e Tobago no Anuário da RPDC (1991)


Trindade e Tobago

(República de Trindade e Tobago)

Área

5.128 km²

População

1,24 milhão de habitantes (1988)

Capital

Porto da Espanha (850 mil habitantes, incluindo a população suburbana)

Localiza-se ao sul das Pequenas Antilhas, no mar do Caribe. Possui clima tropical.

Parlamento bicameral, mandato de 5 anos para ambas as câmaras: Senado com 81 cadeiras, sistema de nomeação; Câmara dos Representantes com 36 cadeiras; eleições em dezembro de 1986.

Presidente: mandato de 5 anos, Noor Hassanali (desde fevereiro de 1987).

Governo reorganizado em 1º de março de 1989, primeiro-ministro A. N. R. Robinson (desde dezembro de 1986).

Partidos políticos e organizações sociais: Aliança Nacional para a Reconstrução, Movimento Nacional do Povo, Partido Trabalhista Democrático, Partido Liberal, Partido Democrático Popular, Partido Social-Democrata, Congresso do Trabalho.

Em 1802 tornou-se colônia britânica, obteve autonomia em 1961 e declarou independência em 31 de agosto de 1962.

Em 1º de agosto de 1976 proclamou-se república.

Nas eleições presidenciais de fevereiro de 1987, Noor Hassanali foi eleito e tomou posse.

Na política externa, mantém relações tradicionais com a Grã-Bretanha e os Estados Unidos.

A base da economia é a indústria petrolífera e o turismo. A indústria petrolífera representa 22,7% do produto interno bruto e 80% das exportações. Possui o lago natural de asfalto Pitch Lake, sendo famosa pela produção de piche. O principal produto agrícola é a cana-de-açúcar.

A receita anual do turismo é de 475 milhões de dólares de Trindade e Tobago.

A população é composta por negros, indianos e mestiços, e a língua utilizada é o inglês.

Anuário da República Popular Democrática da Coreia de 1991 (página 455)

Brasil no Anuário da RPDC (2017)

Brasil

(República Federativa do Brasil)

Área: 8.514.876 km²

População: 206 milhões de habitantes (julho de 2016)

Capital: Brasília, 2.852.000 habitantes (2014)

É o quinto maior país do mundo, localizado no centro-leste do continente sul-americano. O norte possui clima tropical, os planaltos e a zona costeira são subtropicais, e o sul é temperado. A precipitação média anual é de 1.000 a 1.500 mm.

Congresso Nacional (Parlamento) bicameral: Senado com mandato de 8 anos, 81 cadeiras; Câmara dos Deputados com mandato de 4 anos, 513 cadeiras; eleições realizadas em outubro de 2014.

Presidente: mandato de 4 anos, Michel Miguel Elias Temer Lulia (desde agosto de 2016).

Governo constituído em agosto de 2016, sendo o presidente o chefe do governo.

Partidos políticos: Movimento Democrático Brasileiro, Partido dos Trabalhadores do Brasil, Partido da Social-Democracia Brasileira, Democratas, Partido Progressista, Partido Republicano, Partido Democrático Trabalhista, Partido Socialista Brasileiro, Partido Comunista do Brasil, Partido Social Democrata, Partido Verde, Partido Pátria Livre do Brasil.

No século XVI tornou-se colônia de Portugal e, em 7 de setembro de 1822, conquistou a independência, estabelecendo o Império do Brasil.

Em 15 de novembro de 1889 aboliu a monarquia e proclamou a República; em 24 de fevereiro de 1891 o nome do país foi alterado para Estados Unidos do Brasil, e em outubro de 1969 para República Federativa do Brasil.

Nas eleições presidenciais realizadas em outubro de 2010, a candidata do Partido dos Trabalhadores, Dilma Vana Rousseff, foi eleita e tomou posse em janeiro de 2011 como a primeira presidente mulher do país, sendo reeleita em outubro de 2014.

Em agosto de 2016, com a aprovação pelo Congresso do impeachment de Dilma Vana Rousseff por acusações de violação da lei de responsabilidade fiscal, o então vice-presidente Michel Miguel Elias Temer Lulia assumiu a presidência, conforme a Constituição.

Internamente, o país promove políticas voltadas à erradicação da pobreza, ao desenvolvimento econômico e a programas de bem-estar social, buscando manter a estabilidade econômica nacional.

Externamente, mantém relações estreitas com os países da América Central e do Sul, opõe-se aos projetos de unipolarização dos Estados Unidos e defende os interesses dos países em desenvolvimento, visando à construção de uma ordem econômica internacional equitativa.

Os principais recursos são minério de ferro, manganês, bauxita, estanho, ouro, urânio, petróleo, florestas e energia hidrelétrica. Em especial, as reservas de minério de ferro correspondem a 23% das reservas mundiais, ocupando o primeiro lugar no mundo. As reservas de urânio são estimadas em cerca de 1,3 milhão de toneladas (final de 2010).

Está sendo acelerado o desenvolvimento de novos campos petrolíferos submarinos.

Planeja-se elevar a produção diária de petróleo bruto para 3,7 milhões de barris até 2020.

As principais indústrias são siderurgia, automobilística, construção naval e indústria militar.

A economia ocupa o primeiro lugar na região da América Latina.

Os principais produtos agrícolas são café, cana-de-açúcar, cacau, soja, laranja, mandioca e sisal. O café ocupa o primeiro lugar mundial em produção e exportação; a soja é a segunda em produção e a primeira em exportação.

As terras agrícolas somam 58 milhões de hectares, com vasta área de pastagens, e as planícies representam um terço da área total do país. Cria-se grande quantidade de bovinos, suínos, ovinos, equinos e aves.

A produção agropecuária responde por 27% do produto interno bruto.

O país ocupa posição de destaque mundial no cultivo da cana-de-açúcar e na tecnologia de extração de etanol.

