domingo, 24 de maio de 2026

A essência reacionária da “reforma” e “abertura” propaladas pelos imperialistas

Kim Kyong Il

Compreender corretamente a essência reacionária da “reforma” e “abertura” propaladas pelos imperialistas é uma das questões importantes que se colocam para esmagar resolutamente os sofismas dos imperialistas com elevada consciência de classe e defender firmemente nossa soberania e o socialismo.

O grande Dirigente camarada Kim Jong Il ensinou:

“As formas políticas ou sistemas econômicos de outros países que não correspondem aos objetivos de dominação e saque dos imperialistas são tachados por eles como incompatíveis com a corrente da ‘integração mundial’, dizendo que devem ser ‘reformados’; e os países que não aceitam o sistema e os métodos políticos exigidos por eles, bem como a decadente cultura burguesa e o modo de vida burguês, são pressionados a ‘abrirem-se’, sendo acusados de ‘isolacionismo’ e ‘fechamento’. Isto é precisamente uma lógica bandidesca.” (Obras Selecionadas de Kim Jong Il, edição ampliada, volume 19, página 366)

A “reforma” e a “abertura” propaladas pelos imperialistas são, em sua essência, métodos de agressão e desagregação extremamente perversos e astutos destinados a destruir o socialismo e dominar o mundo inteiro, obrigando outros países a modificar seus sistemas políticos, econômicos, ideológicos, culturais e modos de vida, que não correspondem aos objetivos de dominação e saque dos imperialistas, para adaptá-los aos gostos deles.

A essência reacionária da “reforma” e da “abertura” propaladas pelos imperialistas consiste, antes de tudo, em serem instrumentos da estratégia antissocialista extremamente maliciosa dos imperialistas, que procuram conduzir o socialismo ao capitalismo, destruir o socialismo e restaurar o capitalismo.

Desde o primeiro dia do nascimento do socialismo na Terra, os imperialistas o consideraram um espinho nos olhos e não pouparam meios nem métodos para destruí-lo.

Na tentativa de esmagar o socialismo, os imperialistas perseguiram obstinadamente uma estratégia dupla: ao mesmo tempo em que utilizavam estratégias militares coercitivas, também recorriam à estratégia da “transição pacífica” para desagregar e destruir o socialismo.

A “reforma” e a “abertura” propaladas pelos imperialistas são meios diretos da estratégia imperialista de “transição pacífica” destinada a desagregar e destruir o socialismo.

A “reforma” e a “abertura” propaladas pelos imperialistas têm como objetivo infiltrar a decadente ideologia e cultura burguesas nos países socialistas e transformar as massas populares, donas da sociedade socialista e sujeito da revolução, em inválidos ideológicos e espirituais.

O fato de os imperialistas pressionarem-nos a realizar “reformas” e “abertura” significa abrir as portas para que possam introduzir sua decadente ideologia, cultura e modo de vida burgueses.

Se a decadente ideologia e cultura burguesas penetrarem numa sociedade socialista baseada no coletivismo, serão fomentados entre as pessoas o individualismo egoísta e os “valores” do culto ao dinheiro, espalhando-se um modo de vida corrupto e depravado, o que transformará as massas populares em egoístas vulgares que só conhecem o dinheiro, em inválidos ideológicos e espirituais.

A “reforma” e a “abertura” propaladas pelos imperialistas introduzem o multipartidarismo burguês e a democracia burguesa nos países socialistas, destruindo o sistema político e os métodos políticos socialistas e restaurando os sistemas e métodos políticos capitalistas.

O socialismo é uma sociedade baseada no coletivismo e cuja vida reside na unidade monolítica das massas populares. Os métodos e sistemas políticos socialistas baseiam-se na unidade monolítica do líder, do partido, do exército e das massas trabalhadoras.

É uma lógica evidente que o socialismo não pode coexistir com o multipartidarismo burguês, método político capitalista baseado no individualismo.

A “democracia multipartidária” propalada pelos imperialistas é um instrumento para ocultar, embelezar e maquiar a essência reacionária e o domínio ditatorial antipopular do sistema capitalista, no qual uma ínfima classe exploradora monopoliza os meios de produção e o poder, oprimindo e explorando as amplas massas trabalhadoras.

As lições históricas demonstram que, quando a “democracia multipartidária” é permitida numa sociedade socialista, as atividades dos partidos antissocialistas tornam-se legalizadas, os elementos reacionários restauracionistas levantam a cabeça e realizam manobras antissocialistas, conduzindo à restauração do capitalismo.

A “reforma” e a “abertura” propaladas pelos imperialistas destroem a economia planificada socialista e a fazem degenerar em economia de mercado capitalista.

