Professor e doutor Hwang Han Muk
Manter a posição jucheana possui um significado muito importante para desenvolver as relações econômicas exteriores de acordo com as exigências da construção de uma potência econômica e da promoção do bem-estar do povo. Isso porque manter a posição jucheana no desenvolvimento das relações econômicas exteriores está relacionado com a questão de princípio de realizar os intercâmbios econômicos com outros países em conformidade com as exigências e os interesses da revolução e da construção do próprio país.
O grande Dirigente camarada Kim Jong Il apontou o seguinte:
“Doravante, em todos os setores, deve-se realizar de maneira principista o trabalho com outros países, firmemente apoiado na posição jucheana.”
A posição jucheana é o direito insubstituível de cada país e nação de resolver seu destino com as próprias mãos, e somente mantendo essa posição é possível conduzir todos os trabalhos da revolução e da construção conforme as exigências e os interesses do próprio país e do próprio povo.
Embora a posição jucheana seja uma questão de princípio que deve ser mantida em todos os campos da revolução e da construção, ela constitui uma questão particularmente importante que deve ser firmemente preservada nas relações econômicas exteriores. Isso porque os interesses do Estado e da nação se refletem de maneira mais concentrada nas relações econômicas com outros países.
A razão pela qual manter firmemente a posição jucheana nas relações econômicas exteriores se apresenta como uma questão importante reside, antes de tudo, no fato de que isso corresponde às exigências da nossa época atual.
Hoje, nossa época é uma nova era, fundamentalmente distinta de todas as épocas históricas precedentes: a era Juche. Na era Juche, assim como em todos os demais campos da revolução e da construção, também no campo das relações econômicas exteriores exige-se manter firmemente a posição jucheana e desenvolver os intercâmbios econômicos com outros países com base nas próprias ideias, teorias e políticas. Caso essa exigência seja violada, não será possível subordinar as relações econômicas exteriores aos interesses do próprio país e do próprio povo.
Isso ocorre porque, na época atual, a revolução e a construção se desenvolvem na unidade do Estado nacional, e também porque os ambientes e condições concretas em que a revolução e a construção avançam diferem de país para país. Portanto, manter firmemente a posição jucheana apresenta-se como uma questão muito importante para resolver todos os problemas surgidos nas transações econômicas com outros países de acordo com a realidade do próprio país.
Somente mantendo a posição jucheana é possível não apenas desenvolver as relações econômicas exteriores em conformidade com os interesses da revolução e da construção do próprio país, mas também ampliar amplamente os intercâmbios econômicos com outros países.
O desejo e a aspiração dos países em desenvolvimento e também das forças independentes consistem em opor-se a toda interferência e manobra dos imperialistas e dominacionistas e construir um novo mundo independente. Ignorando essa orientação e aspiração, não se pode estabelecer relações econômicas com outros países, e para estabelecer relações econômicas exteriores com países que não refletem as exigências das forças independentes, é necessário manter a posição jucheana.
A posição jucheana, nas transações econômicas exteriores, não significa buscar unilateralmente apenas os interesses do próprio país, mas sim opor-se a todas as relações econômicas internacionais desiguais e injustas e permitir que todos os países, com direitos iguais, possam obter benefícios mútuos, possuindo assim grande significado na ampliação das relações econômicas entre os países.
A razão seguinte pela qual manter firmemente a posição jucheana nas relações econômicas exteriores se apresenta como uma questão importante reside no fato de que as relações econômicas exteriores de nosso país se baseiam na construção de uma economia nacional independente.
As relações econômicas exteriores baseadas na construção de uma economia nacional independente significam que, ao mesmo tempo em que se edifica uma economia apoiada nas próprias forças e capaz de caminhar com os próprios pés, desenvolvem-se relações econômicas com outros países em conformidade com seus êxitos, sua base e suas necessidades.
