sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Sobre a realização da reforma monetária


Discurso de síntese do camarada Kim Il Sung na 53ª Sessão do Comitê Popular da Coreia do Norte

1º de dezembro de 1947

Na sessão de hoje, debatemos a questão da emissão das cédulas do Banco Central da Coreia do Norte e da troca da moeda aqui em circulação por uma nova.

Assim como todas as demais reformas democráticas já realizadas na Coreia do Norte, a reforma monetária constitui uma questão importante na construção de um Estado plenamente soberano e independente.

Nossa Coreia libertada, longe de se desenvolver como um Estado unificado, soberano e independente, foi dividida em Norte e Sul, que avançam em direções opostas.

Na Coreia do Norte, metade do território da Coreia, foi estabelecido o Poder popular e são adotadas medidas democráticas em benefício e para a felicidade do povo. Somente nos dois anos transcorridos desde a libertação, a Coreia do Norte desenvolveu-se vertiginosamente, e nosso povo alcançou êxitos retumbantes ao realizar, em curto espaço de tempo e de maneira vitoriosa, diversas tarefas democráticas que outros países não conseguiram realizar nem em dez nem em vinte anos.

Pelo contrário, na Coreia do Sul, os reacionários, em conluio com a reação internacional, perpetraram abertamente maquinações para dividir a nação, vender o país e transformar novamente a Coreia em uma colônia do imperialismo. Isso se deve, escusado dizer, à política dos agressores imperialistas ianques, voltada para colonizar a Coreia.

Rejeitando a exigência de nosso povo de que as tropas soviéticas e estadunidenses devem retirar-se simultaneamente da Coreia, deixando a solução da questão coreana nas mãos do próprio povo coreano, os imperialistas ianques perpetraram todo tipo de intrigas e maquinações para satisfazer suas ambições agressivas. Esses imperialistas chegam até mesmo a abusar do nome da ONU para escravizar a Coreia.

Nas atuais condições, em que ainda não foi estabelecido um governo central unificado devido às maquinações dos imperialistas estadunidenses e de seus cães de caça, é preciso consolidar e desenvolver os êxitos das reformas democráticas efetuadas na Coreia do Norte e construir uma economia nacional independente, a fim de lançar as bases políticas e econômicas da construção de um Estado plenamente soberano e independente, assegurar o futuro desenvolvimento de nossa pátria e acelerar a reunificação do Norte e do Sul.

O que importa para consolidar e desenvolver os êxitos das reformas democráticas e lançar os sólidos fundamentos de uma economia nacional independente é implantar, mediante a reforma monetária, um sistema monetário único e criar um sistema financeiro e bancário independente.

Não há dúvida de que, por meio das reformas democráticas, alcançamos certos êxitos no lançamento das bases de uma economia nacional independente e na melhoria da vida do povo. Entretanto, como não foi estabelecido um sistema financeiro e bancário independente, não estamos em condições de exercer controle nem de realizar a regulamentação, a direção e a supervisão da moeda em circulação. Isso causa não poucos obstáculos ao desenvolvimento econômico do país e à melhoria da vida do povo.

Por isso, com vistas a lançar sólidos fundamentos para uma economia nacional independente e impulsionar a construção de um Estado plenamente soberano e independente, emitiremos as cédulas do Banco Central da Coreia do Norte, a moeda do povo coreano.

A reforma monetária também é necessária para assegurar o desenvolvimento planificado da economia nacional.

Graças às reformas democráticas, criou-se a base que nos permite dirigir a economia do país de maneira planificada, com a passagem para as mãos do Estado das indústrias, dos transportes, das comunicações, dos bancos, etc., que pertenciam aos imperialistas japoneses e aos traidores da nação. Apoiando-nos nisso, elaboramos e estamos executando, a partir deste ano, o plano da economia nacional.

Entretanto, ainda não possuímos uma moeda independente. Atualmente, na Coreia do Norte circulam "cédulas do Banco Coreano" e "cédulas do Exército Vermelho". As primeiras são utilizadas tanto no Norte quanto no Sul da Coreia. Mantendo intacto um sistema monetário que permite a circulação de diversas moedas e o uso das "cédulas do Banco Coreano", cuja quantidade em circulação é desconhecida, não é possível elaborar com exatidão o plano financeiro da economia nacional. Somente implantando um sistema monetário que corresponda à economia planificada será possível desenvolver rapidamente a economia.

A reforma monetária é uma exigência tanto mais urgente quanto se intensificam as sinistras maquinações dos imperialistas ianques e de seus lacaios no âmbito da circulação monetária.

Aproveitando-se do fato de que as "cédulas do Banco Coreano" circulam no Norte e no Sul da Coreia, os imperialistas estadunidenses e seus lacaios imprimiram-nas ilegalmente no valor de 28 bilhões de wons, colocaram-nas em circulação na Coreia do Norte para comprar grandes quantidades de mercadorias e cereais a preços baixos no mercado e levá-los para a Coreia do Sul. Desse modo, procuram provocar uma alta brusca dos preços, desestabilizar a vida de nosso povo e, posteriormente, despertar o descontentamento popular em relação ao Poder popular, para separar este daquele e frustrar a economia planificada. Emitiremos uma nova moeda para destruir completamente tais maquinações dos imperialistas ianques e de seus lacaios.

A implantação de um sistema monetário único mediante a emissão das cédulas do Banco Central da Coreia do Norte tem grande significado político e econômico.