Adota como estratégia de desenvolvimento a diversificação das fontes de energia renovável, empenhando-se no desenvolvimento de biocombustíveis.

Também dedica esforços ao desenvolvimento da pesca. A produção anual de pescado é de cerca de 1,05 milhão de toneladas.

Os principais produtos de exportação são automóveis, armamentos, produtos siderúrgicos, minério de ferro, manganês, café, soja, cacau e açúcar; os principais produtos de importação são petróleo e seus derivados, máquinas e equipamentos, carvão, equipamentos elétricos, produtos químicos e alimentos.

Os produtos agrícolas e seus derivados representam 25% do total das exportações. As exportações de produtos primários, como minério de ferro e carne de frango, assim como de produtos industriais, vêm aumentando.

É um exportador mundial de açúcar refinado e álcool etílico.

Em 2016, o número de turistas alcançou 6,6 milhões.

A população é composta por 61,7% de brancos, 26,5% de mestiços, 11% de negros e 0,8% de asiáticos; os povos indígenas somam cerca de 220 mil pessoas.

Está em vigor o sistema de ensino obrigatório dos 7 aos 14 anos.

Em agosto de 2016, foram realizados no Rio de Janeiro os 31º Jogos Olímpicos.

A língua oficial é o português.

74% da população professa o catolicismo e 15% o protestantismo.

Jornais: O Globo, Folha de São Paulo, Estado de São Paulo

Agência de notícias: Agência Nacional

Radiodifusão: Rádio Cultura do Brasil, Rede de Televisão Nacional do Brasil

Em 9 de março do Juche 90 (2001), estabeleceu relações diplomáticas em nível de embaixada com o nosso país.

Anuário da República Popular Democrática da Coreia de 2017 (páginas 908 e 909)

Suriname no Anuário da RPDC (1991)


Suriname

(República do Suriname)

Área: 163.265 km²

População: 400 mil habitantes (1988)

Capital: Paramaribo (200 mil habitantes)

Localiza-se no nordeste do continente sul-americano. Do norte para o sul, o relevo eleva-se gradualmente. Há uma estreita faixa costeira e, avançando para o interior ao sul, sucedem-se as savanas, seguidas pelo planalto central, que ocupa a maior parte do território e se estende amplamente. No planalto central e nas regiões montanhosas do sul, densas florestas tropicais primitivas se desenvolvem.

O clima é tropical, quente e muito úmido. A precipitação média anual é de 2.200 mm.

Política

Parlamento unicameral, mandato de 5 anos, 51 cadeiras, eleição em 25 de novembro de 1987.

Presidente: mandato de 5 anos, Johan Kraag (desde dezembro de 1990).

Governo constituído em janeiro de 1990.

Partidos políticos e organizações sociais: Partido da Reforma Progressista, Partido Nacional, Partido dos Agricultores Javaneses, Partido Democrático Nacional, Partido Católico, Partido Hindu, Partido Popular Revolucionário, Congresso Nacional da Juventude, Aliança Progressista dos Trabalhadores e Camponeses.

Em 1613 tornou-se colônia britânica e, em 1667, pelo Tratado de Breda entre a Grã-Bretanha e a Holanda, passou a ser colônia holandesa. A partir de 1816 foi chamada Guiana Holandesa e, em 1948, o nome do país foi alterado para Suriname.

Em 1954 conquistou a autonomia, e em 19 de novembro de 1975 adotou uma nova Constituição, proclamando a independência no dia 25. Em setembro de 1987, uma nova Constituição foi aprovada por referendo popular, e, de acordo com ela, as eleições parlamentares realizaram-se em 25 de novembro. Nessas eleições, venceu a Frente Unida para o Desenvolvimento Democrático, enquanto o Partido Nacional foi derrotado.

O novo Parlamento elegeu, em janeiro de 1988, Ramsewak Shankar como o primeiro presidente civil após o golpe.

Em março, Shankar declarou no Parlamento que a principal tarefa do governo era a paz interna e apresentou uma política de diálogo com as forças armadas antigovernamentais.

Em agosto de 1989, o Parlamento aprovou o acordo de paz de 21 de julho, assinado entre o governo e as forças antigovernamentais, com o objetivo de pôr fim a três anos de rebelião.

Em 25 de dezembro de 1990, um golpe militar levou Johan Kraag à presidência.

Na política externa, com base nos princípios de independência, amizade e não alinhamento em blocos, desenvolve relações com diversos países.

Economia e sociedade

A base da economia é a produção de bauxita, petróleo e alumínio, que responde por 80% das exportações.

Anualmente são produzidos cerca de 3,7 milhões de toneladas de bauxita, 1 milhão de toneladas de petróleo bruto, 1,45 milhão de toneladas de derivados de petróleo e 210 mil toneladas de alumínio.

Dos 59 mil hectares de terras cultiváveis, 20 mil hectares são pastagens. A produção anual é de cerca de 300 mil toneladas de arroz, 40 mil toneladas de banana e 10 mil toneladas de frutas cítricas.

A extensão das ferrovias é de 166 quilômetros e a das rodovias é de 8.800 quilômetros.

Os principais produtos de exportação são derivados de petróleo, alumínio, bauxita, madeira processada, madeira e camarão, enquanto os principais produtos de importação são matérias-primas e semielaborados, combustíveis, materiais de revestimento, equipamentos e alimentos.

A educação obrigatória e gratuita vai dos 6 aos 12 anos.

A população é composta por 35% de origem indiana, 32% de crioulos, 15% de origem indonésia e 10% de negros. A língua oficial é o neerlandês. As religiões incluem o cristianismo e o islamismo, entre outras.

Relações com o nosso país

Em 11 de outubro de 1982, estabeleceu relações diplomáticas em nível de embaixada com o nosso país.

Em outubro de 1990, o presidente do Comitê Surinamense de Amizade e Solidariedade com o Povo Coreano visitou o nosso país.