Em outras palavras, as relações econômicas exteriores de nosso país são relações econômicas exteriores ao nosso estilo, que, por um lado, subordinam completamente as transações econômicas com outros países ao fortalecimento das bases da economia nacional independente e, por outro, têm como principal objetivo fortalecer a capacidade econômica que permita desenvolver de maneira ativa as relações econômicas exteriores.
Portanto, para desenvolver tais relações econômicas exteriores, é necessário manter firmemente a posição jucheana e desenvolvê-las de acordo com as intenções e exigências do Partido.
A posição jucheana permite, nas relações econômicas com outros países, manter a independência, exercer os direitos como dono, não tolerar quaisquer pressões ou interferências externas e rejeitar o seguimento cego aos outros, possibilitando assim subordinar completamente as relações econômicas exteriores às exigências da construção de uma economia nacional independente.
Ao manter a posição jucheana e desenvolver as relações econômicas exteriores com base na construção de uma economia nacional independente, torna-se possível produzir e vender diversos produtos demandados por outros países e, em troca, adquirir os bens necessários para a construção econômica do país e para a melhoria da vida do povo. Além disso, também se torna possível assimilar as avançadas tecnologias científicas de outros países de acordo com a realidade de nosso país e elevar rapidamente nossa ciência e tecnologia ao nível mundial.
As experiências de diversos países mostram que, quando não se mantém a posição jucheana nem se desenvolvem as relações econômicas exteriores com base na construção de uma economia nacional independente, surgem graves consequências para a revolução e a construção.
Os antigos países socialistas do Leste Europeu, sem estabelecer a posição independente e apenas ouvindo os outros, limitaram-se a produzir e vender apenas aquilo em que tinham tradição e familiaridade, enquanto importavam máquinas, equipamentos e bens de consumo de outros países. Como resultado, negligenciaram o estabelecimento de uma base econômica independente e, posteriormente, chegaram até mesmo a abalar o sistema socialista.
Além disso, alguns países em desenvolvimento, por não terem estabelecido a posição independente nem conduzido as relações econômicas exteriores com base na construção de uma economia independente, embora tenham conquistado a independência há muito tempo, ainda não conseguiram eliminar completamente a deformação e o atraso econômico herdados do domínio colonial e continuam presos à ordem econômica internacional mundial, sem conseguir escapar da dominação e da espoliação dos imperialistas.
Dessa forma, manter firmemente a posição jucheana, a posição independente, constitui uma importante garantia para desenvolver as relações econômicas exteriores com base na construção de uma economia nacional independente, impulsionando simultaneamente o desenvolvimento econômico do país e a ampliação dos intercâmbios políticos com outros países.
Outra razão pela qual manter firmemente a posição jucheana nas relações econômicas exteriores se apresenta como uma questão importante é que isso também possui grande importância para defender a autoridade externa do país e a dignidade nacional.
Desenvolver as relações econômicas exteriores não é simplesmente um trabalho prático destinado a resolver carências e insuficiências por meio da troca mútua. Expandir e desenvolver os intercâmbios comerciais e científico-tecnológicos com diversos países do mundo também tem como importante objetivo elevar a autoridade internacional do país e defender a dignidade nacional.
Frequentemente, o desenvolvimento das relações de amizade e cooperação entre os países começa pelas relações econômicas. O trabalho econômico exterior é diplomacia econômica e constitui um importante meio para o desenvolvimento das relações políticas com outros países.
Por isso, nas relações econômicas exteriores, é necessário manter a posição jucheana, destacar aquilo que é próprio, desenvolver amplamente aquilo que é mundial e contemporâneo e avançar rumo ao mundo.
O tipo de produtos com os quais se participa das relações econômicas com outros países possui grande significado na defesa da autoridade internacional do país e da dignidade nacional. As pessoas avaliam se um país é desenvolvido ou não ao observar diversos produtos têxteis. Com produtos, tecnologias ou serviços de baixa qualidade, não apenas é impossível desenvolver as relações econômicas exteriores, como também não se pode preservar a autoridade do país nem a dignidade nacional.
