A partir de setembro de 1945, Ri Sung Yop ocupou importantes funções políticas e de imprensa na parte sul da Coreia. Foi chefe da redação do Haebang Ilbo, membro da Secretaria do Comitê Central do Partido Comunista da Coreia, vice-diretor do Departamento de Quadros do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia do Sul e redator-chefe do Roryok Inminsa. Em dezembro de 1947, transferiu-se para o norte, onde realizou trabalhos especiais relacionados à parte sul. Em dezembro de 1949, tornou-se secretário do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia.
Depois do estabelecimento da República, sua carreira avançou para postos de maior responsabilidade. Ri Sung Yop foi nomeado ministro da Justiça do Conselho de Ministros, posteriormente tornou-se membro do Comitê Político e secretário do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia. Em agosto de 1950, durante a Guerra de Libertação da Pátria, assumiu o cargo de presidente do Comitê Popular Provisório da cidade de Seul. Após a retirada de Seul, passou a atuar na Direção Política Geral do Exército Popular da Coreia, primeiro como vice-diretor do 7º Departamento e depois como chefe da Seção de Orientação de Estudos Políticos do Departamento de Propaganda e Agitação. Em maio de 1951, tornou-se vice-redator-chefe da Editora Minju Joson e, em maio de 1952, diretor do Departamento de Inspeção Popular, função que manteve até sua prisão.
Paralelamente à ascensão nos órgãos do Partido e do Estado, Ri Sung Yop desenvolveu, conforme os autos do processo, atividades de espionagem e conspiração. O próprio Ri Sung Yop declarou que suas atividades de intriga política eram realizadas, desde fevereiro de 1946, sob instruções diretas dos órgãos de espionagem estadunidenses. Após sua ida para o norte, passou a coordenar a coleta e transmissão de informações secretas e o trabalho clandestino relacionado à parte sul. Também utilizou suas posições para colocar pessoas de sua confiança em cargos importantes e manter uma rede de colaboradores dedicada às atividades conspiratórias.
Durante a libertação de Seul em 1950, quando presidia o Comitê Popular Provisório da cidade, organizou estruturas de repressão e terror, incluindo uma prisão secreta instalada no porão do edifício do comitê. O processo também registra depoimentos segundo os quais pessoas consideradas obstáculos às atividades do grupo foram presas e assassinadas. Entre os atos atribuídos a sua direção estava ainda a organização de estruturas como o chamado “Comitê de Investigação de Terras” e o “Departamento de Assuntos Especiais do Quartel-General das Forças Voluntárias”.
Finalmente, Ri Sung Yop foi preso e levado a julgamento em Pyongyang em agosto de 1953, juntamente com outros integrantes do grupo. Durante o interrogatório, reconheceu sua participação nas atividades de espionagem e declarou que havia buscado ascender politicamente com o apoio dos estadunidenses, chegando a admitir que possuía a ambição de estabelecer um novo governo. O Tribunal Militar do Supremo Tribunal da República Popular Democrática da Coreia considerou-o culpado de diversos crimes, incluindo os previstos nos artigos 78, 76, 68 e 72 do Código Penal, e fixou-lhe a pena de morte, além do confisco de todos os seus bens.

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