Antes de tudo, a economia escravista expandiu-se corroendo a economia dos pequenos camponeses autônomos.
A economia dos pequenos camponeses autônomos era uma forma econômica baseada na posse camponesa dos meios de produção, isto é, da terra, e o significado de “autônomo” consistia na possibilidade de realizar atividades independentes de produção e administração com base na propriedade privada dos meios de produção, ou seja, da terra.
Nas condições da Coreia, onde a terra era o principal meio de produção, a economia dos pequenos camponeses autônomos tornou-se a principal forma econômica representativa da economia baseada na propriedade.
A economia dos pequenos camponeses autônomos era uma economia de cultivo próprio, baseada na posse de pequenas parcelas de terra e no cultivo realizado na própria terra, sendo, do ponto de vista das relações de propriedade fundiária, uma economia camponesa baseada na pequena propriedade agrícola.
Além disso, a economia escravista também se expandiu corroendo a economia comunitária.
A economia comunitária era uma economia baseada na propriedade coletiva da terra, sendo administrada por meio da distribuição das terras comuns às famílias individuais da comunidade para que produzissem por conta própria e entregassem determinada quantidade da colheita à comunidade.
Na sociedade escravista, o processo de corrosão e desintegração da economia comunitária ocorreu em duas etapas.
A primeira etapa consistiu no processo em que a classe escravista, por meio do poder estatal, impôs um pesado sistema de tributos às comunidades já integradas ao sistema de dominação estatal, corroendo e desintegrando a economia comunitária.
A segunda etapa foi o processo em que as comunidades se fragmentavam e desmoronavam, fazendo com que a economia comunitária corroída fosse absorvida e reorganizada dentro da economia escravista.
Grande Casa de Estudos do Povo

Nenhum comentário:
Postar um comentário