Nos anos seguintes, Yun Sun Tal desenvolveu sua carreira dentro das organizações partidárias e estatais. Segundo os registros do processo, manteve relações com Ri Sung Yop e Pak Hon Yong desde o período posterior à libertação e, com o tempo, tornou-se um de seus homens de confiança. Em junho de 1952, ocupava o cargo de vice-diretor do Departamento de Ligação do Comitê Central do Partido.
A partir desse período, de acordo com os autos, Yun Sun Tal passou a participar diretamente dos preparativos para a insurreição armada da camarilha de Ri Sung Yop. Suas atividades incluíam a organização e o fortalecimento de unidades armadas e outras ações destinadas à ampliação das forças da organização. Em setembro de 1952, participou da reunião realizada na residência de Pak Hon Yong para discutir a composição do chamado “novo partido” e do “novo governo”. Nessa estrutura planejada, Yun Sun Tal foi indicado para ocupar o cargo de “ministro do Comércio”.
Durante o interrogatório, Yun Sun Tal declarou que aceitara a indicação para esse futuro cargo porque isso correspondia ao seu desejo de ascender na vida. Também afirmou que, naquele período, aceitava incondicionalmente as orientações de Pak Hon Yong e não procurava analisar profundamente o conteúdo das instruções recebidas. Segundo seu próprio depoimento, somente durante a investigação preliminar compreendeu que o governo que planejavam estabelecer seria um governo reacionário.
Os autos também atribuem a Yun Sun Tal participação em um assassinato ocorrido em novembro de 1952. Segundo a acusação e a defesa apresentadas no julgamento, ele teria agido juntamente com Pae Chol e, sob suas instruções, participado do assassinato de dois cidadãos. O advogado de defesa reconheceu sua participação, mas destacou que suas atividades efetivas nos crimes descritos no processo haviam começado apenas em junho de 1952 e que ele não era apresentado como o iniciador ou principal dirigente da conspiração.
Yun Sun Tal foi julgado pelo Tribunal Militar do Supremo Tribunal da República Popular Democrática da Coreia entre 3 e 6 de agosto de 1953. Em sua declaração final, reconheceu sua participação nos crimes e afirmou arrepender-se de seus atos.
Na sentença, o tribunal condenou Yun Sun Tal a 15 anos de prisão, com fundamento nos artigos 78, 65, inciso 2, 76, inciso 2, e 112 do Código Penal. Também foi determinada a confiscação da totalidade dos bens que lhe pertenciam. A pena foi contada a partir de 16 de março de 1953, data de sua detenção. Sabe-se que cumpriu a pena e ganhou liberdade, mas não sabe-se quando morreu.

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