Discurso do camarada Kim Il Sung diante dos eleitores do cantão de Samdung, condado de Kangdong, província de Phyongan Sul
2 de novembro de 1947
Queridos eleitores:
Em nome do Comitê Popular da Coreia do Norte e do povo coreano emancipado, felicito-os calorosamente por ocasião do primeiro aniversário das eleições para os comitês populares, realizadas em 3 de novembro, gloriosa festa do povo coreano e dia significativo que brilhará para sempre na história de nossa nação.
Considero uma grande honra, como membro do comitê popular eleito por vocês, poder prestar contas hoje do trabalho realizado pelo comitê popular durante um ano.
Queridos irmãos e irmãs:
Diante de nosso povo libertado colocou-se a mais sagrada, porém pesada tarefa de estabelecer o quanto antes um governo democrático unificado e construir um Estado soberano e independente.
O povo norte-coreano lutou e luta com todas as suas forças e com o máximo fervor para cumprir esta importante tarefa, que reflete o ardente desejo de todo o povo da Coreia. Diante da situação favorável criada na Coreia do Norte após a libertação, o povo norte-coreano lutou para lançar as bases para estabelecer um verdadeiro governo democrático unificado do povo coreano e construir um Estado soberano e independente. Os esforços dedicados pelo povo norte-coreano à luta para realizar com êxito as primeiras eleições democráticas de 3 de novembro do ano passado e outras eleições para membros dos comitês populares em todos os níveis, bem como diversas reformas democráticas, aceleraram o estabelecimento de um governo democrático unificado e estimularam vigorosamente o povo sul-coreano na luta para alcançar nosso objetivo geral.
O problema do estabelecimento de um governo democrático unificado em nosso país não pode ser resolvido, de modo algum, com palavras, mas somente criando, de fato, todas as condições e bases necessárias para isso. No período transcorrido, sob a direção do comitê popular, a população norte-coreana lançou os fundamentos básicos para estabelecer um verdadeiro governo unificado do povo da Coreia e explicamos claramente a ela o caminho que deve seguir. Depois de eliminar as consequências da cruel dominação colonial do imperialismo japonês, implantamos na Coreia do Norte um novo regime democrático e lançamos as bases econômicas para a construção de um Estado soberano e independente na pátria, que havia sido destruída e devastada.
Esta transformação histórica de grande importância no desenvolvimento de nossa nação não foi alcançada, de modo algum, por si só. Essa grande vitória é resultado da existência do Poder popular, que o povo, graças à sua vontade geral, estabeleceu com suas próprias mãos e consolidou ainda mais por meio das eleições democráticas. Do mesmo modo, é fruto da luta abnegada que as massas populares, convertidas em mestres do poder, travaram, sob a direção do comitê popular, em benefício dos interesses da sociedade e de si mesmas.
Durante a aplicação das reformas democráticas, aspiração secular do povo coreano, e a execução de diversas medidas corretas, o Poder popular foi avaliado positivamente pelas amplas massas populares e, por meio de suas atividades práticas, conquistou seu elevado e incontestável prestígio e confiança. O Poder popular passou a ser o único garantidor que não apenas se responsabiliza pelo destino atual de nosso povo, mas também pelo seu amanhã. Eis precisamente a fonte de nosso poder e o fator de nossas vitórias até hoje e daqui em diante.
O Poder popular, criado pelas mãos do povo e profundamente enraizado nas massas populares, é um poder tão sólido que nenhuma força reacionária ousa enfrentá-lo.
Então, qual é a tarefa colocada diante do comitê popular, verdadeiro poder do povo, e que trabalho ele realizou para o povo durante o ano passado?
Uma importante tarefa do comitê popular é fundar o quanto antes uma autêntica República popular democrática, fortalecendo ainda mais as bases para a soberania e independência da pátria mediante a consolidação das conquistas das reformas democráticas, a restauração e o desenvolvimento da economia nacional e a rápida melhoria da vida material e cultural do povo.
O comitê popular está cumprindo com êxito esta honrosa tarefa que lhe foi confiada pelo povo.
Durante o ano passado, realizamos diversos trabalhos importantes para estabelecer uma rigorosa ordem democrática, entre os quais merece destaque a consolidação legal do Poder popular por meio das eleições para membros dos comitês populares de todos os níveis, realizadas de 3 de novembro do ano passado a 5 de março deste ano, e da criação da Assembleia Popular e do Comitê Popular da Coreia do Norte, respectivamente órgão supremo do poder e órgão executivo supremo da Coreia do Norte. Por meio disso, a experiência política de nosso povo foi enriquecida e seu entusiasmo patriótico se elevou ainda mais. Os funcionários dos órgãos do Poder popular tornaram-se mais competentes em seu trabalho e acumularam ricas experiências.
