terça-feira, 15 de setembro de 2026

A ampliação da aliança de submarinos nucleares por Washington é o fator absoluto da perturbação da segurança nuclear mundial

Por ocasião do quinto aniversário do surgimento da AUKUS, aliança técnica de segurança nuclear de caráter chauvinista encabeçada pelos EUA, que abala desde suas raízes o sistema internacional de não proliferação nuclear, a proliferação nuclear promovida por Washington manifesta-se de maneira mais acentuada do que nunca.

Recentemente, uma autoridade das forças navais estadunidenses declarou que o Japão já possui usinas nucleares e, portanto, dispõe da tecnologia que serve de base para os submarinos nucleares, razão pela qual a República da Coreia deve estabelecer como meta sua posse, tomando como premissa as características de um submarino nuclear capaz de navegar longas distâncias, e que seria um erro importá-lo apenas simbolicamente.

Essa incitação verbal aberta para que esses dois países os possuam constitui mais uma prova irrefutável que revela quem é o autor e o principal alvo da proliferação nuclear mundial.

A fim de pôr em prática a doutrina da América Primeiro, segundo a qual emprega todos os meios e métodos para não admitir a “dominação” e o “controle” de regiões estrategicamente importantes por outros países, os EUA elevam exponencialmente o grau de periculosidade da proliferação nuclear, colocando a AUKUS na vanguarda como base para a entrega de submarinos nucleares.

Por meio da venda de submarinos nucleares e da transferência de tecnologias nucleares à Austrália, do desenvolvimento conjunto de submarinos não tripulados para alto-mar e da realização regular de diversos exercícios militares conjuntos com seus aliados, os EUA expuseram a natureza conflituosa desse bloco militar e tentam generalizar suas experiências na República da Coreia, no Japão e em outros países aliados. Essa conduta perigosa causa profunda preocupação à sociedade internacional.

Com o objetivo de cumprir o plano de construir por conta própria um submarino nuclear, Seul propôs a Washington a questão da garantia de urânio enriquecido para o combustível nuclear e a emenda do “acordo de energia atômica entre os EUA e a República da Coreia” para obter o direito de enriquecê-lo, enquanto, entre os políticos de Tóquio, ouvem-se insistências na posse de submarinos nucleares. Essa realidade comprova que o projeto “AUKUS 2.0” de Washington, que possibilita a disseminação de tecnologias nucleares para uso militar entre seus aliados desprovidos de armas nucleares, entrou em uma etapa crucial de ampliação e execução.

A intenção imprudente da República da Coreia e do Japão de possuir submarinos nucleares indica até que ponto chegou o aventureirismo militar dos EUA para manter sob controle os Estados hostis da região da Ásia-Pacífico, lançando seus aliados como brigadas de choque.

Os EUA falam, por um lado, da preservação do sistema de não proliferação nuclear e, por outro, oferecem sem hesitação a seus aliados subordinados meios de ataque nuclear para obter benefícios financeiros. Sua conduta hipócrita não passa de uma artimanha pueril para encobrir seus crimes de proliferação nuclear.

A realidade atual, na qual estão em funcionamento normal o modelo de compartilhamento nuclear ao estilo da OTAN e suas ramificações, como o “Grupo Consultivo Nuclear EUA-República da Coreia” e o “Diálogo de Dissuasão Estendida EUA-Japão”, confirma claramente as consequências prejudiciais das manobras perigosíssimas dos EUA para o ambiente de segurança mundial.

As manobras irresponsáveis e nocivas do país norte-americano, cometidas de maneira cada vez mais aberta no domínio nuclear, constituem o fator mais perigoso que acelera a destruição do sistema internacional de não proliferação nuclear e obrigam nosso Estado a fortalecer incessantemente, tanto qualitativa quanto quantitativamente, os meios de dissuasão de guerra nuclear.

A sociedade internacional deve fazer, sem demora, uma avaliação imparcial e intransigente das manobras dos EUA, que provocarão uma situação catastrófica de efeito dominó nuclear ao promoverem a proliferação nuclear em todos os cantos do mundo, e empreender esforços unificados e responsáveis para rejeitá-las.

Choe Ju Hyon, comentarista de assuntos de segurança internacional 

Agência Central de Notícias da Coreia

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