Os atingidos protestaram contra o governo japonês, que não tomava medidas urgentes de socorro, e surgiram sinais de revolta.
As autoridades japonesas, profundamente alarmadas, tramaram imputar a culpa aos coreanos residentes no Japão com o objetivo de apaziguar a antipatia da população contra o governo e aproveitar isso como uma boa oportunidade para a repressão e o massacre dos coreanos.
Difundindo o boato infundado de um "levante dos coreanos”, proclamaram a lei marcial por decreto imperial e espalharam por toda parte cartazes com inscrições falsificadas, como “Os coreanos estão incendiando” e “Não vale a pena poupar os resistentes”.
Por ordem do governo, os bárbaros japoneses instalaram postos de inspeção nas ruas e assassinaram cruelmente mais de 23 mil coreanos que não pronunciavam corretamente as palavras japonesas.
Há seis anos, foi divulgado no Japão o memorando de um japonês que testemunha o crime de massacre contra os coreanos cometido após o grande terremoto de Kanto.

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