Por meio do trabalho prático, formamos milhares e dezenas de milhares de quadros políticos e econômicos. A formação de um grande número de quadros, capazes de servir fielmente ao povo e dirigir habilmente o Poder popular, é uma conquista de importância decisiva na luta de nosso povo pela construção de um Estado soberano e independente. Constitui também uma condição fundamental que permite à nossa pátria desenvolver-se como um Estado democrático, soberano e independente, para que jamais volte a ser presa dos apetites imperialistas.
Durante o ano transcorrido, registrou-se uma grande virada também no desenvolvimento da economia nacional e na melhoria do bem-estar do povo.
Graças à consolidação das conquistas da reforma agrária, a vida material e cultural dos camponeses melhorou rapidamente e a fisionomia do campo mudou. Hoje, os camponeses da Coreia do Norte já não são aqueles lavradores de outrora, dos quais os latifundiários saqueavam todos os frutos de seu trabalho. São proprietários da terra, mestres do campo, depois de se libertarem da situação trágica que os condenava à miséria e aos maus-tratos, às doenças e ao analfabetismo. Hoje, os frutos do trabalho dos camponeses destinam-se inteiramente à melhoria de sua vida material e cultural.
O espírito patriótico e o empenho que os camponeses da Coreia do Norte dedicam à produção são muito elevados. A campanha patriótica de entrega de cereais ao Estado, promovida em toda a Coreia do Norte por camponeses patriotas como Kim Je Won e Ryu Chang Rim, da província de Hwanghae, Jon Po Yon e Kim Chi Un, da província de Kangwon, Choe Jae Rin, da província de Phyongan Norte, etc., movidos por um verdadeiro amor à pátria, constitui precisamente uma expressão clara do elevado entusiasmo político e espírito patriótico de nossos camponeses.
Hoje, no campo da Coreia do Norte, criam-se por toda parte clubes rurais e outros estabelecimentos culturais e recreativos, e os próprios camponeses constroem numerosas escolas. Em um ano, cerca de 800 mil habitantes rurais foram alfabetizados, fato que basta para explicar a nova fisionomia do campo em nosso país.
Também foram alcançados enormes êxitos na luta para recuperar e desenvolver a indústria estatal, patrimônio do povo.
O plano de desenvolvimento da economia nacional deste ano é uma tarefa combativa, de grande importância e honrosa, destinada a melhorar a vida do povo e, mais adiante, lançar bases materiais sólidas para a construção de um Estado soberano e independente. Todos os trabalhadores da Coreia do Norte mobilizaram-se para realizar esta tarefa e, até o final do terceiro trimestre, cumpriram quase todos os índices previstos no plano de desenvolvimento da economia nacional deste ano. Até o final de outubro, a Fábrica Têxtil de Sinuiju, a Fiação de Pyongyang, a Siderúrgica de Chongjin, a Fábrica de Processamento de Milho de Pyongyang, o Estaleiro de Wonsan e outras importantes fábricas e empresas haviam concluído o plano anual. Agora, em todas as fábricas e minas do país, trava-se a batalha final para cumprir as tarefas de produção deste ano. Os trabalhadores do transporte ferroviário cumpriram, no final de setembro passado, o plano anual de transporte, de 6 milhões e 400 mil toneladas, e agora estão empenhados na tarefa heroica de transportar mais 2 milhões de toneladas. Esses fatos demonstram como nossos trabalhadores lutam para cumprir o dever assumido perante a pátria.
Nossa classe operária não apenas restaurou com suas próprias mãos as fábricas e minas destruídas pelos imperialistas japoneses e pelos traidores da nação, mas também as transformou em sólidas bases produtivas a serviço da construção econômica do país e da melhoria da vida do povo.
Capacitando centenas e milhares de técnicos no curso da luta pela reconstrução e desenvolvimento da economia nacional, depois de superar numerosas dificuldades e contratempos, criamos as condições para ampliar a indústria do país com nossa própria técnica e experiência.
Também alcançamos enormes êxitos no trabalho de desenvolver a cultura nacional e formar quadros nacionais.
