sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Ri Ju Ha

Ri Ju Ha nasceu em 1905, no condado de Pukchong, na província de Hamgyong Sul, em uma família pobre de camponeses que praticavam agricultura itinerante. Devido às dificuldades econômicas, não pôde frequentar regularmente a escola durante a infância, estudando posteriormente nas escolas Kwangsong e Pokwang, em Wonsan. Ainda jovem, participou das manifestações do Movimento de 1º de Março, distribuindo panfletos.

Em busca de melhores condições de vida, exerceu diversos trabalhos antes de se mudar para Kyongsong, onde ingressou na Escola Secundária Superior Hwimun. Entretanto, foi expulso por liderar uma greve estudantil e não chegou a concluir os estudos. Nesse período, entrou em contato com as ideias comunistas e posteriormente foi ao Japão, onde estabeleceu contato com organizações comunistas e aprofundou seus estudos sobre o movimento socialista.

Depois de retornar à Coreia, em 1928, Ri Ju Ha trabalhou como operário portuário em Wonsan e passou a atuar no movimento trabalhista. Durante a grande greve geral de Wonsan, em 1929, participou da organização de estruturas sindicais e, posteriormente, foi preso e condenado a cinco anos de prisão. Após cumprir a pena, voltou à atividade política e trabalhista, participando da organização do sindicato vermelho de Wonsan. A partir da prisão de Ri Kang Guk, em 1938, permaneceu durante vários anos na clandestinidade, deslocando-se de um lugar para outro dentro da Coreia até a libertação em 1945.

Após a libertação, continuou atuando no movimento político ligado à esquerda coreana, deslocando-se entre Wonsan, Seul e Pyongyang. Em 1949, foi enviado a Seul como dirigente do Partido do Trabalho da Coreia do Sul. Nessa condição, passou a desempenhar funções de direção na organização clandestina do partido na parte sul da Coreia, ao lado de outros dirigentes como Kim Sam Ryong.

Os autos do processo de 1953 apresentam sua prisão como parte das operações realizadas contra a direção clandestina do Partido do Trabalho da Coreia do Sul. Segundo o depoimento de Paek Hyong Bok, a partir de janeiro de 1950 foram realizadas investigações destinadas a localizar os dirigentes partidários, e Ri Ju Ha foi identificado entre os principais dirigentes procurados. O mesmo conjunto de autos registra que, em 27 de março de 1950, Paek Hyong Bok, com auxílio de An Yong Tal e Jo Yong Bok, teria participado da prisão de Kim Sam Ryong e Ri Ju Ha.

Ri Ju Ha permaneceu preso em Seul durante os meses seguintes. Os autos registram que ele e Kim Sam Ryong foram posteriormente assassinados pelo regime títere de Ri Sung Man. O depoimento da testemunha Cha Yak Do descreve que, em 26 de junho de 1950, ambos foram retirados da prisão, amarrados e levados para uma montanha próxima, onde foram executados.

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