Juche é patriotismo, e manter a posição jucheana torna-se uma poderosa arma para defender a autoridade internacional do país e a dignidade nacional.
Somente mantendo a posição jucheana nas relações econômicas exteriores é possível superar fenômenos de submissão aos outros diante de dificuldades econômicas temporárias, sem considerar a honra e o prestígio do país.
Nada reduz mais a honra e o prestígio de um país do que estender a mão aos outros e mendigar alegando dificuldades.
Os imperialistas e dominacionistas dão algumas migalhas aos países que se submetem a eles e usam isso como isca para interferir em seus assuntos internos e fortalecer sua dominação e espoliação.
Portanto, para não depender dos outros em quaisquer condições difíceis e preservar a autoridade internacional do país e a dignidade nacional, é necessário manter firmemente a posição jucheana, acreditando nas próprias forças e abrindo caminho através das dificuldades com os próprios esforços.
Outra razão pela qual manter firmemente a posição jucheana nas relações econômicas exteriores se apresenta como uma questão importante é que isso se torna uma exigência ainda mais importante nas atuais condições do ambiente econômico exterior alterado após o colapso do mercado socialista.
Nas condições em que o socialismo fracassou na União Soviética e no Leste Europeu, tornou-se inevitável ampliar as relações econômicas exteriores com os países capitalistas.
Entretanto, as relações econômicas exteriores com os países capitalistas diferem fundamentalmente das relações econômicas com os países socialistas.
Mesmo nas relações econômicas exteriores com os países socialistas era necessário manter a posição jucheana, mas nas relações econômicas com os países capitalistas isso deve ser mantido de maneira ainda mais firme.
Os imperialistas chamam as relações econômicas com outros países de “cooperação” e “ajuda”, utilizando-as como meio de agressão e espoliação no exterior.
Ainda mais nas atuais condições em que as manobras anti-RPDC dos imperialistas se intensificam, somente mantendo firmemente a posição jucheana nas relações econômicas exteriores é possível impedir a infiltração de diversos elementos capitalistas em nosso interior.
Mesmo observando o fracasso do socialismo no Leste Europeu, percebe-se que uma das causas importantes foi o fato de não terem mantido a posição independente nas relações econômicas exteriores.
Os países daquela região, alegando desenvolver a economia, abriram e liberalizaram suas economias, não conseguindo preservar a economia socialista planificada e permitindo que a economia de mercado capitalista predominasse.
Assim, manter a posição jucheana nas relações econômicas exteriores possui grande significado sob diversos aspectos.
Manter a posição jucheana nas relações econômicas exteriores não significa, de forma alguma, isolacionismo nem exclusão do desenvolvimento das relações econômicas com outros países.
As relações econômicas exteriores de caráter independente apenas se opõem à dependência cega, mesmo quando se realizam comércio, intercâmbio tecnológico, empreendimentos conjuntos e cooperação com outros países, exigindo que aquilo que não existe ou é insuficiente em nosso país seja resolvido através das relações econômicas exteriores.
Mesmo que provenham de países capitalistas, tecnologias avançadas, métodos racionais de organização da produção e técnicas de construção devem ser aceitos se forem necessários e úteis para nós.
O que as relações econômicas exteriores de caráter independente não permitem são os métodos capitalistas de administração e os elementos capitalistas.
Por isso, é necessário ampliar as relações econômicas exteriores firmemente apoiados na posição jucheana, compreendendo corretamente a situação e as tendências do mercado mundial e baseando-se numa avaliação suficiente dos interesses estratégicos de nosso país, de sua capacidade econômica e de suas condições reais.
A ampliação das relações econômicas exteriores constitui hoje uma exigência fundamental da construção de uma potência econômica.

Nenhum comentário:
Postar um comentário