Se na época do imperialismo japonês existiam na Coreia do Norte apenas três escolas técnicas especializadas, agora seu número aumentou para 44 e o de seus alunos chega a quase 13.600. Na época do imperialismo japonês não existia nenhuma instituição de ensino superior; hoje temos seis, entre elas uma universidade, com mais de 6.500 estudantes. Além disso, em toda parte abrem-se numerosas escolas de diversos níveis, incluindo a Escola para os Familiares dos Mártires Revolucionários de Pyongyang. Com isso, gostaria de ressaltar especialmente que hoje, nas escolas democráticas da Coreia do Norte, estudam filhos de operários, camponeses e outros trabalhadores que, sob o imperialismo japonês, não tinham acesso aos estudos, e que a absoluta maioria dos alunos das instituições de ensino superior e das escolas especializadas recebe bolsas do Estado.
Informei-lhes, de maneira concisa, sobre as realizações de um ano do comitê popular na construção de uma nova pátria.
Queridos eleitores:
Embora até agora a população da Coreia do Norte tenha lutado heroicamente com todas as suas forças e ardor para estabelecer um governo democrático unificado e construir um Estado soberano e independente em nosso país, ainda não foi fundado o governo democrático unificado que todo o povo da Coreia espera unanimemente e com tanta ansiedade. Por quê? Como vocês bem sabem, isso se deve às manobras obstrucionistas dos imperialistas e de seus lacaios.
As duas sessões da Comissão Conjunta URSS-EUA, realizadas no ano passado e neste ano, demonstraram claramente quem deseja de fato e quem não deseja o estabelecimento de um governo unificado do povo coreano.
Desde a sessão do primeiro dia, a delegação soviética travou uma luta ativa visando estabelecer na Coreia um governo democrático unificado de acordo com a decisão da Conferência de Moscou dos Ministros das Relações Exteriores dos Três Países e, cada vez que o trabalho dessa Comissão encontrava dificuldades, apresentou diversas propostas para superá-las e fez sinceramente todos os esforços possíveis para que essas propostas fossem aplicadas. Todo o povo coreano apoiou e respaldou por todos os meios o trabalho da Comissão Conjunta URSS-EUA, a fim de estabelecer um governo democrático unificado e construir um Estado soberano e independente.
Em contraste com isso, a delegação estadunidense, desde o início, ignorou a decisão da Conferência de Moscou dos Ministros das Relações Exteriores dos Três Países e interrompeu os trabalhos da Comissão Conjunta URSS-EUA com o objetivo de impedir a formação do governo democrático unificado exigido pelo povo coreano. Instigados pela delegação estadunidense, também os reacionários da Coreia do Sul recorreram a toda espécie de conspirações e maquinações para sabotar o trabalho da referida Comissão. Para realizar seu objetivo sinistro, os imperialistas ianques e os reacionários sul-coreanos provocaram confusão nos trabalhos dessa Comissão e tentaram dividir a nação, criando mais de 400 "partidos políticos" e "organizações" sob o vistoso rótulo do "princípio da ampla democracia". Contrariando o objetivo da Comissão Conjunta URSS-EUA, propuseram a chamada "lei de eleições gerais" com o propósito de estabelecer um governo separado na Coreia do Sul.
Na Coreia do Sul, os atos e intrigas pérfidos dos elementos "antitutela", que impediam o estabelecimento de um governo unificado, eram realizados legal e abertamente sob a égide e o apoio ativo do imperialismo ianque. Com o objetivo de realizar uma tentativa de involução, os reacionários praticam a mais selvagem repressão contra os partidos políticos e organizações sociais integrados na Frente Nacional Democrática da Coreia do Sul, prendem, encarceram e assassinam verdadeiros patriotas. A polícia reacionária da Coreia do Sul e os grupos de terroristas legais, em conluio com ela, fecham e destroem sistematicamente os órgãos de imprensa progressistas.
O próprio fato de todos esses acontecimentos terem ocorrido no momento em que a Comissão Conjunta URSS-EUA realizava suas negociações mostra claramente quais intenções a delegação estadunidense alimentava. O trabalho dessa Comissão foi novamente interrompido devido às manobras obstrucionistas do imperialismo ianque e de seus lacaios. Nessas condições, a delegação soviética propôs, como medida mais justa para solucionar a questão coreana, oferecer ao povo da Coreia a possibilidade de estabelecer um governo unificado com suas próprias forças e sem ingerência estrangeira, mediante a retirada simultânea da Coreia dos exércitos de ambos os países: a União Soviética e os Estados Unidos. Esta proposta da delegação soviética, que corresponde aos interesses de nosso povo coreano e à realidade de nosso país, conta com o apoio e a aprovação ativos de todo o povo do Norte e do Sul da Coreia.
