sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Kim Ung Bin

Kim Ung Bin  nasceu em 1914, na ilha de Jeju. Estudou no Japão, onde se formou na Escola Comercial Naniwa e posteriormente na Universidade Waseda. Na década de 1930, participou do movimento operário na região de Kyongsong, sendo ligado ao grupo de Kim Sam Ryong. Durante os últimos anos do domínio colonial japonês, integrou o chamado Grupo Comunista de Kyongsong, no qual exerceu a função de responsável pelo sindicato dos trabalhadores têxteis. Em 1945, quando foi proclamada a "República Popular da Coreia", tornou-se representante dos trabalhadores ligados à corrente comunista.

Após a libertação, Kim Ung Bin continuou sua atividade política e passou a atuar entre os quadros vinculados a Ri Sung Yop. Durante a Guerra da Coreia, exerceu funções na estrutura política de Seul e participou das atividades de guerrilha. Posteriormente, foi nomeado diretor da Academia Kumgang, instituição destinada ao treinamento de guerrilheiros e que, conforme os registros do processo, passou a ocupar uma posição importante nos preparativos militares da camarilha de Ri Sung Yop.

O processo registra que, no início de setembro de 1951, Kim Ung Bin foi escolhido para integrar o comando formado por Ri Sung Yop e outros dirigentes. Segundo o depoimento de Jo Il Myong, Ri Sung Yop assumiria a chefia do comando, enquanto Kim Ung Bin ficaria responsável pelos diversos departamentos. Em outra declaração registrada nos autos, a estrutura foi definida de maneira mais específica: Ri Sung Yop como comandante-chefe, Pak Sung Won como chefe do Estado-Maior, Pae Chol na organização militar, Kim Ung Bin como responsável pelo comando da insurreição, e Jo Il Myong e Rim Hwa pelas questões políticas e de propaganda.

Ainda segundo os registros do julgamento, quando a Academia Kumgang foi transferida para uma região próxima de Pyongyang, Kim Ung Bin foi colocado como seu diretor, enquanto Maeng Jong Ho assumiu a função de vice-diretor político. Os autos apresentam a academia e outras unidades de guerrilha como parte dos preparativos para uma eventual insurreição armada. O processo também registra que, em uma reunião realizada na residência de Pak Hon Yong em setembro de 1952, teria sido elaborado um projeto de governo para o caso de êxito da conspiração, no qual Kim Ung Bin foi indicado para ocupar o cargo de ministro das Forças Armadas.

Como não participou do julgamento, mesmo com seus crimes sendo citados no tribunal, especula-se que teria morrido alguns anos antes, porém, não há informações concretas disponíveis sobre isso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário