No final de maio de Juche 47 (1958), certo dia, ao retornar após concluir uma orientação local em uma província, o grande Líder paternal perguntou ao camarada Kim Jong Il sobre os pontos que estavam chamando atenção na situação internacional daquele período.
O camarada Kim Jong Il respondeu que, entre os materiais publicados nos meios de comunicação, o que mais chamava atenção era o fato de que um novo gabinete havia sido formado na União Soviética e que uma série de decretos e decisões haviam sido adotados.
O grande Líder perguntou o que ele pensava a respeito disso.
O camarada Kim Jong Il respondeu que isso podia ser visto como a revelação das verdadeiras intenções de Khrushchov, que, embora clamasse combater o “culto à personalidade”, assumira o posto de primeiro-ministro, incentivando um “culto à personalidade” em torno de si mesmo, monopolizando tanto o poder partidário quanto o administrativo e tentando praticar o revisionismo conforme sua vontade. Prosseguindo, disse que, na sessão do Soviete Supremo realizada no final de março daquele ano na União Soviética, haviam sido adotados um decreto relativo à transferência dos tratores e maquinário agrícola e uma decisão sobre a interrupção dos testes de armas atômicas e de hidrogênio, acrescentando que isso era completamente antimarxista e contrarrevolucionário.
Então o grande Líder perguntou por que aquilo era visto como antimarxista e contrarrevolucionário.
O camarada Kim Jong Il respondeu que isso contrariava os princípios da construção do comunismo, dizendo que, ao observar o decreto soviético sobre a transferência dos tratores e maquinário agrícola, via-se que os equipamentos pertencentes à propriedade estatal, isto é, à propriedade de todo o povo, estavam sendo transferidos para a propriedade cooperativa. Para construir a sociedade comunista, é preciso desenvolver gradualmente a propriedade cooperativa até transformá-la em propriedade de todo o povo. Porém, em vez de transformar a propriedade cooperativa em propriedade de todo o povo, Khrushchov estava fazendo justamente o contrário.
O camarada Kim Jong Il prosseguiu dizendo que a decisão sobre a interrupção dos testes de armas atômicas e de hidrogênio também era uma manobra revisionista e contrarrevolucionária, explicando isso com diversos exemplos e materiais.
O camarada Kim Jong Il afirmou que a decisão unilateral dos revisionistas soviéticos de interromper os testes de armas atômicas e de hidrogênio constituía uma capitulação diante dos imperialistas e que, no fim das contas, apenas resultaria na intensificação ainda maior da desenfreada corrida armamentista nuclear dos imperialistas estadunidenses e britânicos.
Prosseguindo, o camarada Kim Jong Il também falou sobre a posição de nosso Partido em relação à guerra. Existem guerras injustas, destinadas a invadir e subjugar outros países, e guerras justas, destinadas a libertar a própria pátria da agressão estrangeira e defender a soberania nacional. Nós não desejamos a guerra, mas não a tememos. Quando os imperialistas tentarem violar nossa soberania, devemos desferir um golpe impiedoso contra os agressores. Devemos lutar resolutamente até varrer para sempre o imperialismo não apenas de nosso país, mas de toda a Terra. Ao mesmo tempo, devemos apoiar ativamente todos os povos do mundo que lutam contra o imperialismo e pela independência e libertação nacionais, fortalecendo a amizade e a unidade com eles. Esta é a posição de nosso Partido.
Após conversar com o camarada Kim Jong Il, o grande Líder disse: “Extraordinário, realmente extraordinário.” E demonstrando grande satisfação aos funcionários, afirmou que provavelmente não existia ninguém tão bem informado sobre a situação quanto o camarada Kim Jong Il e que ele também dominava perfeitamente a política de nosso Partido. Prosseguindo, disse que os camaradas o chamavam de “gênio”, mas que, se realmente existisse um “gênio”, então o camarada Kim Jong Il é que deveria ser chamado assim.
― “Breve Biografia do camarada Kim Jong Il”, Editora do Partido do Trabalho da Coreia, Pyongyang, 1999, págs. 85-87.

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