Entretanto, a delegação estadunidense não dá nenhuma resposta a esta justa proposta da delegação soviética. O que significa essa atitude da delegação estadunidenses? Em resumo, significa que os imperialistas ianques mantêm a posição de não se retirarem da parte Sul de nossa pátria. Isso não é, de modo algum, casual. Desde sempre, os imperialistas ianques gostam de manter seu exército estacionado em outros países e de fazer o que bem entendem neles. Um exemplo eloquente é o que estão fazendo agora na China.
Em compasso com as manobras dos imperialistas ianques, os reacionários sul-coreanos temem a retirada dos exércitos estrangeiros e se opõem descaradamente à retirada das tropas ianques da Coreia do Sul. Por que aqueles que antes se autodenominavam "patriotas", reivindicando a "independência imediata", o "estabelecimento de um governo autônomo", a "oposição à tutela", etc., hoje imploram pela não retirada das tropas ianques da Coreia do Sul, opondo-se à proposta da delegação soviética de deixar a questão coreana nas mãos do povo coreano, depois de retirar simultaneamente da Coreia os exércitos soviético e estadunidense? É natural que os lacaios pró-japoneses que no passado serviram fielmente aos imperialistas japoneses e abençoaram sua "vitória" na guerra de agressão para massacrar nossa nação, e os traidores da pátria que durante longo tempo tramaram a venda do país, sob a proteção da reação internacional, não queiram que se retirem as tropas ianques que hoje os protegem e sustentam. Se as tropas ianques se retirarem, serão imediatamente julgados pelo povo coreano. Por isso, agarram-se às mangas dos imperialistas ianques e dão seus últimos pontapés, implorando desesperadamente que não se retirem, a fim de prolongar sua vida ainda que por mais um dia. Não importa que os reacionários sul-coreanos façam suas últimas investidas e ajam desenfreadamente; nós devemos fundar um governo democrático unificado com os próprios meios de nosso povo, unindo todas as forças democráticas, após a retirada simultânea dos dois exércitos, o soviético e o estadunidense. Opomo-nos categoricamente à intriga do exército ianque de estabelecer, sem se retirar, um governo separado na Coreia do Sul e lutaremos ativamente para fundar um governo democrático unificado.
Nenhuma força reacionária conseguirá impedir o estabelecimento de um governo democrático unificado, anseio e exigência vital do povo coreano. Apoiando-nos na sólida base democrática criada na parte Norte e nas forças democráticas do Norte e do Sul da Coreia, firmemente unidas, estabeleceremos com as mãos de nosso próprio povo um governo democrático unificado.
O trabalho prático dos dois anos passados provou que a linha política de nosso Partido é o único caminho justo para conquistar a soberania e independência completas de nossa pátria e hoje se tornou o único credo não apenas da população norte-coreana, mas também de todo o povo da Coreia. Compreendendo claramente que somente a materialização da linha política de nosso Partido constitui a única via para sair da situação atual e conquistar a independência da pátria e a democracia, a população sul-coreana luta para conquistar o poder e realizar também no Sul da Coreia as reformas democráticas levadas a cabo no Norte.
Queridos eleitores:
Temos de consolidar e desenvolver ainda mais a base democrática que já criamos na Coreia do Norte. Para isso, devemos fortalecer ainda mais os comitês populares de todos os níveis, desde o Centro até a comuna, e organizar todo o seu trabalho de maneira planejada e minuciosa, para orientar todo o povo a participar com elevado entusiasmo da construção do país.
Os comitês populares de todos os níveis devem fazer o máximo de esforços para melhorar ainda mais a vida material e cultural do povo. Os membros dos comitês populares devem ser servidores fiéis do povo, dispostos a se integrar profundamente com ele, ouvir atentamente sua voz, solucionar a tempo suas demandas urgentes e os problemas que surgem em sua vida e cumprir pontualmente todas as decisões e indicações dos comitês populares superiores.
Os eleitores e todo o povo devem supervisionar e ajudar ativamente os comitês populares de todos os níveis em suas atividades, para que possam cumprir sua missão, e unir-se ainda mais estreitamente em torno do Poder popular.
