A camarada Kim Stankevich foi uma destacada revolucionária comunista coreana que dedicou toda a sua vida à luta pela emancipação social e nacional do povo coreano. Nascida em 1885 em uma aldeia coreana da Sibéria, em meio à comunidade de emigrantes coreanos perseguidos pelo feudalismo e pela opressão estrangeira, ela cresceu desde cedo em um ambiente marcado pelo espírito patriótico e pela aspiração à independência da Coreia. Seus pais eram originários do condado de Kyongwon, na província de Hamgyong Norte, e haviam emigrado para a Rússia em busca de sobrevivência e dignidade.
Após concluir seus estudos em Vladivostok, Kim Stankevich trabalhou como professora de escola primária. Entretanto, ao testemunhar as duras condições de vida dos trabalhadores e emigrantes coreanos espalhados pelo Extremo Oriente russo, abandonou voluntariamente a vida tranquila do magistério para ingressar no caminho da revolução. Mudando-se para Vladivostok, passou a defender ativamente os direitos e interesses dos operários coreanos, dedicando suas energicas atividades à conscientização política das massas exploradas.
Com a vitória da Revolução de Outubro e a queda do czarismo, Kim Stankevich aderiu às fileiras bolcheviques, transformando-se numa revolucionária profissional. Colocando os interesses da revolução acima dos interesses pessoais, separou-se de sua família e consagrou toda a sua existência à defesa das conquistas revolucionárias e à causa do comunismo. Sua firme convicção revolucionária e seu elevado internacionalismo proletário fizeram dela uma das pioneiras do movimento comunista coreano.
Enquanto trabalhava no Departamento do Extremo Oriente do Partido Bolchevique em Khabarovsk, Kim Stankevich desenvolveu vigorosas atividades entre os revolucionários coreanos. Ela encorajou figuras patrióticas e revolucionárias como Ri Tong Hwi e Kim Rip a fortalecerem a organização revolucionária das massas coreanas e participou da fundação do Partido Socialista Coreano em 1918. Suas atividades exerceram enorme influência entre os coreanos residentes nas regiões marítimas da Rússia, inspirando muitos jovens patriotas a seguirem o caminho da luta revolucionária.
Quando as forças contrarrevolucionárias e intervencionistas intensificaram suas manobras contra o poder soviético, Kim Stankevich permaneceu fiel à revolução até o último instante. Durante a retirada das forças revolucionárias de Khabarovsk, ela permaneceu no local para concluir tarefas organizativas pendentes e posteriormente tentou partir pela região do rio Amur. Porém, acabou sendo capturada pelas forças da Guarda Branca e pelos militaristas japoneses, inimigos ferozes da revolução e da independência dos povos.
Mesmo diante da morte, Kim Stankevich demonstrou um espírito revolucionário indomável. Recusando-se a se curvar diante dos inimigos, denunciou com coragem os contrarrevolucionários e afirmou até o fim sua fé no triunfo do comunismo e na libertação da Coreia. Executada em 1918, aos 34 anos de idade, ela deixou um exemplo brilhante de fidelidade revolucionária, patriotismo e internacionalismo proletário, tornando-se uma heroína admirada pelas gerações posteriores de revolucionários coreanos e uma inspiradora combatente da causa da independência e do socialismo.

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