Recentemente, o presidente da Comissão da União Africana reafirmou a posição da organização sobre a questão da reforma do Conselho de Segurança da ONU.
Ele afirmou que a exigência da África por assentos permanentes no Conselho de Segurança da ONU não visa obter qualquer tratamento especial, mas sim corrigir injustiças históricas, acrescentando que a legitimidade desse organismo depende de refletir a realidade mundial atual, e não a de 1945.
Ele destacou que, nas condições em que a população do continente africano cresce e sua influência política e econômica aumenta, é ainda mais natural que ocupe posições de membros permanentes.
Nos últimos anos, a África vem se desenvolvendo rapidamente.
Em 2024, a taxa de crescimento econômico do continente foi de 3,7%, considerada relativamente elevada. No ano passado também foram alcançados muitos progressos, especialmente na região subsaariana, cuja taxa de crescimento econômico chegou a 4,1%. Prevê-se que neste ano essa taxa ultrapasse novamente 4% nessa região.
Isso supera amplamente a média mundial e representa um dos níveis mais altos entre as principais regiões do mundo.
Entretanto, no cenário internacional, a África continua sendo tratada de maneira desigual.
Atualmente, o Conselho de Segurança da ONU é composto por cinco membros permanentes e dez membros não permanentes. À África estão destinados três assentos não permanentes.
Na reunião realizada em agosto de 2024 para discutir a reforma do Conselho de Segurança da ONU, o então presidente do Conselho, o presidente de Serra Leoa, afirmou que é extremamente injusto, tanto histórica quanto realisticamente, que não exista nenhum país africano entre os membros permanentes.
Em fevereiro passado, foram realizadas negociações intergovernamentais relacionadas à distribuição equitativa das cadeiras do Conselho de Segurança da ONU e à ampliação de seus membros. Nelas também surgiram vozes defendendo que se eleve substancialmente a representação e o direito à palavra dos países em desenvolvimento, especialmente corrigindo as injustiças históricas contra a África e priorizando a realização das demandas africanas.
A União Africana, que estabeleceu como objetivo transformar a África em um continente influente no cenário mundial, defende atualmente a ampliação do Conselho de Segurança da ONU e reivindica que os países africanos ocupem dois assentos permanentes e cinco não permanentes.
Os países africanos também vêm adotando posições independentes em suas relações com os países ocidentais.
Um exemplo disso foi a recente suspensão, por Níger e Burkina Faso, das atividades de meios de comunicação franceses que difundiam informações falsas ameaçando a ordem pública e a segurança nacional em seus territórios.
O governo do Níger tomou essa medida afirmando que os meios de comunicação franceses participaram da guerra midiática conduzida pelos imperialistas contra o país.
Segundo as autoridades, tais meios de comunicação divulgaram repetidamente reportagens e materiais editoriais capazes de ameaçar gravemente a ordem pública no país. A medida de proibição adotada por Burkina Faso contra uma emissora francesa também ocorreu porque a emissora glorificava atos terroristas e difundia informações falsas.
Os países africanos, conscientes de que somente ao romper os grilhões da subordinação poderão alcançar verdadeira paz e desenvolvimento, estão enfrentando resolutamente as manobras de ingerência dos países ocidentais.
Os esforços dos países africanos para rejeitar a dominação e a ingerência neocolonialistas, realizar justiça e igualdade e promover o desenvolvimento do continente por meio da força da unidade estão se fortalecendo ainda mais.
Ho Yong Min

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