A partir de março de 1933, estudou na Faculdade de Literatura da Escola Profissional de Yonhui, em Seul. Em 1935, foi para o Japão, transferiu-se para a Escola Comercial Meiji e concluiu seus estudos ali. Em 1936, ingressou novamente na Faculdade de Literatura Yonhui, formando-se em 1937. Em seguida, foi para os Estados Unidos, onde estudou na Universidade Mount Union, em Ohio, e posteriormente realizou pesquisas na Universidade Columbia, em Nova York. Retornou à Coreia em julho de 1940 e, até a libertação de 15 de agosto de 1945, administrou atividades relacionadas à mineração, fazendas e pomares.
Após a libertação, Sol Jong Sik deixou Kangnung e foi para Seul, onde, segundo seu depoimento, recebeu de seu segundo irmão a tarefa de negociar com as autoridades militares estadunidenses a reconstrução do jornal Tonga Ilbo. A partir de novembro de 1945, passou a ocupar o cargo de chefe de Opinião Pública do Departamento de Informação do Governo Militar dos Estados Unidos na Coreia do Sul. Os registros do processo afirmam que, nessa função, realizou atividades voltadas contra o Partido do Trabalho da Coreia do Sul e outras forças democráticas.
Durante esse período, estabeleceu relações com o oficial estadunidense Robinson. Segundo os autos, por volta de maio de 1946, Sol Jong Sik apresentou Robinson a Rim Hwa, que ocupava posição de destaque nas organizações culturais sul-coreanas. Rim Hwa posteriormente declarou que, por intermédio de Sol Jong Sik ou de Robinson, forneceu materiais sobre organizações políticas e culturais, listas de dirigentes e outros documentos.
Em setembro de 1946, segundo os registros do processo, Sol Jong Sik ocultou sua identidade e infiltrou-se no Partido. Em novembro de 1949, abandonou essa organização e ingressou na chamada Liga de Orientação Pública. O processo também afirma que, em colaboração com a polícia sul-coreana, passou a produzir e publicar obras literárias que atacavam o Partido, o governo da República e o movimento comunista.
Após a libertação de Seul em junho de 1950, Sol Jong Sik passou a trabalhar na União dos Escritores. Em setembro daquele ano, ingressou na Sétima Seção do Departamento de Treinamento Cultural do Comando da Frente do Exército Popular da Coreia, onde, segundo seu depoimento, realizou atividades de desagregação no Exército. A partir de julho de 1951, trabalhou como intérprete da delegação do Exército Popular da Coreia nas negociações de paz de Kaesong. Antes de sua prisão, ocupava o cargo de membro da 7ª Seção da Direção Política Geral do Alto Comando do Exército Popular.
Sol Jong Sik foi julgado pelo Tribunal Militar do Supremo Tribunal da República Popular Democrática da Coreia entre 3 e 6 de agosto de 1953. Durante o julgamento, reconheceu os atos apresentados pela acusação, e o procurador solicitou sua condenação à pena de morte.
Na sentença, o tribunal condenou Sol Jong Sik à pena de morte, nos termos do artigo 79 do Código Penal. Também foi determinada a confiscação da totalidade dos bens que lhe pertenciam.

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