Anuário da República Popular Democrática da Coreia de 1991 (páginas 445 e 446)

Equador no Anuário da RPDC (2001)


Equador

(República do Equador)

Área: 283.561 km²

População: 12,56 milhões de habitantes (1999)

Capital: Quito (1,7 milhão de habitantes, 1995)

Localiza-se no noroeste do continente sul-americano. A linha do Equador atravessa a região norte do país, razão pela qual o país é chamado de Equador.

O clima, excetuando-se a região oriental, é relativamente ameno devido à influência da corrente fria. Em Guayaquil, a temperatura média anual é de 26 °C em janeiro e 24 °C em julho, e a precipitação média anual é de 980 mm.

Congresso unicameral, mandato de 4 anos, 121 cadeiras (20 deputados nacionais e 101 deputados regionais), eleições em maio de 1998.

Presidente: mandato de 4 anos, Gustavo Noboa (empossado em janeiro de 2000).

Governo: formado em janeiro de 2000, com o presidente como chefe de governo.

Partidos e organizações sociais: Partido Popular Democrático, Partido Roldosista, Partido Social-Cristão.

Fez parte do Império Inca.

Foi ocupado pela Espanha em 1532 e conquistou a independência em 1822. Nas eleições parlamentares e presidenciais de maio de 1998, o Partido Popular Democrático tornou-se a principal força, e seu candidato, Mahuad, foi eleito presidente em julho.

Em janeiro de 2000, o presidente Mahuad renunciou, assumindo a responsabilidade pela crise econômica, e Gustavo Noboa tomou posse como presidente no dia 26.

Em seu discurso de posse, o presidente apelou a todo o povo para que, superando diferenças de pensamento, posição e etnia, alcançasse a unidade nacional.

Na política externa, mantém estreita cooperação com os Estados Unidos e com países da América Central e da América do Sul.

A base da economia é a agricultura e a indústria extrativa.

Cerca de 10% da população trabalha na agricultura, sendo café, banana e cacau as três principais culturas. As exportações de banana representam um terço das exportações mundiais desse produto.

Os principais recursos são petróleo, ouro, prata, cobre e gás natural. As reservas de petróleo são de 1,5 bilhão de barris, com produção diária de cerca de 400 mil barris.

A pesca também ocupa um lugar importante.

Os principais produtos de exportação são petróleo, banana, camarão, cacau e café; os principais produtos de importação são matérias-primas industriais, produtos semiacabados, máquinas e equipamentos e veículos.

A educação é obrigatória dos 6 aos 14 anos.

A população é composta por 55% de mestiços, 25% de indígenas, 10% de brancos e 10% de negros.

A língua oficial é o espanhol.

Cerca de 80% da população professa o catolicismo.

Jornal: El Comercio

Agência de notícias: Equador News

Radiodifusão: Rádio Equador, Televisão do Equador

Anuário da República Popular Democrática da Coreia de 2001 (páginas 489 e 490)

Paraguai no Anuário da RPDC (1990)


Paraguai

(República do Paraguai)

Área: 406.752 km²

População: 3,92 milhões de habitantes (1987)

Capital: Assunção (600 mil habitantes). Situa-se no centro do continente sul-americano.

Dois terços da região oriental pertencem à zona temperada, mas apresentam clima próximo ao subtropical; a região ocidental pertence à zona tropical.

A precipitação média anual é de 2.000 mm na região oriental e de 800 mm na região ocidental.

Política

Congresso Nacional bicameral, mandatos de 4 anos cada; Senado com 72 cadeiras, Câmara dos Deputados com 180 cadeiras; eleições realizadas em maio de 1989.

Presidente: Andrés Rodríguez (desde maio de 1989).

Governo: formado em maio de 1989; o presidente é o chefe de governo.

Partidos e organizações sociais: Partido Colorado (Associação Republicana Nacional), Partido Liberal Radical, Partido Liberal, Partido Comunista fundado em fevereiro de 1928, secretário-geral Ananías Maidana, Partido Social-Democrata, Confederação dos Trabalhadores.

Em 14 de maio de 1811, libertou-se do domínio colonial espanhol e, em 1844, proclamou a república. Em 1954, Stroessner, então comandante militar, tomou o poder por meio de um golpe militar.

Sob a ditadura de Stroessner, que ocupou a presidência por 35 anos consecutivos, cerca de 1,5 milhão de pessoas exilaram-se no exterior e 150 mil foram presas; o Paraguai transformou-se em centro de contrabando e tráfico de drogas, além de refúgio de antigos criminosos de guerra nazistas alemães, elementos fascistas italianos e bandos criminosos.

Em 3 de fevereiro de 1989, o general Andrés Rodríguez realizou um golpe militar, derrubou Stroessner e assumiu o poder.

Nas eleições gerais realizadas em 1º de maio, Rodríguez obteve 80% dos votos e tomou posse como presidente no dia 15. Após assumir o cargo, comprometeu-se a defender a liberdade sob um regime republicano democrático e vem adotando uma série de medidas democráticas, como a garantia da liberdade de manifestação e a reedição de jornais e publicações políticas fechados durante o período da ditadura.

Em dezembro, membros do Partido Comunista do Paraguai realizaram na capital uma grande manifestação em homenagem às vítimas do período ditatorial, e o secretário-geral do partido, Maidana, retornou ao país após dez anos de exílio.

Economia, cultura e sociedade

Mais de 50% da população economicamente ativa trabalha nos setores agrícola e pecuário.

A área cultivada representa apenas 3% do território, dos quais mais de 30% são pastagens.

A soja e o algodão correspondem a dois terços do valor total das exportações.

A produção anual é de 500 mil toneladas de milho, cerca de 600 mil toneladas de soja, 250 mil toneladas de algodão e cerca de 80 mil toneladas de arroz.

Produzem-se ainda cerca de 150 mil toneladas de carne e 70 mil toneladas de açúcar.

Na indústria, os setores de processamento de alimentos, madeira, têxtil e vestuário, isto é, a indústria leve, ocupam posição importante.

