sexta-feira, 22 de maio de 2026

Reação contra a coerção e a arbitrariedade

Recentemente, os Estados Unidos decidiram excluir a participação da África do Sul na cúpula do G20, que será realizada em dezembro deste ano. No ano passado, os EUA já haviam se recusado a participar da cúpula do G20 realizada em Joanesburgo, na África do Sul, alegando que o país não seria convidado para a cúpula de 2026. A decisão atual decorre disso.

Os Estados Unidos acusam a África do Sul de ter cometido crimes de genocídio contra a minoria branca.

Em 2025, a África do Sul adotou e implementou uma série de leis relacionadas à reforma agrária, de acordo com sua constituição. Trata-se, em todos os aspectos, de um direito soberano do país e de uma questão interna.

Entretanto, os Estados Unidos classificaram as medidas sul-africanas como perseguição aos brancos e exerceram diversas formas de pressão. Mais tarde, passaram até a acusar o país de cometer genocídio contra a minoria branca, tentando manchar sua imagem internacional.

Por trás da tentativa dos EUA de isolar a África do Sul na arena internacional sob o pretexto de “genocídio da minoria branca” existe uma intenção desprezível.

Em 10 de março, o embaixador dos Estados Unidos na África do Sul provocou uma controvérsia diplomática ao fazer declarações arrogantes sobre a posição sul-africana como membro do BRICS e sobre o processo movido contra Israel na Corte Internacional de Justiça. Pode-se dizer que aí se revela a verdadeira intenção dos EUA.

A África do Sul desempenha um importante papel no desenvolvimento independente do continente africano e nas atividades do BRICS. Recentemente, o país vem defendendo firmemente que os crimes de guerra de Israel sejam tratados pela Corte Internacional de Justiça, enfrentando a coerção e a arbitrariedade do Ocidente. Isso provocou a insatisfação dos Estados Unidos, levando-os finalmente a excluir a África do Sul da cúpula do G20.

Em resposta, a África do Sul decidiu não participar das atividades do G20 até o término da presidência dos Estados Unidos.

O ministro sul-africano das Relações Internacionais e Cooperação declarou que nenhum Estado-membro da organização possui o direito unilateral de excluir outro país. Ele afirmou que as alegações dos Estados Unidos sobre genocídio da minoria branca estão distantes da verdade e enfatizou: “A África do Sul não pede aprovação dos Estados Unidos para seguir seu caminho. Nosso caminho é escolhido pelo nosso povo e guiado por nossas leis.”

O presidente da Comissão da União Africana declarou categoricamente que o G20 não é propriedade exclusiva de um único país. Ele advertiu que a atual cúpula do G20 perderia todo o significado de desenvolvimento sustentável sem a participação da África do Sul.

Diversos países, incluindo a China, também expressaram a posição de que esperam que a África do Sul contribua para a defesa do multilateralismo como membro do G20.

Por outro lado, Gana recentemente tomou a medida de interromper as negociações que vinha mantendo há vários anos com os Estados Unidos sobre financiamento de apoio à saúde pública.

Os Estados Unidos exigiram acesso irrestrito a dados sensíveis dos cidadãos ganeses como condição para fornecer ajuda financeira ao setor de saúde. Em particular, exigiram a integração dos órgãos estadunidenses relevantes com o sistema da Autoridade Nacional de Identificação de Gana.

Gana rejeitou essas exigências, afirmando que elas violam a Lei de Proteção de Dados Pessoais de Gana, adotada em 2012, e que compartilhar dados médicos sensíveis de cidadãos com outro país constitui uma ameaça à soberania nacional. Em seguida, os Estados Unidos passaram a pressionar o governo ganês, mencionando até mesmo um prazo final para as negociações.

A proteção de dados pessoais é uma questão elementar relacionada à garantia dos direitos humanos, e o Estado tem o dever legítimo de proteger os direitos de seus cidadãos. O fato de os Estados Unidos exigirem acesso irrestrito a dados sensíveis de cidadãos ganeses como condição para conceder ajuda à saúde constitui uma arbitrariedade descarada, saqueadora e insultuosa à soberania de Gana, além de representar uma manobra astuta para transformar o país em uma colônia.

Gana classificou as exigências estadunidenses como uma ameaça à soberania nacional e as rejeitou firmemente, levando ao fracasso das negociações.

No mundo atual, em que se tornou uma tendência irreversível cada país escolher seu próprio caminho de desenvolvimento de acordo com suas convicções independentes e interesses nacionais, a coerção e a arbitrariedade ultrapassadas já não funcionam mais.

Quanto mais os Estados Unidos persistirem em seus hábitos hegemônicos e agirem com arrogância, maior será a reação internacional contra eles.

Un Jong Chol

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