sábado, 16 de maio de 2026

A China responde duramente às provocações do Ocidente

Recentemente, uma autoridade de Taiwan viajou para Essuatíni utilizando o avião particular do rei de Essuatíni. Isso ocorreu porque três países africanos recusaram permitir que o avião oficial da autoridade taiwanesa atravessasse seus espaços aéreos.

A visita da autoridade taiwanesa a Essuatíni provocou críticas na comunidade internacional, sendo classificada como “algo bandidesco” e “motivo de ridicularização internacional”.

Entretanto, o Ocidente aproveitou o incidente para lançar ataques verbais contra a China.

O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA alegou que os países africanos que proibiram a passagem aérea estavam agindo sob coerção da China, afirmando: “Este é mais um exemplo de Pequim realizando atividades intimidatórias contra Taiwan e os países do mundo que apoiam Taiwan, violando as normas internacionais da aviação civil e ameaçando a paz e a prosperidade internacionais.”

A Liga Parlamentar Suprapartidária para a Diplomacia dos Direitos Humanos do Japão exigiu do parlamento que desempenhe um papel ativo na proteção de um ambiente em que o povo taiwanês possa interagir livremente com os “parceiros democráticos”, afirmando que a independência diplomática de cada país não deve ser prejudicada por qualquer intimidação.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China declarou que o fato de o lado estadunidense criticar arbitrariamente as ações justas dos países que defendem o princípio de uma só China constitui uma completa inversão do certo e do errado, confundindo o preto com o branco. A China expressou firme oposição a isso e exigiu energicamente que cesse o envio de sinais equivocados às forças da “independência de Taiwan”.

Além disso, recordou ao lado japonês o conteúdo da Declaração Conjunta China-Japão, que reconhece “o governo da República Popular da China como o único governo legítimo”, bem como o Tratado de Paz e Amizade China-Japão, confirmado pelos órgãos legislativos dos dois países, que estabelece que todos os princípios expressos na declaração conjunta devem ser rigorosamente respeitados. Também destacou que, desde a normalização das relações diplomáticas sino-japonesas, o governo japonês declarou repetidamente que a questão de Taiwan é um assunto interno da China. Isso, afirmou, é uma obrigação jurídica que o Japão deve cumprir e um compromisso político que deve respeitar. Criticou ainda os políticos japoneses, afirmando que eles próprios sabem muito bem quais são suas verdadeiras intenções ao fingirem não ouvir essas questões enquanto fazem comentários sobre Taiwan.

A questão de Taiwan é um assunto extremamente importante relacionado à soberania e à integridade territorial da China. Considerando Taiwan parte inseparável de seu território, a China adota a posição de não tolerar interferências externas, uma vez que a questão envolve seus interesses fundamentais e sentimentos nacionais.

No entanto, os países ocidentais procuram interferir nos assuntos internos da China usando a questão de Taiwan como pretexto.

Os EUA afirmam publicamente que sua política de uma só China permanece inalterada e que compreendem plenamente as preocupações da China sobre Taiwan, mas agem de forma diferente nos bastidores. Enviam constantemente navios e aviões ao estreito de Taiwan e vendem armas à ilha. Ao mesmo tempo, políticos estadunidenses visitam frequentemente Taiwan, incentivando as ambições das forças da “independência de Taiwan”. Em março passado, quatro senadores dos EUA visitaram Taiwan, provocando a reação da China.

A China enfatizou que se opõe de forma consistente e firme às relações de nível governamental entre os EUA e Taiwan, destacando que os EUA devem respeitar rigorosamente o princípio de uma só China e o espírito dos três comunicados conjuntos China-EUA, protegendo com ações concretas a situação geral das relações China-EUA e a paz e estabilidade no estreito de Taiwan.

A China também está respondendo com firmeza, adotando medidas de sanção contra países-membros da União Europeia envolvidos em transações militares com Taiwan.

Em 24 de abril, o Ministério do Comércio da China anunciou, por meio de comunicado oficial, que sete entidades da União Europeia seriam incluídas na lista de controle de exportações e restrições. Como resultado, ficou proibido às empresas exportadoras vender materiais de duplo uso a essas entidades, bem como a organizações ou indivíduos estrangeiros transferirem ou fornecerem a elas materiais de duplo uso de origem chinesa.

O porta-voz do Ministério do Comércio enfatizou que as medidas em questão têm como alvo apenas materiais de duplo uso e não afetarão as transações econômicas e comerciais normais entre a China e a União Europeia, acrescentando que entidades europeias que respeitam a credibilidade e a lei não têm motivo algum para preocupação.

O fato de o Ocidente fornecer apoio político e militar a Taiwan e interferir abertamente nos assuntos internos da China utilizando a questão taiwanesa constitui um desafio e uma ameaça flagrantes contra a China.

Tomar medidas apropriadas para defender os interesses nacionais é um direito soberano do governo chinês que ninguém tem autoridade para condenar.

Kim Su Jin

Rodong Sinmun

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