Os principais produtos de exportação são soja, algodão, óleos vegetais, carne e seus derivados, café e açúcar; os principais produtos de importação são máquinas e equipamentos, meios de transporte, alimentos e petróleo. Em 1987, a dívida externa era de 1,85 bilhão de dólares.

A educação é obrigatória dos 7 aos 14 anos.

A população é composta em 96% por indígenas guaranis e descendentes de espanhóis.

A língua oficial é o espanhol, e o guarani também é utilizado como língua nacional. Cerca de 90% da população professa o cristianismo.

Anuário da República Popular Democrática da Coreia de 1990 (páginas 396 e 397)

Bolívia no Anuário da RPDC (1982)


Bolívia

(República da Bolívia)

Área: 1.098.581 km²

População: 5,7 milhões de habitantes (1980)

Capital: Sucre (capital legal, população 90 mil), La Paz (sede do governo, população 700 mil)

Natureza e população

País sem litoral situado no centro da América do Sul, fazendo fronteira com o Brasil, Chile, Argentina e Paraguai.

É composto pelo planalto montanhoso do oeste (30%), pelas planícies orientais (55%) e pelas terras baixas centrais (15%).

Na região dos Andes, no oeste, há vulcões com altitude de até 6.000 m.

O leste tem clima tropical e o centro, clima subtropical.

A precipitação anual é de 1.300 a 1.600 mm no norte e de 800 mm no sul.

A população é composta por 50% de indígenas, 40% de mestiços e 10% de brancos.

A língua oficial é o espanhol.

Política

A Junta Militar, formada em julho de 1980 pelos comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, exerce o poder administrativo e judicial, nomeando ou destituindo o presidente.

Presidente: chefe de Estado e de governo, presidente Celso Torrelio Villa (desde 4 de setembro de 1981).

Governo: formado em 7 de setembro de 1981 por 10 militares e 8 civis.

Partidos e organizações sociais: Partido Comunista, fundado em 17 de janeiro de 1950 pela unificação de grupos marxistas então dispersos, ilegalizado desde 1967; realizou o 4º congresso em abril de 1979; primeiro-secretário Jorge Kolle Cueto; Movimento Nacionalista Revolucionário de Esquerda; Movimento Revolucionário de Esquerda; Partido Social-Democrata; Partido Democrata-Cristão; Central Operária.

Foi colônia da Espanha desde 1532 e conquistou a independência em 6 de agosto de 1825.

Após a independência, perdeu vastos territórios na Guerra do Pacífico (1879–1883) e na Guerra do Chaco (1932–1935), tornando-se um país sem saída para o mar.

Após a independência, devido à interferência do imperialismo estadunidense e às disputas de poder entre as forças reacionárias dominantes, ocorreram cerca de 190 mudanças de governo.

Gueiler, presidente do Senado que assumiu interinamente a presidência em 16 de novembro de 1979, realizou eleições presidenciais em 29 de junho de 1980 com vistas à transferência do poder aos civis.

Temendo a vitória de um candidato da esquerda nas eleições, os militares deram um golpe em 17 de julho, tomaram o poder, dissolveram o parlamento e elegeram Luis García Meza como presidente. Em 9 de outubro, formaram um conselho consultivo legislativo de 22 membros (12 militares e 10 civis) para redigir uma nova constituição e novas leis eleitorais.

Sob pressão da Junta Militar, García Meza renunciou ao cargo de comandante das Forças Armadas que acumulava em 26 de maio de 1981 e, em 4 de agosto, deixou a presidência.

Waldo Bernal Pereira, da Junta Militar que assumiu o poder de García Meza, formou um novo governo em 11 de agosto.

Em 4 de setembro, a Junta Militar nomeou como presidente Celso Torrelio Villa, comandante-geral das Forças Armadas e membro da Junta.

Em 7 de setembro, o presidente Celso Torrelio Villa formou um novo governo composto por 10 militares e 8 civis.

O presidente Villa ordenou aos membros do novo governo que eliminassem as bases do tráfico de drogas existentes na Bolívia e prometeu, em até três anos, a possibilidade de retorno à “democracia nacional”.

Os Estados Unidos romperam relações diplomáticas com a Bolívia em julho de 1980, sob o pretexto de que a Junta Militar boliviana participava do tráfico de drogas.

No início de fevereiro de 1981, o ex-presidente García Meza solicitou ao presidente Reagan a restauração das relações diplomáticas entre os dois países.

O ex-presidente Banzer, que chegou ao poder em 1971, foi colocado em prisão domiciliar em abril de 1981 sob a acusação de envolvimento em tentativas de golpe, e em junho foi preso o líder sindical Genaro Flores, acusado de conspiração para derrubar o regime militar.

Em abril de 1981, o primeiro-secretário do Partido Comunista, Jorge Kolle Cueto, foi preso e, no início de maio, libertado e expulso do país.

Em 2 de maio, um grupo ocupou uma refinaria de petróleo estadunidense na Bolívia e manteve dezenas de pessoas como reféns, ameaçando explodir a refinaria caso o presidente não renunciasse.

O povo boliviano luta contra o governo militar minoritário.

Em 12 de novembro de 1981, a greve dos mineiros da mina de estanho de Uyuni se expandiu para os mineiros dos departamentos de Oruro e Potosí. Cerca de 10 mil mineiros realizaram uma greve de vários dias exigindo a melhoria das condições de vida e de trabalho e a restauração dos direitos sindicais.

Partidos políticos, organizações sociais e organismos internacionais de diversos países condenaram os massacres cometidos pelos militares e expressaram solidariedade à luta do povo boliviano.

As relações diplomáticas com o Equador, suspensas em 1980, foram normalizadas em novembro de 1981.

Em agosto de 1981, uma delegação da República da Bolívia participou, em nosso país, da conferência sobre alimentação e agricultura e de outros debates de países em desenvolvimento.

