sexta-feira, 22 de maio de 2026

Situação de surto de Ebola provoca inquietação e preocupação

Recentemente, a Organização Mundial da Saúde declarou emergência internacional de saúde pública em relação ao surto de Ebola na República Democrática do Congo e em Uganda.

Menos de seis meses após a República Democrática do Congo declarar, em 1º de dezembro do ano passado, o fim do surto de Ebola, a doença voltou a se espalhar. Em setembro do ano passado, ocorreu no centro do país o 16º surto de Ebola.

O atual surto foi provocado por uma nova variante do vírus. A preocupação aumenta ainda mais porque ainda não existe uma vacina específica capaz de enfrentá-la. Para impedir a entrada da epidemia, países vizinhos como Burundi, Tanzânia e Ruanda estão reforçando as medidas sanitárias.

A doença causada pelo vírus Ebola surgiu pela primeira vez em 1976, nas proximidades do rio Ebola, na República Democrática do Congo. Por isso recebeu o nome de vírus Ebola. Na época, a doença espalhou-se rapidamente por países das regiões central e oriental da África, tirando inúmeras vidas. Sua taxa de mortalidade chegava a 90%, sendo inferior apenas à da raiva. Isso levou até mesmo ao surgimento de uma espécie de fobia do vírus Ebola entre as pessoas.

Três anos depois, em 1979, a doença voltou a ocorrer no Sudão, causando a morte de 400 pessoas. Também na República Democrática do Congo, o uso de seringas mal esterilizadas provocou a infecção de 300 pessoas, das quais 90% morreram.

Em junho de 1994, um botânico suíço começou a apresentar sintomas graves poucos dias após dissecar um chimpanzé morto em um parque nacional da Costa do Marfim, sendo posteriormente confirmado que havia sido infectado pelo vírus Ebola.

Entre 2014 e 2016, a doença causada pelo vírus Ebola espalhou-se não apenas pela África, mas também por várias partes do mundo, resultando em mais de 28.600 infectados e cerca de 11.300 mortes.

Entre as oito doenças que a Organização Mundial da Saúde previu há alguns anos como possíveis causadoras de uma pandemia global estava também a doença causada pelo vírus Ebola.

Já foi comprovado que a doença se transmite por meio do sangue e dos fluidos corporais de pessoas ou animais infectados pelo vírus Ebola.

Após a infecção, surgem inicialmente fortes dores de cabeça, febre alta e dores musculares, seguidas pela formação de coágulos sanguíneos nos órgãos do corpo. Dores generalizadas, vômitos e diarreia persistem, e por fim o sistema imunológico e os pequenos vasos sanguíneos são completamente destruídos, levando à morte por hemorragias através dos olhos, nariz, boca e ouvidos. O período de incubação varia de dois dias a três semanas.

Especialistas em saúde recomendam evitar apertos de mão, lavar cuidadosamente as mãos com água e sabão, desinfetar bem superfícies e evitar ao máximo o contato com pessoas infectadas para prevenir o contágio dessa doença letal. Os profissionais de saúde devem usar equipamentos de proteção individual ao se aproximarem de pacientes infectados, e os corpos devem ser enterrados apenas por pessoas devidamente equipadas com proteção adequada.

Muitos países estão aumentando a vigilância diante da propagação da doença causada pelo vírus Ebola, conhecida como a doença da morte.

Rodong Sinmun

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