"Não se deve compreender a historiografia apenas como uma disciplina que pesquisa e registra fatos passados. Trata-se de um honroso trabalho de preservar e enaltecer o precioso patrimônio cultural e as tradições do nosso povo e, mais ainda, de uma tarefa útil de incutir nas gerações futuras o espírito do povo coreano. Deves sempre ter isso em mente."
Para Son Un Il, que naquele dia deu os primeiros passos no estudo dos clássicos nacionais ao ingressar na Universidade de Ciências Sociais, a recomendação de seu pai ficou profundamente gravada como o lema de toda a sua vida.
Atualmente trabalhando como vice-presidente da Sociedade de Preservação do Patrimônio Nacional Coreano, ele afirmou que, sempre que relembra os dias passados, a figura de seu pai frequentemente lhe vem à mente.
Seu pai trabalhou durante muitos anos no Japão como chefe pedagógico de uma escola primária e secundária para filhos de compatriotas em Tóquio. Durante esse período, ele percebeu profundamente que ensinar história junto com a língua coreana aos estudantes era uma tarefa extremamente importante para que a nova geração conhecesse melhor sua pátria e cultivasse preciosamente o espírito patriótico. Enquanto estudava historiografia de forma autodidata, chegou também a ministrar aulas. Quanto mais se aprofundava na historiografia, mais irresistível se tornava o desejo de receber uma formação especializada.
Foi justamente nesse período que ele retornou ao seio da pátria.
Ingressando na Faculdade de História da Universidade Pedagógica Kim Hyong Jik, realizou seu desejo e, após a formatura, trabalhou como docente universitário e depois como pesquisador e chefe de departamento do Museu de Folclore Coreano, dedicando corpo e alma ao trabalho de preservação dos artefatos folclóricos.
A figura do pai, que passava a vida constantemente em viagens de trabalho dedicando toda a sua existência à preservação do patrimônio, embora parecesse simples e modesta, refletia-se aos olhos de Un Il como a imagem de um verdadeiro patriota.
Seguindo a vontade do pai, Un Il graduou-se no Departamento de Estudos dos Clássicos Nacionais da Universidade de Ciências Sociais e trabalhou como pesquisador no Instituto de Estudos dos Clássicos Nacionais da Academia de Ciências Sociais, alcançando consideráveis êxitos em seu trabalho graças à sua elevada competência.
Ele participou dos projetos de tradução do "Pibyonsa Dungnok", material histórico original de valor nacional utilizado nos Anais da Dinastia Feudal Coreana, bem como do projeto de tradução do "Palman Taejanggyong". Percorrendo diversos sítios históricos em todo o país, também contribuiu significativamente para enriquecer o tesouro do patrimônio nacional ao traduzir para a língua coreana caracteres chineses gravados em muitas estelas até então desconhecidas.
Participou como delegado da Terceira Conferência Nacional dos Cientistas Sociais e, posteriormente, desempenhou fielmente suas funções no cargo de vice-presidente da Sociedade de Preservação do Patrimônio Nacional Coreano.
Para que a Sociedade cumprisse plenamente seu papel como centro de pesquisa científica e órgão consultivo na área de proteção do patrimônio nacional, ele empenhou grandes esforços em elevar a capacidade dos pesquisadores de diversos setores e em ajudá-los a alcançar êxitos em seus trabalhos.
Ao longo desses anos, foi estabelecido um sistema de informações capaz de promover ativamente o intercâmbio multilateral de dados sobre patrimônios culturais de todo o país. Também avançaram os trabalhos de escavação e comprovação de dezenas de sítios e relíquias históricas, incluindo a descoberta de uma tumba mural de Coguryo no condado de Ryonggang, na cidade de Nampo. Ele promoveu ativamente o registro de excelentes patrimônios materiais, naturais e imateriais como patrimônios mundiais, contribuindo para enriquecer ainda mais o tesouro do patrimônio nacional do país, inclusive com o registro do Monte Kumgang, célebre montanha da Coreia, como patrimônio cultural e natural mundial.
As diversas obras que escreveu, como "Templo Songbul" e "Templo Simwon de Pakchon", recebem o apreço de especialistas e leitores.
Ainda hoje, cumprindo a recomendação do pai, ele dedica tudo de si ao trabalho de proteger e enaltecer o patrimônio cultural nacional.
Kim Song Gyong

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