Economia, sociedade e cultura

A indústria extrativa ocupa um lugar importante na economia, respondendo por 90% das exportações. Em especial, o país figura entre os oito maiores produtores mundiais de estanho.

Há também abundantes recursos de petróleo, gás natural, antimônio, tungstênio, chumbo, zinco e cobre.

Em 1980, a produção de estanho foi de 27.300 toneladas, representando cerca de 70% da receita de exportação desse ano.

No primeiro semestre de 1980, as exportações de estanho totalizaram 10 mil toneladas.

Em 1980, foram produzidas 17.200 toneladas de chumbo, 50 mil toneladas de zinco e 1.900 toneladas de cobre.

Em 1976, foram descobertas reservas de petróleo no sul (150 milhões de barris). A produção diária média é de 35 mil barris.

A indústria de transformação inclui principalmente o processamento de alimentos e a indústria têxtil. Existem ainda fábricas de açúcar, moagem de grãos, calçados, cimento e refino de petróleo.

Em 1979, a produção dos principais produtos agrícolas foi: milho 381 mil toneladas, trigo 56 mil toneladas, cana-de-açúcar 3,2 milhões de toneladas, batata 800 mil toneladas, algodão 14 mil toneladas, banana 245 mil toneladas e café 30 mil toneladas.

A produção de borracha natural é a segunda maior da América Latina, depois do Brasil.

Os principais produtos de exportação são minerais, sobretudo o estanho. As importações incluem equipamentos de mineração, diversos tipos de máquinas, meios de transporte, alimentos, produtos alimentícios, produtos siderúrgicos, tecidos e bens de consumo duráveis.

Em agosto de 1979, a dívida externa era de 8 bilhões de dólares, e em 1980 a taxa anual de inflação foi de 45%.

Devido à escassez de alimentos, 70% da população sofre de desnutrição.

Cerca de 60% da população é analfabeta.

A maioria da população professa o catolicismo.

Imprensa: jornais Unidade (órgão do Partido Comunista), Presencia (católico), El Diario (independente), Ultima Hora (independente).

Rádio e televisão: Rádio Bolívia, Televisão Boliviana.

Anuário da República Popular Democrática da Coreia de 1982 (páginas 537, 538 e 539)

Os grandes líderes e o desenvolvimento do Zoológico Central

Ao longo de mais de seis décadas de história, o Zoológico Central está associado à sábia liderança do grande Líder camarada Kim Il Sung, do Presidente do Comitê de Defesa Nacional camarada Kim Jong Il e do estimado camarada Kim Jong Un, bem como ao seu amoroso cuidado pelo povo.

O Zoológico Central foi estabelecido em 30 de abril de 1959 por iniciativa pessoal e sob a sábia liderança de Kim Il Sung.

Nos anos da revolução antijaponesa, ele amadureceu um plano de longo alcance para construir um zoológico na Coreia libertada. Apesar de ocupado com os assuntos de Estado, percorreu várias vezes o monte Taesong após a libertação nacional e durante e depois da Guerra de Libertação da Pátria para escolher o local do zoológico, além de definir o objetivo, o significado de sua construção e os métodos para o projeto.

Ressaltando a necessidade de construir o zoológico não apenas como um local de recreação ou um meio de obter dinheiro, mas como um espaço para transmitir conhecimentos sobre os animais e educar o povo no espírito de amor à pátria e à natureza, enviou ao zoológico um elefante “Herói” que lhe fora presenteado pelo presidente Ho Chi Minh do Vietnã, bem como outros animais enviados por numerosos chefes de Estado, figuras proeminentes dos círculos políticos e públicos, zoologistas e coreanos no exterior.

Sempre que visitava o zoológico, informava-se detalhadamente sobre a criação dos animais recebidos como presentes e de outros animais, bem como sobre suas atividades de operação e serviço, tomando medidas para resolver todos os problemas surgidos em sua gestão, desde a criação dos animais-presente, tesouros do país, até o fornecimento de ração.

Ele visitou o zoológico 20 vezes e deu mais de 100 instruções preciosas ao longo de sua grande vida desde 1959.

Sob sua sábia liderança, o Zoológico Central foi transformado em um local de recreação para o povo, em um espaço que ajuda os escolares a ampliar os horizontes de seus conhecimentos sobre os animais e em um centro de pesquisa zoológica.

O camarada Kim Jong Il visitou o zoológico em construção em 3 de setembro de 1961. Prestou orientação no local por 31 vezes e deu centenas de instruções preciosas até os últimos dias de sua vida, transformando-o assim em um zoológico de nível mundial.

Ele tomou conhecimento dos problemas surgidos em sua gestão e adotou medidas para resolvê-los. Garantiu o estabelecimento de um sistema nacional de fornecimento de ração, o envio de instalações modernas para a criação de animais e o emprego de um avião especial para o transporte dos animais. Também enviou ao zoológico seu cavalo branco favorito e muitos animais recebidos como presentes, ensinando como criá-los. Iniciou a sua renovação para atender às crescentes demandas culturais e emocionais do povo e conduziu sabiamente os esforços do projeto.

Durante sua visita ao zoológico renovado em 1º de dezembro de 2008, expressou grande satisfação com a profunda transformação ocorrida. Destacando a necessidade de colocar a criação de animais sobre bases científicas e estabelecer um rigoroso sistema preventivo veterinário, tomou a medida de construir um moderno hospital veterinário.

Ele visitou o Zoológico Central duas vezes em 2011, o último ano de sua grande carreira, e percorreu o hospital veterinário recém-construído. Muito satisfeito ao ver o povo desfrutando do zoológico, elogiou altamente seus funcionários por seus esforços devotados em prol do povo.

