quarta-feira, 20 de maio de 2026

Kang Sung Han

Nascido em 1918, em uma família de camponeses arrendatários do condado de Sinchon, na província de Hwanghae Sul, o camarada Kang Sung Han destacou-se desde muito jovem como uma promissora voz da literatura infantil coreana. Ainda nos tempos de escola primária começou a escrever canções e poemas para crianças, revelando um talento extraordinário que rapidamente chamou atenção nos círculos literários da época. Obras como “Meu Irmão Mais Novo”, “Água do Riacho” e “O Pintinho que Perdeu a Mãe” já demonstravam sua sensibilidade artística e profundo apego à vida do povo simples.

Durante a década de 1930, Kang Sung Han consolidou-se como um dos mais importantes autores da literatura infantil coreana. Seus poemas infantis, marcados por forte sentimento popular e retratos vivos da vida rural, conquistaram amplo reconhecimento. Entre suas obras mais representativas desse período destacam-se “Pleno Meio-Dia Entediante”, “O Cachorro sem Nome” e “Canção de Ninar da Casa da Montanha”. Ao mesmo tempo, desenvolveu uma importante produção em prosa infantil, escrevendo contos e romances juvenis que abordavam as dificuldades e esperanças das crianças coreanas sob a opressão colonial japonesa.

Entre suas obras, o romance juvenil “Céu da Madrugada” ocupa posição especial. Escrito quando o autor tinha apenas 19 anos, o trabalho começou a ser publicado em série em 1936 e tornou-se extremamente popular entre os leitores. A obra retrata com realismo a vida sofrida das camadas pobres em Seul e é considerada uma das mais importantes contribuições à literatura infantil coreana moderna. Mesmo em condições difíceis, Kang Sung Han buscou transmitir às novas gerações sentimentos de dignidade, solidariedade e esperança.

Após a libertação da Coreia em 1945, Kang Sung Han colocou inteiramente sua caneta a serviço da construção da nova sociedade popular no norte do país. Atuou como funcionário do Comitê do Partido do Trabalho da Coreia da província de Hwanghae e presidiu o comitê provincial da federação literária e artística. Nesse período, produziu numerosas obras exaltando as transformações revolucionárias provocadas pela reforma agrária, pela fundação da República e pela construção socialista. Seus poemas, peças teatrais e canções refletiam a alegria e o entusiasmo criador do povo que passava a construir uma nova vida sob a direção do grande Líder camarada Kim Il Sung.

Além de poeta, Kang Sung Han foi também um firme militante revolucionário. Durante a Guerra de Libertação da Pátria, acabou sendo capturado pelos inimigos. Mesmo preso, recusou-se categoricamente a abandonar suas convicções. Segundo relatos preservados na RPDC, os inimigos tentaram persuadi-lo a escrever poemas em louvor aos Estados Unidos em troca de liberdade. Em resposta, declarou que antes de ser poeta era militante do Partido do Trabalho da Coreia e deputado da Assembleia Popular provincial, afirmando estar pronto para morrer pela República.

Em 17 de outubro de 1950, Kang Sung Han morreu na prisão, transformando-se em exemplo de fidelidade revolucionária e espírito indomável. Diz-se que, antes da execução, recitou versos em defesa da República Popular Democrática da Coreia, do Partido do Trabalho da Coreia e do General Kim Il Sung. Sua vida permaneceu como símbolo da união entre literatura revolucionária e convicção política inabalável. 

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