sábado, 30 de maio de 2026

Kyomipho — sinônimo do inferno humano na Terra

À medida que a geração muda e a revolução avança, tenhamos uma consciência de classe anti-imperialista mais forte

Ao ver os materiais expostos no Pavilhão de Educação de Classe da cidade de Songrim

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

“É necessário intensificar o trabalho de educação entre os militantes do Partido, os militares e os trabalhadores, para que possuam elevada consciência de classe, mantenham firmemente os princípios revolucionários e a posição de classe em quaisquer circunstâncias e lutem sem piedade contra os inimigos de classe.”

A cidade de Songrim, onde se localiza o Complexo Siderúrgico de Hwanghae, base da indústria do ferro, era chamada Kyomipho antes da libertação. Há uma dolorosa história por trás dessa denominação.

No início do século passado, o imperialismo japonês, que se infiltrou nesta região para saquear os abundantes recursos do nosso país, lançou-se primeiramente à construção de ferrovias.

Devido às obras ferroviárias realizadas pelos japoneses, inúmeros camponeses perderam suas terras de uma só vez e ficaram sem casa nem trabalho.

O comandante do batalhão de engenheiros do exército japonês estacionado na região, um sujeito chamado Kenji Watanabe, após concluir a construção da linha férrea, passou a chamar a localidade de “Kenjiho”, em referência ao próprio nome. Foi assim que surgiu o amaldiçoado nome Kyomipho, que se tornou sinônimo de matadouro humano e inferno humano na Terra, criado à custa do sangue e suor arrancados impiedosamente do povo coreano.

Posteriormente, os japoneses concluíram que este lugar, rico em minério de ferro e situado às margens do rio Taedong, com condições favoráveis de transporte, poderia tornar-se uma base metalúrgica ideal para sua invasão e pilhagem, e ali construíram uma siderúrgica.

Com o surgimento da siderúrgica, muitas pessoas que sofriam por falta de trabalho afluíram para a região.

Entre elas estava também Tok Man, um adolescente de pouco mais de dez anos. Tendo ouvido dizer que os ganhos eram bons, foi para lá para ajudar sua mãe, que sofria trabalhando como criada para pagar as dívidas contraídas com um latifundiário. Porém, era jovem e frágil demais para suportar o trabalho siderúrgico, que até mesmo os adultos consideravam extenuante.

Tok Man levantava-se cedo todas as manhãs, engolia uma refeição de arroz grosseiro semelhante a grãos de areia e uma rala sopa salgada, e então subia por plataformas sem corrimão até alturas vertiginosas, carregando às costas recipientes cheios de minério de ferro para despejá-los dentro dos altos-fornos, de onde jorravam violentamente chamas avermelhadas.

Submetido diariamente a um trabalho tão penoso, em poucos dias seus ombros e costas incharam dolorosamente, enquanto o pó de minério levado pelo vento lhe feria os olhos como se fossem espetados por espinhos.

Assim passou um mês de sofrimento, até chegar o dia do pagamento. Feliz por receber o primeiro dinheiro ganho com o próprio trabalho, Tok Man aguardou sua vez na fila. Depois de muito esperar, recebeu finalmente um envelope e olhou seu conteúdo, mas encontrou apenas um pedaço de papel com anotações.

Após os descontos feitos sob pretextos como alimentação, taxa de intermediação de emprego e multas, não lhe restara nada além do envelope vazio. A maioria dos trabalhadores recebeu igualmente envelopes vazios e protestou, mas os japoneses responderam chicoteando-os e obrigando-os a voltar ao trabalho.

Certo dia, os exploradores forçaram os trabalhadores a entrar numa área onde o gás ainda não havia sido totalmente dissipado. Pouco depois, quando eles desmaiaram intoxicados, os japoneses declararam que os “fracos” não serviam para nada e os demitiram antes mesmo que recuperassem a consciência.

Um encarregado japonês derrubou a pontapés um trabalhador que, apesar de doente, continuava comparecendo ao serviço para não perder o emprego, acusando-o de ser um “vagabundo” e expulsando-o imediatamente.

Kyomipho era literalmente um inferno humano na Terra. Todos os dias, os trabalhadores tinham de fundir ferro e realizar trabalhos de fundição em meio à poeira durante 13 a 14 horas sob os chicotes dos japoneses. Bastava endireitar um pouco as costas para que o chicote do capataz lhes atingisse a nuca.

Isso não é apenas uma velha história do passado.

Ao olhar para o mundo, encontram-se incontáveis registros dos crimes cometidos por saqueadores que invadiram e ocuparam outros países.

Entretanto, dificilmente houve carrascos humanos e assassinos tão cruéis e perversos quanto os japoneses, que empurraram os coreanos para trabalhos forçados e fizeram da captura e exploração de pessoas uma fonte de prazer.

Por mais que o tempo passe e por mais que as gerações se sucedam inúmeras vezes, jamais esqueceremos, nem por um instante, a história dos crimes que o imperialismo japonês impôs ao nosso povo, e certamente nos vingaremos deles mil vezes.

An Song Il


"Kenjiho" é a pronúncia em japonês e "Kyomipho" é a transliteração dessa mesma palavra para o coreano

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