O estimado camarada Kim Jong Un visitou o zoológico em 26 de maio de 2012, 11 de março de 2014 e em várias outras ocasiões, inteirando-se de sua situação. Observando que os pavilhões e recintos dos animais não haviam sido bem construídos de acordo com as características fisiológicas dos animais, ao mesmo tempo em que asseguravam a comodidade dos visitantes, sublinhou a necessidade de renovar o zoológico para oferecer ao povo uma excelente base para atividades culturais e de lazer. Com um grandioso plano de transformá-lo em um zoológico de classe mundial, garantiu que o projeto de renovação fosse conduzido em grande escala.

Ele resolveu todos os problemas surgidos no projeto, incluindo o design, as obras de construção e o fornecimento de materiais, transformando assim o Zoológico Central em um estabelecimento excelente, conforme exigido pelo novo século, um zoológico digno de ser exibido ao mundo.

Afirmando que resolveria todos os problemas surgidos na gestão e operação do zoológico, tomou medidas estatais para fornecer-lhe animais raros e assegurar o fornecimento de ração animal, água do mar, eletricidade, aquecimento e carros elétricos para visitação.

Sob a sábia liderança desses grandes homens sem igual, o Zoológico Central foi elevado ao patamar da civilização de nível mundial.

Hoje, ele empreende vigorosos esforços para aumentar as espécies e a população de animais, colocar a criação animal sobre bases mais científicas e melhorar sua gestão, dando prioridade máxima ao trabalho de implementar as instruções dos dirigentes.

Pyongyang Times

O povo coreano marcha ao 9º Congresso do Partido


A 13ª Reunião Plenária do 8º Período do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia fez o balanço da execução das políticas do Partido e do Estado em 2025 e debateu as questões relacionadas com os preparativos para o 9º Congresso do Partido.

Neste ano, o nosso povo alcançou grandes êxitos no trabalho para o desenvolvimento integral do socialismo sob a sábia direção do PTC.

Os principais setores industriais da economia nacional cumpriram seus elevados planos de produção, o setor agrícola registrou o maior rendimento da colheita de cereais em relação ao ano passado e foram concluídos muitos importantes projetos de construção, de modo que foram alcançadas as metas de desenvolvimento econômico deste ano e cumprido o Plano Quinquenal.

Além disso, chegaram à etapa final os projetos para modernizar os principais setores da economia nacional e reforçar as infraestruturas técnicas, oferecendo a possibilidade e a garantia para avançar com mais segurança no cumprimento das metas da etapa seguinte.

O mais notável entre os êxitos deste ano é que foram obtidos resultados orgulhosos na realização do ideal do povo e na promoção do seu bem-estar, e demonstrou-se plenamente o aspecto do desenvolvimento simultâneo do Estado, ao serem iniciados e concluídos no mesmo ano os projetos especificados na política de desenvolvimento local.

Na reunião plenária, o Secretário-Geral Kim Jong Un declarou que 2025 é o ano de um viragem histórico em que se acumulou a força motriz capaz de superar com toda confiança o último limite do cumprimento do Plano Quinquenal e passar com vigor a uma nova etapa, dando prova do grande ímpeto de avanço para o desenvolvimento integral.

Exortou a dar mais impulso ao ímpeto de luta intrépida e ofensiva e a avançar para uma nova fase de transformações com o grande orgulho de ter convertido o lustro passado em uma grande era de prosperidade integral.

Atualmente, diferentes setores e unidades envidam enormes esforços para acolher o 9º Congresso do Partido como um glorioso evento dos vencedores.

Todos os setores traçam com exatidão os projetos da etapa seguinte e buscam vias científicas e reais para esse fim.

Dedicam esforços para concluir no mais alto nível os projetos de construção que impulsionam, ao mesmo tempo em que fazem os preparativos para dar continuidade à construção das fábricas locais.

O setor agrícola realiza preparativos substanciais para o cultivo do ano seguinte.

A tradição do nosso povo é acolher com grandes êxitos significativos o congresso do Partido que propiciará uma viragem na revolução.

Com grande coragem e confiança na sua causa e no futuro de sua luta, o nosso povo redobra seus esforços para forjar o seu porvir com seu próprio modo de luta e o potencial de autoconfiança.

Jong Hwa Sun

Naenara

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Crise econômica autoinfligida

Os países europeus estão se debatendo numa grave crise econômica.

Na Áustria, em novembro, os preços da energia aumentaram 10,9% em comparação com o mesmo mês do ano passado.

Na Alemanha, desde o início deste ano, 23.900 empresas declararam falência.

Isso representa um aumento de 8,3% em relação ao ano passado, sendo o nível mais alto em mais de dez anos, segundo se informa.

Uma instituição de pesquisa do país afirmou que as falências das empresas estão relacionadas à prolongada estagnação econômica nacional.

A crise da dívida também está se agravando.

Na Finlândia, Grécia, França, Bélgica e Reino Unido, o montante da dívida pública ultrapassa o produto interno bruto.

A crise econômica que se agrava dia após dia nos países europeus foi provocada por eles próprios.

Como é sabido, após a eclosão da situação na Ucrânia, a União Europeia rompeu as relações econômicas com a Rússia e se lançou em manobras de sanções.

Proibiu a entrada de navios russos e bloqueou os gasodutos que transportavam gás para os países europeus através do território ucraniano. Alegando eliminar a dependência da energia russa, adotou também uma série de medidas para restringir a importação de petróleo russo. No passado, o gás russo representava 45% das importações de gás da União Europeia, mas em outubro deste ano essa parcela caiu drasticamente para 12%.

Era inevitável que surgisse uma crise energética.

Para suprir a escassez de energia, a União Europeia foi obrigada, a contragosto, a comprar o caro gás natural liquefeito dos Estados Unidos.

Como consequência, a economia europeia sofreu um duro golpe. Após a mudança de rumo para a importação de energia estadunidense, os preços da energia aumentaram de forma acentuada. O preço do gás disparou mais de dez vezes. Muitas empresas não tiveram alternativa senão reduzir ou interromper a produção. Algumas chegaram até a transferir suas instalações para fora da região, visando à própria sobrevivência.

