quinta-feira, 14 de maio de 2026

Paekkyol e Pangatharyong


Paekkyol era um músico famoso.

Ele era pobre demais até mesmo para fazer três refeições por dia, e suas únicas roupas pareciam feitas de cem pedaços de pano, o que lhe deu o nome de “Paekkyol” (cem tiras).

No entanto, a pobreza dificilmente o fazia cair no desespero, e ele apreciava compor e tocar peças musicais com o komungo (um dos instrumentos musicaos tradicionais da Coreia). Ele retratava os sentimentos do povo com o instrumento.

Sua música fazia as pessoas felizes e tristes, zangadas e até insatisfeitas.

Era a véspera do Dia de Ano-Novo. Sons incessantes de pilagem de arroz ecoavam das casas de seus vizinhos.

Sua esposa, que já não conseguia mais suportar os sons, reclamou para ele:

“Os outros estão pilando arroz para o feriado, e nós estamos sentados na casa de mãos vazias. O que teremos para o feriado?”

Ele sorriu e lhe disse calmamente:

“Minha querida, você está tão invejosa dos sons de pilagem de arroz nas casas dos outros que eu vou consolá-la compondo para você uma canção de pilagem.”

Ele pegou o komungo e o tocou alegremente, produzindo sons de pilagem de arroz — toc, toc, toc — que encheram sua casa.

Os vizinhos pilavam arroz ao ritmo da melodia e aprenderam a canção.

Esta é Pangatharyong (“Balada da Pilagem”), pela qual Paekkyol continua amplamente conhecido até hoje.

Histórias Antigas da Coreia, página 12, Edição de Línguas Estrangeiras, 2026

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