O equilíbrio climático da Terra está sendo destruído em ritmo acelerado.
Desde o início deste ano, fenômenos de calor precoce foram observados em vários países.
Em Nova Délhi, na Índia, onde uma severa onda de calor persiste, a temperatura atingiu 42,8 ℃ em 25 de abril, enquanto no dia 26 algumas regiões do estado de Maharashtra registraram a temperatura máxima de 46,9 ℃.
Na capital da Tailândia, Bangkok, a temperatura máxima subiu para entre 34 e 38 ℃ em 30 de abril, levando à emissão de um alerta de calor extremo. As autoridades locais adotaram medidas emergenciais de socorro, incluindo a instalação de centenas de locais de abrigo contra o calor.
No ano passado, formou-se uma cúpula de calor sobre a região dos países da Península Balcânica, fazendo com que as temperaturas subissem 10 ℃ acima da média, enquanto fenômenos extremos de calor ocorreram continuamente durante o ano em muitos países e regiões.
Devido à intensa onda de calor, cerca de 2,3 mil pessoas morreram em apenas dez dias em 12 grandes cidades da Europa Ocidental, incluindo Barcelona, Madri e Londres.
Na Espanha, o número de pessoas mortas por insolação entre maio e julho aumentou mais de dez vezes em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Esses fenômenos de altas temperaturas vêm acompanhados de incêndios florestais, chuvas torrenciais e deslizamentos de terra, trazendo desastres irreversíveis para a humanidade.
Na Indonésia, durante os dois primeiros meses deste ano, mais de 32.600 hectares foram destruídos por incêndios florestais e queimadas. Entre janeiro e o início de abril, cerca de 700 focos de risco de incêndio foram detectados em todo o país, mais de cinco vezes em relação ao mesmo período do ano passado.
Em abril, no Afeganistão, enchentes e deslizamentos provocados por chuvas torrenciais causaram numerosas vítimas humanas, além de destruir moradias e terras agrícolas.
Também em julho do ano passado, Chicago, nos Estados Unidos, sofreu chuvas torrenciais consideradas como ocorrendo uma vez a cada mil anos, enquanto a cidade de Nova Iorque registrou o segundo maior índice histórico de precipitação por hora. Já no início de outubro, na região sul da Ucrânia, caiu em apenas sete horas uma quantidade de chuva equivalente a quase dois meses de precipitação, causando graves danos por enchentes.
No Paquistão, entre junho e setembro do ano passado, enchentes provocadas pelas chuvas de monção causaram cerca de 2 mil vítimas entre mortos e feridos, enquanto mais de 8.400 casas foram destruídas ou ficaram inutilizáveis. Além disso, em mais de 20 regiões do norte da Índia ocorreram os piores danos por enchentes desde 1988.
O aumento da temperatura da superfície do mar também desperta séria preocupação internacional.
Segundo materiais de pesquisa, prevê-se que até por volta de 2100 a temperatura das águas oceânicas aumente mais 5 ℃ em escala mundial e, caso isso aconteça, 60% das espécies de peixes não conseguirão sobreviver.
No ano passado, as temperaturas das águas do Mar do Norte e do Mar Báltico já atingiram níveis recordes.
A temperatura média da superfície do Mar do Norte foi de 11,6 ℃, a mais alta desde o início das observações, enquanto a do Mar Báltico alcançou 9,7 ℃, o segundo maior valor desde 1990.
Recentemente, a Organização Meteorológica Mundial advertiu que há grande possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño a partir da metade deste ano, afirmando que as temperaturas ficarão acima da média em quase todas as regiões do mundo.
O El Niño é um fenômeno no qual a temperatura da superfície do mar sobe de forma anormal em uma ampla área do Oceano Pacífico equatorial, centrada na costa do Peru, sendo uma das causas do surgimento de diversos fenômenos climáticos desastrosos.
Especialistas meteorológicos de vários países expressam preocupação afirmando que “o equilíbrio climático da Terra está sendo destruído mais rapidamente do que nunca”.

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