Os preços do gás doméstico, dos alimentos e de outros bens também subiram de modo geral, e a taxa de inflação atingiu níveis recordes.

Muitos países europeus mergulharam num grande caos devido à queda abrupta da produção, à escalada incessante dos preços e aos milhões de desempregados que lotam as ruas.

No fim das contas, as medidas adotadas pelos países europeus não apertaram o pescoço da Rússia, mas acabaram se transformando num bumerangue que estrangula a própria respiração deles.

A maioria dos especialistas avalia que as perdas sofridas pela União Europeia com o bloqueio das importações de energia russa ultrapassam 1 trilhão de euros.

Um vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, em entrevista a um jornal, destacou que, na Europa, os preços do gás natural subiram de quatro a cinco vezes em relação aos dos Estados Unidos, enquanto os preços da eletricidade aumentaram de duas a três vezes, enfatizando que esse é o preço que a Europa tem de pagar por ter rompido todos os contatos econômicos com a Rússia.

Os governos de diversos países europeus tornaram-se alvo de críticas de seus próprios cidadãos. Em várias partes da Europa eclodiram grandes protestos, e o descontentamento com os governos cresce a cada dia.

Embora internamente haja disputas em torno da proibição das importações de petróleo russo, a União Europeia, colocando a Ucrânia como força de choque, insiste obstinadamente em tentar transformar a Rússia num derrotado estratégico.

Recentemente, a União Europeia chegou a um acordo para interromper completamente as importações de gás russo a partir do outono de 2027.

Segundo o plano, a importação de gás natural liquefeito será totalmente proibida a partir do fim de 2026, e a proibição do gás transportado por gasodutos entrará em vigor no outono de 2027. Trata-se de uma atitude ignorante, que, obcecada pelo confronto, apenas aperta ainda mais o próprio laço.

Especialistas avaliam que, com essa medida da União Europeia, os preços do gás na Europa subirão ainda mais no futuro e, consequentemente, a crise econômica se tornará ainda mais catastrófica, sem solução possível, por ter sido provocada pelos próprios países europeus.

Kim Su Jin

O que os acontecimentos deste ano no Oriente Médio revelam

Neste ano, a situação no Oriente Médio mergulhou numa crise extremamente grave desde a eclosão da situação em Gaza.

Israel, atrelado de forma ainda mais desesperada do que nunca à realização de suas ambições expansionistas territoriais, desencadeou ataques militares de uma escala sem precedentes em toda a Palestina.

Atualmente, a Faixa de Gaza foi completamente devastada, e os assentamentos israelenses na região da Cisjordânia aumentaram de forma acentuada em comparação com o período anterior. Inúmeros palestinos foram privados de suas moradias e não tiveram outra escolha senão trilhar o caminho do deslocamento forçado.

Segundo anúncio feito em outubro por um órgão competente da ONU, na Faixa de Gaza, onde se estimava que viviam cerca de 2,3 milhões de pessoas antes da guerra, pelo menos 1,9 milhão foi reduzido à condição de refugiados.

Na Faixa de Gaza, quase todas as escolas, residências e hospitais foram transformados em cinzas, e o número de civis mortos alcançou, até 27 de dezembro de 2025, cerca de 71.200 pessoas.

Referindo-se a essa realidade, um alto funcionário da ONU afirmou que a Faixa de Gaza “já se transformou no maior inferno humano a céu aberto do planeta”.

Com a ampliação dos efeitos da situação em Gaza para todo o Oriente Médio, a crise regional se agravou ainda mais. Israel intensificou a ofensiva militar contra o Líbano e a Síria e, sob o pretexto de garantir a segurança, ampliou o alcance de suas invasões a numerosos países árabes.

Diante da fúria desenfreada de Israel, os gritos de ressentimento dos palestinos que perderam brutalmente seus entes queridos ecoaram até os céus, enquanto todo o Oriente Médio se debatia no redemoinho de conflitos armados e guerras.

Muitos países e organizações internacionais, incluindo os países árabes, envidaram esforços incessantes para resolver pacificamente a questão do Oriente Médio.

Votações de resoluções exigindo um cessar-fogo imediato em Gaza foram realizadas repetidas vezes na Assembleia Geral da ONU e no Conselho de Segurança da ONU. Com a mediação de vários países, contatos entre o Movimento de Resistência Islâmica da Palestina (Hamas) e Israel também foram frequentemente organizados. Como resultado, neste ano foram alcançados dois acordos de cessar-fogo entre o Hamas e Israel.

No entanto, isso não levou à estabilidade regional.

Mesmo sob o letreiro do cessar-fogo, o massacre de civis palestinos não cessou, e, ainda que resoluções internacionais para a estabilidade regional tenham sido adotadas, a situação no Oriente Médio tornou-se ainda mais grave.

Basta observar o acordo de cessar-fogo que entrou em vigor em janeiro: ele foi brutalmente rompido em 18 de março devido à operação ofensiva de grande escala lançada pelas forças israelenses em toda a Faixa de Gaza.

Já no primeiro dia do ataque, Israel matou mais de 400 civis palestinos e destruiu inúmeras áreas residenciais. Apenas dois meses após a conclusão do acordo de cessar-fogo, a Faixa de Gaza transformou-se novamente num palco de sangrentos massacres.

Embora em outubro se tenha anunciado outro acordo de cessar-fogo, as atrocidades de massacre de civis palestinos nessa região continuam até hoje.

Enquanto apenas escombros restam na Faixa de Gaza e tempestades de inverno assolam a região, agravando ainda mais a crise, os atos anti-humanitários de Israel, que bloqueia a entrada de ajuda humanitária, forçam os civis locais a uma morte lenta, sem sequer a garantia de abrigos básicos.

Independentemente de o mundo elevar vozes de condenação contra atrocidades anti-humanitárias ou de resoluções internacionais relacionadas ao cessar-fogo serem adotadas, todas as tentativas da comunidade internacional em prol da paz regional acabaram em vão devido às manobras de Israel, enlouquecido unicamente pela expansão territorial.