Todos os trabalhadores devem participar com elevado entusiasmo da construção de uma nova pátria e, em especial, esforçar-se ao máximo para cumprir o plano de desenvolvimento da economia nacional para 1947.
Os operários, empregados e técnicos das fábricas e minas devem desenvolver com maior energia a luta para superar o plano de produção deste ano. Os camponeses devem concluir o quanto antes a debulha para melhorar sua própria vida e pagar dentro do prazo o imposto em espécie que garante o abastecimento do Estado, contribuindo assim para a construção do país. Além disso, devem procurar realizar a tempo a aração de outono, ampliar a área de semeadura e preparar-se devidamente, desde já, para os trabalhos agrícolas de 1948.
Um dos problemas importantes que determinam a soberania e independência completas de nossa pátria e a prosperidade da nação é elevar a preparação política e cultural do povo. Se queremos que nossa pátria ocupe posição igual à dos países progressistas do mundo e que nossa nação seja forte e digna, temos de elevar urgentemente o nível político e cultural do povo, inculcar-lhe amplamente conhecimentos científicos e formar o maior número possível de excelentes quadros para a política, a economia e a cultura, bem como profissionais da ciência e da técnica. Aproveitando da melhor maneira possível todas as condições, devemos fazer todos os esforços para formar um grande número de talentos.
É necessário criar um grande número de escolas e centros de instrução social, para que todos os nossos filhos possam estudar. Além disso, todos os trabalhadores, com o espírito de aprender trabalhando, devem empenhar-se ao máximo para assimilar a técnica de seus respectivos setores. Do mesmo modo, é necessário instalar centros culturais e educativos nas fábricas e aldeias, para que todos os trabalhadores possam receber uma instrução social geral.
É necessário elevar entre os trabalhadores o espírito de proteção dos bens estatais.
As fábricas, as minas, as ferrovias, os bancos, as estradas, as pontes, os meios de transporte, as escolas, os armazéns, as florestas e outros bens são patrimônio do povo. Graças a esses bens, nossa pátria, nossa nação, pode desenvolver-se, prosperar e tornar-se forte, e nosso povo viver feliz. Para ninguém é difícil imaginar quão penosa seria a vida de nosso povo se carecêssemos desses valiosos bens.
Os bens do Estado são aqueles que nosso povo criou com seu suor e seu sangue sob o domínio do imperialismo japonês, bens que nós recuperamos por sermos seus mestres. Nosso povo tem a responsabilidade de transformar esses preciosos bens em valores seguros não apenas para sua própria vida atual, mas também para que as gerações futuras tenham uma vida feliz. Portanto, todo o povo deve mobilizar-se e proteger energicamente os bens do Estado.
É necessário descobrir a tempo e prevenir antecipadamente todas as manobras dos reacionários destinadas a destruir os bens do Estado. Todo o povo, plenamente consciente de que aqueles que os destroem são inimigos do Estado e de si próprio, deve intensificar a luta contra eles.
Ainda não alcançamos a soberania e independência completas da pátria. Por isso, devemos lutar com elevada consciência nacional para conquistar, custe o que custar, a soberania e independência total do país com as mãos de nosso povo. Temos de combater fenômenos nocivos como a indiferença diante da construção do país e a vida despreocupada e indolente, e dedicar todas as nossas forças à construção de uma nova pátria. Inúmeras dificuldades e contratempos aguardam nossa nação.
Devemos lutar com maior tenacidade para superá-los com nossas próprias forças.
Não devemos esquecer nem por um só momento que ainda existem reacionários internos e externos que tentam impedir que conquistemos a independência completa de nosso país e querem transformá-lo novamente em uma colônia dos imperialistas. Toda a nação deve elevar a vigilância diante da realidade inegável de que os bandidos que no passado assassinavam os filhos de nossa nação e os obrigavam a trabalhar como escravos procuram a oportunidade de escravizá-los novamente, manipulados pelas potências imperialistas. Devemos frustrar a tempo e completamente as intrigas e tentativas de venda do país dos reacionários internos e externos.
Fazendo com que todo o povo fortaleça ainda mais seu espírito de unidade nacional e seu amor à pátria, participe da construção do país com o máximo interesse e entusiasmo e trabalhe com afinco e diligência, isto é, mobilizando amplamente todo o povo, impulsionemos vigorosamente a construção de uma nova pátria.
Avancemos todos com vigor, desfraldando a bandeira da soberania e independência, para fundar o quanto antes uma República popular democrática.

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