Os neomilitaristas japoneses, que cresceram como forças belicosas, retirando a máscara de "Estado pacifista", procuram revitalizar seu país como um Estado de guerra e agressão, em razão do que levam o ambiente de paz e segurança da região do Nordeste Asiático a uma fase extremamente perigosa.
Segundo informações divulgadas, as "Forças de Autodefesa" do Japão realizarão, de 8 a 24, em Hokkaido e seus arredores, o exercício militar de grande escala "Orient Shield", juntamente com efetivos estadunidenses e australianos, coincidindo com o "Freedom Edge", exercício militar trilateral EUA-Japão-República da Coreia, que ocorre de 7 a 11 na região da Península Coreana.
O "Orient Shield" vem sendo realizado quase todos os anos desde 1982 entre as "Forças Terrestres de Autodefesa" e as forças terrestres estadunidenses em várias partes do Japão. Desde o ano passado, as forças terrestres australianas também passaram a participar desse exercício.
O Japão tornou mais explícita sua tentativa de confronto militar com os países vizinhos, insistindo que esse exercício, que significa "Escudo Oriental", tem como objetivo "intensificar a solidariedade para fazer frente a diferentes ameaças provenientes da Ásia Oriental".
Serão realizados exercícios de tiro e paraquedismo nessa manobra, da qual participam cerca de 3.700 efetivos dos três países mencionados.
Em particular, será introduzido pela primeira vez o sistema de lançamento de mísseis de alcance médio "Typhon" das tropas estadunidenses, instalado em junho passado no país insular em consonância com o "Valiant Shield", exercício de mobilidade de grande escala das forças estadunidenses do Pacífico.
Diz-se que o "Typhon", composto por lançadores verticais "Mk4"1, pode ser utilizado para atacar navios de guerra e alvos terrestres mediante o carregamento do míssil de cruzeiro "Tomahawk", com alcance superior a 1.600 km, e do míssil superfície-ar "SM-6", com alcance superior a 300 km.
Nos últimos anos, o Japão tem se empenhado cada vez mais na instalação de meios de ataque de longo alcance, investindo gastos militares colossais e recorrendo de maneira cada vez mais frenética a exercícios militares conjuntos bilaterais e multilaterais com os EUA e seus seguidores, fato que demonstra sua intenção maligna de aperfeiçoar sua capacidade de combate real contra a RPDC e outros Estados vizinhos.
Violando sua Constituição, o país derrotado na Segunda Guerra Mundial, ao qual é proibida a posse de forças de combate, bem como os direitos de participação na guerra e de beligerância, realizou no final de julho, no Oceano Pacífico, o primeiro lançamento de teste do "Tomahawk" e tenta mobilizar até mesmo o "Typhon" das tropas estadunidenses no referido simulacro de guerra, tendo como alvo os Estados soberanos da região, o que é suficiente para provocar preocupação e alerta entre estes.
Além disso, as autoridades japonesas procuram realizar sucessivamente exercícios de guerra diante dos Estados vizinhos, sob o amparo de seu amo estadunidense, que destrói e viola gravemente a ordem internacional existente por meio de sua arbitrariedade ilegal. Tal conduta militar perigosa do Japão deixa clara a atual direção daquele país insular, que evolui ofensivamente com o passar do tempo.
Os maníacos neomilitaristas do Japão, que acrescentaram à "Carta Branca de Defesa para 2026" o artigo "novo modo de combate", impulsionam de maneira forçada e incessante a política militarista, como a decisão de realizar gastos militares em nível recorde, o desenvolvimento de mísseis hipersônicos lançados de submarinos e de drones submarinos de longo alcance, a introdução da inteligência artificial no sistema de comando das "Forças de Autodefesa", a tentativa de reestruturação do aparato do Ministério da Defesa, etc., em razão do que o fervor de nova agressão do arquipélago japonês chega ao extremo.
Durante mais de 80 anos após sua derrota na Segunda Guerra Mundial, o Japão transformou toda a área do arquipélago, de Hokkaido a Kyushu, em base nuclear avançada e base de abastecimento militar dos Estados Unidos para agredir a RPDC, falando do "porta-aviões indestrutível", e hoje avança sem hesitação alguma rumo ao neomilitarismo, livrando-se da rédea de país derrotado.
A sociedade internacional não deve permanecer de braços cruzados diante dessa grave situação.
Essa realidade demonstra mais uma vez que a única receita para controlar os descendentes dos militaristas, que transmitem de geração em geração o gene agressivo, reside em dispor completamente de uma capacidade predominante e superior de dissuasão da guerra.
Quanto mais as autoridades japonesas se empenharem em ampliar em grande medida a esfera de ataque preventivo e preparar uma capacidade de guerra prática, realizando exercícios militares diante de países possuidores de armas nucleares, tanto mais o território japonês se colocará claramente na mira dos países vizinhos.
A tentativa dos neomilitaristas japoneses de transformar seu arquipélago no "porta-aviões indestrutível" trará apenas uma grande catástrofe.
Kang Won Chol, comentarista de assuntos de segurança internacional
Agência Central de Notícias da Coreia

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