Quanto mais cresciam, na comunidade internacional, as exigências por um cessar-fogo, mais denso se tornava o cheiro de pólvora exalado pela conduta de Israel.

O fato de Israel ter iniciado, em maio, na Faixa de Gaza, a maior operação terrestre desde outubro de 2023, denominada “Carruagens de Gideão”, ocorreu justamente quando, na cúpula da Liga dos Estados Árabes, foi divulgada uma declaração exigindo um cessar-fogo imediato e permanente em Gaza. Os bombardeios indiscriminados contra a capital do Líbano também coincidiram com as negociações sobre a definição da fronteira entre os dois países.

E não foi só isso. O momento em que teve início o ataque massivo de mísseis contra o Irã, que lançou todo o Oriente Médio numa crise extrema, foi exatamente o dia seguinte à adoção, em uma sessão especial de emergência da Assembleia Geral da ONU, de uma resolução exigindo que Israel e o Hamas implementassem de imediato um cessar-fogo incondicional e permanente. A conduta de Israel não pode ser vista senão como um escárnio aberto aos esforços de cessar-fogo da comunidade internacional.

Em setembro, Israel, ostentando o pretexto de erradicar o Hamas, realizou bombardeios bárbaros contra Doha, capital do Catar, revelando sem reservas sua verdadeira face de criminoso de guerra que ignora até mesmo o direito internacional reconhecido, caso isso sirva à consecução de seus objetivos.

As arbitrariedades militares descaradas de Israel não podem ser concebidas à parte da conivência e do encobrimento do Ocidente.

Diante dos horrendos massacres de civis na Palestina, que chocaram a humanidade, os países ocidentais aparentaram, superficialmente, somar-se ao clima internacional de condenação a Israel. Não poucos países ocidentais elevaram vozes de crítica a Israel no palco da ONU, fizeram gestos de aplicar sanções e até encenaram o reconhecimento da Palestina como Estado.

Contudo, tudo isso não passou de hipocrisia. Esses países não adotaram absolutamente nenhuma medida concreta capaz de conter as atrocidades de Israel.

Quando os confrontos armados entre o Irã e Israel se intensificaram, a atitude do Ocidente foi, de fato, extremamente parcial.

Os países ocidentais pressionaram o Irã para que não agravasse o confronto com Israel nem adotasse ações que afetassem seus próprios interesses. Além disso, o grupo dos sete países ocidentais divulgou uma declaração conjunta afirmando: “Confirmamos que Israel tem o direito à autodefesa. Reafirmamos nosso apoio à segurança de Israel. O Irã é a fonte de instabilidade e terrorismo na região”, apoiando Israel de forma descarada.

Embora falem de paz regional, sempre que a situação no Oriente Médio se agrava, fortalecem Israel e não hesitam em apostar na intensificação da crise regional.

Em junho, uma revista eletrônica de um determinado país publicou um artigo intitulado “Por que a Europa não toma medidas reais contra Netanyahu?”, no qual afirmava o seguinte:

“Apesar do acúmulo de evidências de que Israel cometeu crimes de guerra na Faixa de Gaza, a União Europeia não tomou nenhuma ação. A UE é um importante parceiro comercial de Israel. Mesmo diante da intensificação das atrocidades, o pragmatismo econômico tem sido priorizado em detrimento das preocupações com os direitos humanos. Embora existam movimentos simbólicos, ainda há um longo caminho até que a Europa adote medidas concretas.”

Foi a partir de cálculos egoístas, que se preocupam mais com o corte das fontes de dinheiro do que com a vida dos civis palestinos ou a paz no Oriente Médio, que o Ocidente passou a encobrir e estimular ativamente os desvarios de Israel.

Jamais tendo ajudado os fracos ao longo da história, e sempre agindo de forma oportunista para encher os próprios bolsos cada vez que conflitos e confrontos internacionais se agravaram, esse é o histórico vil do Ocidente. Sob seu incentivo ativo, Israel tornou-se cada vez mais arrogante, estendendo sem escrúpulos as garras de sua agressão militar não apenas à Palestina, ao Líbano e à Síria, mas também ao Irã e ao Catar.

A razão mais importante pela qual a situação no Oriente Médio mergulhou numa crise extrema neste ano reside no fato de que os países da região não acumularam forças próprias capazes de enfrentar agressões militares.

As organizações armadas palestinas, mesmo equipadas com armamentos modernos, são demasiadamente inferiores para enfrentar as forças regulares israelenses, que recebem assistência militar constante do Ocidente. É justamente por isso que Israel realiza, sem qualquer constrangimento, ataques militares contra a Palestina a qualquer momento que desejar.

Quando considera o adversário mais forte, o agressor mostra-se submisso; mas, quando o percebe minimamente fraco, investe com brutalidade. Essa é a natureza do invasor.

As atrocidades dos invasores israelenses, que mobilizam até reservistas e chegam a colocar armas nas mãos de colonos para realizar suas ambições expansionistas territoriais, não podem jamais ser detidas apenas com apelos desesperados por compaixão e ajuda à comunidade internacional.

É justamente por não possuírem força para se defender que os palestinos acabam perdendo suas vidas, seus familiares e suas terras.

E não é apenas a Palestina. Uma razão importante pela qual o Líbano, a Síria e outros países do Oriente Médio se tornaram “presas” de Israel é também o fato de não terem acumulado capacidade militar suficiente para resistir às agressões israelenses.

A dignidade do Estado, a segurança do povo e a paz regional jamais podem ser garantidas por qualquer lei internacional, resolução, apoio ou ajuda de terceiros.

A tragédia no Oriente Médio comprova, mais uma vez de forma clara, que a única maneira de salvaguardar os interesses e a dignidade do Estado e proteger o destino do povo é fortalecer a própria força cem e mil vezes mais.

Un Jong Chol