Na economia de mercado, as relações sociais entre as pessoas convertem-se em relações mercantis e monetárias, o destino humano passa a ser determinado pelo dinheiro e o valor moral das pessoas transforma-se em valor de troca. A economia de mercado capitalista, que reduz o ser humano — o mais poderoso e digno dos seres sociais — a uma existência impotente dominada pelo dinheiro e converte o ser independente que domina o mundo em escravo das mercadorias, é uma economia antipopular que pisoteia a dignidade e o valor humanos.

Em alguns países que construíam o socialismo, como resultado da aceitação da “reforma” e da “abertura” propaladas pelos imperialistas e da introdução da economia de mercado, as massas populares deixaram de ser donas da economia e tornaram-se escravas do capital, enquanto a sociedade transformou-se numa sociedade capitalista dominada pelo culto ao dinheiro.

Todos esses fatos demonstram claramente que aceitar a “reforma” e a “abertura” propaladas pelos imperialistas é seguir um caminho antissocialista de destruição do socialismo e restauração do capitalismo.

A essência reacionária da “reforma” e da “abertura” propaladas pelos imperialistas consiste, em seguida, no fato de serem métodos extremamente perversos e astutos de agressão e desagregação destinados a transformar o mundo inteiro à maneira estadunidense e ocidental, para oprimir e invadir outros países e povos.

Hoje, os imperialistas procuram criar, por meio da “reforma” e da “abertura”, condições políticas, econômicas e ideológico-culturais para dominar outros países e povos e assim realizar sua estratégia de dominação mundial.

A “reforma” e a “abertura” propaladas pelos imperialistas têm por objetivo criar confusão política nos países que avançam pelo caminho da independência e do progresso, estabelecendo um ambiente político favorável à agressão e dominação imperialistas.

Os povos e nações do mundo aspiram à independência e desenvolvem autonomamente seus próprios destinos; este é um direito sagrado que ninguém pode violar.

No entanto, os imperialistas, com os EUA à frente, que almejam a dominação mundial, procuram concretizar suas ambições hegemonistas sob o letreiro da “globalização”, utilizando perversamente a “reforma” e a “abertura”.

Os imperialistas descrevem o “multipartidarismo” como “o método político mais democrático da história humana” e “o sistema partidário superior”, espalhando o sofisma de que todos os países e povos devem implementar a “democracia multipartidária” para se adequar à corrente da “integração mundial” e que, para isso, seriam necessárias “reformas” e “abertura” no campo político.

A realidade demonstra que, quando se cai na armadilha da “reestruturação democrática” promovida pelos imperialistas, a soberania e a dignidade do país são completamente esmagadas.

A realidade atual, em que, após o colapso da União Soviética, ocorreram “guerras civis” em vários países, surgiram governos pró-EUA e pró-ocidentais, e esses países se converteram em alvos de agressão militar e ingerência interna dos EUA, comprova bem isso.

A “reforma” e a “abertura” propaladas pelos imperialistas têm também o objetivo de enfraquecer a independência econômica de outros países e criar condições econômicas para a dominação e a pilhagem imperialistas.

Os imperialistas consideram a liberalização e a mercantilização das economias de outros países como meios de ampliar seus mercados e suas esferas de influência.

Por isso, proclamam que a economia de livre mercado é “o resultado inevitável do desenvolvimento da economia mundial e a corrente fundamental do desenvolvimento econômico de todos os países”, enquanto os sistemas econômicos que não se ajustam aos seus gostos seriam incompatíveis com a “integração da economia mundial” e, portanto, deveriam passar por “reformas” e “abertura”.

Se países relativamente fracos economicamente implementarem a liberalização e a mercantilização exigidas pelos imperialistas, tudo o que possuem será saqueado pelos monopólios multinacionais imperialistas, que os arrastarão para a sobrevivência baseada na lei da selva.

Nos países que aceitaram a “economia de mercado” devido às manobras de “reforma” e “abertura” dos imperialistas, as frágeis estruturas econômicas permitiram que os produtos estrangeiros inundassem os mercados internos, destruindo completamente as indústrias nacionais; o poder econômico do país e da nação passou para as mãos dos capitalistas estrangeiros, enquanto as massas trabalhadoras foram lançadas ao desemprego, a desigualdade entre ricos e pobres aumentou cada vez mais e diversos crimes proliferaram.

Tudo isso demonstra claramente que a “reforma” e a “abertura” propaladas pelos imperialistas são sofismas agressivos extremamente perversos e astutos destinados a destruir o socialismo e as massas trabalhadoras.

Todos os funcionários, militantes do Partido e trabalhadores devem elevar sua vigilância contra a “reforma”, a “abertura” e as manobras de infiltração ideológica e cultural burguesas promovidas pelos imperialistas, esmagando-as completamente para defender firmemente o sistema socialista ao nosso estilo.

Jongchi Bomryul Yongu (Pesquisa em Política e Direito), Editora da Enciclopédia Científica, páginas 68 e 69, 14 de junho de 2016

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