Sua emissão permitirá, primeiro, proteger economicamente o mercado; segundo, assegurar o desenvolvimento da indústria e do comércio; terceiro, aumentar a produção de fertilizantes e de outros artigos, bem como os bens do Estado; quarto, eliminar os especuladores perversos; e, quinto, garantir, do ponto de vista financeiro, o cumprimento do plano da economia nacional. Em resumo, a emissão da nova moeda tem grande significado para estabilizar a vida econômica do povo, fortalecer as bases econômicas do Estado e lançar os fundamentos financeiro e bancário do governo central unificado que será estabelecido no futuro.

Com efeito, a implantação de um sistema monetário único acelerará ainda mais a construção de um Estado plenamente soberano e independente, desferindo golpes decisivos contra as maquinações dos imperialistas ianques e dos reacionários sul-coreanos, que procuram provocar a confusão em nosso mercado e em nossa economia e frustrar o desenvolvimento da economia nacional.

Há muito tempo planejamos a emissão monetária e realizamos seus preparativos. Contudo, consideramos que emitir uma moeda única sobre a base da consolidação dos fundamentos econômicos do país, quando o Poder popular, eleito pelo povo, desfrutasse de seu apoio e confiança absolutos e tivesse adquirido elevado prestígio por meio de suas próprias atividades, teria maior significado político do que a emissão de moeda nos primeiros tempos após a libertação.

Hoje, na Coreia do Norte, existem todas as condições para emitir uma nova moeda. O Poder está nas mãos do povo, assim como as grandes fábricas, minas, empresas, bancos e transportes. Sobre essa base, podemos emitir nossa moeda com toda segurança.

A nova moeda que vamos emitir estará garantida por todas as riquezas do país, pelos estabelecimentos industriais nacionalizados, pelos cereais armazenados nos depósitos do Estado, pelos produtos marítimos e pelos tesouros inestimáveis guardados nos cofres dos bancos, todos eles patrimônio do povo.

Nestes dias, os reacionários sul-coreanos falam ruidosamente que também realizarão uma reforma monetária. Mas, com a impressão desenfreada de cédulas sem qualquer garantia, acabarão por arruinar a vida econômica do povo.

Para a troca de moeda que vamos efetuar, estabelecemos a proporção de um para um entre a moeda antiga e a nova. Quanto ao limite dessa troca, estabelecemos diferenças para o operário, o camponês, o funcionário, a instituição, a empresa e a organização. E determinamos que as pessoas, instituições, empresas e organizações que possuíssem uma quantidade de moeda superior ao limite depositassem o excedente no Estado. Por isso, por meio desta reforma monetária, é preciso consolidar as finanças do Estado e assegurar a unidade dos meios de circulação.

O Banco Central deve responsabilizar-se pela troca da moeda.

Seus funcionários devem dirigir-se diretamente às províncias para orientar esse trabalho.

Ao mesmo tempo que se empenham em efetuar a troca monetária de maneira pontual e exata, devem intensificar a vigilância contra todo tipo de atos subversivos dos reacionários. A reforma monetária que vamos realizar é um trabalho tão importante quanto a reforma agrária já realizada. O Departamento do Interior e a Procuradoria devem reforçar o máximo possível a vigilância costeira e a vigilância na região do Paralelo 38, proteger devidamente os bancos e os locais de troca monetária e intensificar a luta contra qualquer violação das leis.

É preciso selecionar e distribuir corretamente os funcionários e propagandistas que serão mobilizados para a troca de moeda e, por meio deles, explicar e divulgar amplamente o significado e a necessidade desse trabalho, bem como seus benefícios para a vida econômica do povo.

É necessário preservar rigorosamente o segredo de Estado sobre a troca de moeda. Até que o Comitê Popular da Coreia do Norte promulgue oficialmente a lei sobre a troca monetária, é necessário mantê-la em absoluto segredo. Pensamos promulgar essa lei em 5 de dezembro; portanto, até 4 de dezembro, devemos mantê-la em absoluto segredo. Quanto às informações relacionadas com a reforma monetária, não devemos divulgá-las pelo rádio, mas exclusivamente por meio da imprensa.

A fim de dirigir e ajudar o trabalho de troca da moeda, os funcionários responsáveis do Comitê Popular da Coreia do Norte devem estar presentes em todas as províncias. Os camaradas que forem às províncias devem estudar bem os regulamentos detalhados e ensinar aos presidentes dos comitês populares provinciais como organizar e realizar a troca de moeda. Não devem interferir nos trabalhos de organização realizados pelas províncias, mas limitar-se a orientá-los e controlá-los, bem como promover o trabalho de esclarecimento e propaganda. Além disso, devem organizar e dirigir o trabalho de adoção de medidas para estabilizar os preços, a vigilância, a informação, etc.

O diretor do Departamento de Finanças deve redigir, até 13 de dezembro, o projeto de lei sobre a forma de devolver o dinheiro depositado por indivíduos, fábricas, empresas e organizações, e o Departamento do Interior deve assumir a responsabilidade pela impressão de todos os documentos necessários para a troca de moeda.

Estou certo de que todos os camaradas aqui presentes contribuirão para consolidar os êxitos das reformas democráticas, lançar as bases de uma economia nacional independente e acelerar a construção de um Estado democrático, plenamente soberano e independente, ao efetuarem de maneira consequente e em curto prazo a reforma monetária, baseando-se estritamente na lei sobre a mesma, aprovada desta vez pelo Comitê Popular da Coreia do Norte.

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